Por Eduardo Louro
No grupo E. o tal, nada ficou definitivamente definido. Nem a França, que goleou a Suíça (5-2) e somou segunda vitória nos dois jogos está, com o pleno dos seis pontos, garantidamente apurada, nem a selecção das Honduras, que somou segunda derrota, sem qualquer ponto está irrevogavelmente afastada. Claro que o mais provável é que a França acabe no primeiro lugar e as Honduras no último, com suiços e equatorianos, agora empatados com 3 pontos, a discutir o lugar que sobra para a passagem aos oitavos.
O jogo entre centro e sul-americanos foi fraco, com o Equador a levar a melhor (2-1), porque é na realidade superior às Honduras. Pelo contrário, o jogo entre os dois vizinhos europeus foi um excelente espectáculo, como os 7 golos deixam perceber. E a França voltou a entusiasmar e a confirmar o que já aqui se dela se dissera. Uma excelente equipa de futebol, das melhores deste mundial e, com a Holanda e a Alemanha, capaz de defender os pergaminhos europeus.
O futebol que Deschamps e os seus jogadores estão a apresentar tornam a França dos bastidores, a França de Platini, indigna da França que está dentro das quatro linhas. Esta equipa não merece que o que ficou para trás. Não merece que a superior qualidade do seu futebol seja manchada por justamente acontecer neste grupo. A verdade é que nestes jogos, nos jogos que resultaram do tal sorteio, e não noutros, que tudo está a acontecer. E por enquanto não pode ser noutros!
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