Por Eduardo Louro
Os jovens emigram todos os dias. Piram-se todos de cá… Os que cá ficam não têm trabalho. O que têm é precário e mal pago. Perspectivas de carreira é um luxo ao alcance de muito poucos, o comum é o biscate aqui e ali, a exploração em sucessivos estágios… Os jovens que têm trabalho são estagiários permanentes…
Ah! A natalidade? Não tem nada a ver com isto... Resolve-se já:mexe-se no IRS aqui, no IMI acolá. E até no imposto sobre veículos... E, claro, acaba-se com a descriminação das grávidas, e arranjam-se mesmo uns incentivozinhos para s sua contratação!
Isto sim. Isto é visão estratégica à séria!
Sabem por que é que no Portugal de Salazar as famílias tinham muitos filhos?
Não, não é só um problema do papel social da mulher. Nem por não terem ainda sido descobertos os contraceptivos. É porque, a curtíssimo prazo, em seis ou sete anos, se transformavam em mais braços para alimentar a família...
Com a desvalorização do trabalho, e com o empobrecimento acelerado em que nos lançaram, ainda vamos ouvir falar disso!
Intragável, é assistir a medidas avulsas nos Municípios. Em vez de assistirmos a medidas Nacionais Planificadas! Mas não, é mais fácil metermos os Municípios a concorrerem entre si. Ou seja, matam-se entre si. Porque nunca na vida o concelho de Ansião consegue concorrer com o concelho de Pombal, mesmo ao lado. Simplesmente, impossível. Porque não estão ao mesmo nível de desenvolvimento comercial, industrial, tudo!!
ResponderEliminarO desequilíbrio sócio-demográfico é tal, que foi sempre uma questão ignorada desde o 25 de Abril 1974, e agora corremos atrás do prejuízo.
Será que vamos a tempo?