Por Eduardo Louro
As últimas revelações vinham apontando para na direcção do que de mais terrível poderia ter a notícia. As primeiras indicações retiradas da caixa negra do A 320 da Germanwings despenhado nos Alpes, e ainda ontem reveladas, ao final do dia, dando como certo que o co-piloto do avião se encontrava sozinho no cockpit, e o piloto de fora, sem conseguir entrar, não deixavam grandes alternativas para as causas da tragédia.
Não foi falha técnica. Não foi erro humano. Foi acção deliberada – já perceptível pelos relatos de testemunhas locais – de quem, sentindo nas mãos as vidas daquelas 149 pessoas, decidiu delas dispor a seu bel-prazer. Ao destino que, fosse por que razão fosse, quis dar á sua vida decidiu juntar a de todas as outras, num acto de terrorismo como qualquer outro. Em vez de uma torre de um edifício mais ou menos emblemático de uma qualquer grande cidade escolheu como alvo uma montanha dos Alpes. Não há outra diferença!
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