Por Eduardo Louro
O desemprego continua a subir. Vai já no terceiro mês consecutivo, sempre a subir... Dentro de dias teremos o primeiro-ministro a dizer daqui até às eleições vai ser assim: sempre a subir. Porque está tudo à espera dos resultados das eleições... E que o desemprego só voltará a cair se ele as ganhar!
O próprio presidente virá esclarecer que o "seu crescimento de 2%" tem como pressuposto, que dá como certo - nunca se engana e raramente tem dúvidas -, que a actual maioria continua no poder. Que cresce tudo no último trimestre... E que é normal que o desemprego esteja agora a crescer porque, explicará de cátedra, há uma décalage de 18 meses a dois anos para que o crescimento se faça sentir no emprego.
A ministra da Justiça virá garantir que o desemprego sobe porque a taxa de reincidência é de 90%. Sem fazer ideia do que seja isso, mas com a breve convicção que o que importa é ter um número. Não importa de onde venha, nem para onde vá. Nem mesmo que não exista!
O vice-primeiro-ministro virá virar os números ao contrário, baralhando emprego e desemprego numa confusão que já ninguém percebe do que se está a falar. O que importa é que está melhor, como dirá logo a seguir o ministro da economia... Se alguém contestar ainda há a banca rota!
E a ministra das finanças a dizer que não tem nada a ver com isso. Não é VIP. Tem os cofres os cheios e os jotinhas a procriar. O que é que querem mais?
Se calhar ainda queriam uma administração fiscal que penhorasse quatro bolos a um restaurante... Por 30 cêntimos... Que lá ficassem a apodrecer às mãos do fiel depositário...
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