segunda-feira, 16 de março de 2015

Os patuscos não costumam cheirar mal

Por Eduardo Louro


 


 


"Vá tomar banho, que cheira mal"- foi assim que o patusco advogado de Sócrates se dirigiu a uma jornalista do Correio da Manhã. "Deixem-me... metem-me nojo" - virando-se para todos os outros, à saída do Supremo Tribunal, que decidira pela manutenção da prisão preventiva, não dando provimento ao "habeas corpus", já o quinto e desta vez pedido pelo próprio Sócrates.


E assim deixa de ser um patusco, que às vezes até tinha alguma graça, para passar simplesmente a ser um grosseiro sem graça nenhuma. Quiçá mal cheiroso. Pelo menos nas palavras que lhe saem da boca!


Qualquer coisa como começar por sustentar a defesa na total inocência do seu constituinte  - independentemente dos dias em que conhecia ou não conhecia a acusação - e acabar agarrado às teias das formalidades.


 

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