quarta-feira, 18 de março de 2015

Que ternurento!

Por Eduardo Louro



 


O alto funcionalismo da administração pública é feito disto mesmo: de tipos zelosos dos seus mais nobres deveres na defesa dos mais nobres interesses da governança do país!


Quando meio mundo apontava o dedo ao coitado do Paulo, e a outra metade ao não menos coitado do Pedro, o zeloso director geral da nobre causa dos impostos abriu o peito e disse que foi ele. Que foi ele que criou a lista que não havia. Que não havia, mas que se lembrara de criar justamente quando viu que o coitado do Pedro andava a ser incomodado por gente má, do piorio, capaz de, só para lhe arruinar a vida, livremente vasculhar a sua vida fiscal. Clara e transparente. Sem nada a escoder...


Uma ternurinha! 

2 comentários:

  1. É horrível, Eduardo!
    Se a democracia permite coisas destas (e doutras, que se vão vivendo nos últimos tempos), então tem de ser mesmo reinventada.

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    1. É mesmo horrível, Cristina. E como nesta democracia de trazer por casa, se não está tudo inventado só podemos ter medo do que ainda esteja por inventar, só nos resta procurar por outra. Reinventar também é capaz de dar... Com retoques e remendos é que isto já lá não vai...

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