Por Eduardo Louro
Está a chegar ao fim. Amanhã corre-se a penúltima etapa, e tudo ficará decidido no mítico Alpe d´Huez.
Depois dos Pirinéus, donde tudo parecia vir decidido, e cumprido – na terça-feira – o dia de descanso o Tour entrou nas serpenteantes estradas dos Alpes, numa louca montanha russa de subidas e descidas que nunca mais acabam.
O dia seguinte ao descanso faz frequentemente vítimas. No primeiro foi Rui Costa, desta vez foi o americano Tejay Vergaderen a abandonar – era então terceiro classificado, depois de quase duas semanas logo atrás de Froome.
Quem ganhou com isso foi Valverde, que herdou o último lugar do pódio, atrás de Quintana, seu colega de equipa. Ambos pareciam satisfeitos com isso. E a Froome bastava controlar a corrida, o que fazia sem grande dificuldade respondendo, ele ou alguém por ele, a pequenos fogachos de Contador – que um azar haveria ainda de atrasar mais um pouco –, de Nibali, que nos Alpes, ao contrário do que acontecera nos Pirinéus, esteve ao seu nível, ou mesmo de Valverde.
Raramente de Quintana, que à medida que as montanhas iam sendo dobradas se mantinha fria, e mesmo irritantemente, colado à roda de Froome. Foi sempre assim. Mesmo na etapa de hoje – se ontem se correu a etapa com mais montanhas, sete, hoje correu-se a etapa com mais quilómetros a subir, sempre à volta do Glandon – mesmo na espectacular subida à Croix de Fer, onde era Nibali a dar espectáculo. Nem mesmo quando Froome teve um pequeno problema mecânico e ficou momentaneamente para trás, pouco depois de mais um ensaio de Valverde, o colombiano deu sinal de si.
Perceber-se-ia pouco depois que não era acomodação, que não reagira por estar amarrado a decisões superiores. A escassos cinco quilómetros da meta chegou finalmente a ordem para Quintana. Deixou toda a gente para trás, e só Froome conseguiu reagir em perseguição.
O espaço era curto para grandes conquistas. Mesmo assim, nesses últimos cinco quilómetros, ganhou mais de um minuto a Nibali, que seguia á sua frente para ganhar a etapa, e trinta segundos a Froome.
Coisa pouca. Ainda sobram a Froome dois minutos e meio… Tem a palavra sua alteza o Alpe d´Huez !
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