Por Eduardo Louro
Hoje não poderia escrever sobre o debate de ontem entre António Costa e Catarina Martins. Porque não o vi. Também, e pela mesma razão, não poderia escrever sobre o mal amanhado Pós e Contras de ontem. Mas poderia escrever sobre o insólito de um programa destes, nesta altura. E poderia escrever sobre o que se está a passar na estação pública de televisão, que nos traz à memória tempos recentes. Ou como esta gente rapidamente chegou ao pior de Sócrates...
Também poderia escrever sobre como foram enchendo o balão da polémica artificial sobre quem chamou a troika. Mas até Jerónimo de Sousa já dá para esse peditório. E não faria melhor que o Pedro Santos Guerreiro: o PSD quis a troika, mas não a chamou, e o PS não a queria, mas chamou-a...
Poderia até escrever sobe a mão estendida de Portas para Passos: se vier a ser necessário ele assina a subscrição pública logo a seguir... Ou sobre o novo sound byte que foi introduzido no programa que faz Passos Coelho fingir de morto: “Prefiro perder as eleições do que ganhar de qualquer maneira e depois passar uma fatura demasiado cara aos portugueses”. Só não é brilhante porque o "que se lixem as eleições" devorou esse espaço todo. Não sobra mais. E é por isso que se nota a falta de imaginação.
Mas, pronto. Não escrevo sobre nada disso!
Sem comentários:
Enviar um comentário