Por Eduardo Louro
Fernando Santos tem mesmo estrelinha. Não é só porque se repetiu Copenhague. Se ganhar uma partida nos descontos, no último dos suspiros do jogo, é pouco comum, ganhar dois, e logo os dois mais importantes e decisivos do apuramento, é absolutamente extraordinário. Não é só porque a selecção fez isto tudo sem nunca fazer um grande jogo, nem é só porque, como na Dinamarca, o golo vem de um canto cobrado pelo Quaresma, desta vez com o remate feliz a sair da mais improvável das cabeças - a do Miguel, que não quer ser Veloso.
É estrelinha quando o golo é marcado por um jogador que há muito estava afastado da selecção, e que Fernando Santos ainda não tinha chamado. Tudo isso é estrelinha. Mas estrelinha mesmo é quando Quaresma - a mais falhada das substituições, que entrara para substituir o melhor jogador em campo, e que na meia hora que estivera em campo não acertara uma - é decisivo no golo da vitória.
Esta selecção de Fernando Santos não fez grandes exibições, é certo. Mas a qualificação está claramente assegurada, em claro contraste com o que vinha acontecendo em todos os últimos apuramentos.
Há quem lhe chame estrelinha. Outros gostam de chamar-lhe pragamatismo. Por mim, mais que estrelinha, acho simplesmente que Fernando Santos está a fazer render o grande investimento de especialização que fez na Grécia!
A sorte que nos faltou noutras fases de qualificação! E o apuramento está na mão da seleção nacional :)
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