Por Eduardo Louro
Era dado como certo que os chineses da Anbang lideravam a tabela classificativa das propostas de compra do Novo Banco. Que em segundo lugar se encontravam os americanos da Apollo, e por último os outros chineses, da Fosum, de Guo Guangchang, que já têm a Espírito Santo Saúde e a Fidelidade.
Falhadas as negociações, ontem, a notícia era que o Banco de Portugal passaria a negociar com quem apresentara a segunda melhor proposta, com os americanos. Ao final do dia soube-se que, afinal, as negociações decorriam com os chineses. Os outros, mas também chineses. Os da terceira melhor proposta, que era a pior...
Chama-se a isto transparência. Que começa logo quando se pega num (mau) regulador e se quer fazer dele um vendedor. Quando se é mau naquilo para que se está vocacionado e estruturado, como se poderá não ser se não pior naquilo em que se não tem nem experiência nem know how?
O BP só apresentou a ordenação de acordo com os valores apresentados.
ResponderEliminarO problema é que passou nos jornais e televisões que essa cotação tinha por base o valor total apresentado. Não tem.
É que, ao contrário do que tem sido levado a querer, as propostas não são "dá cá 100% do banco toma lá xxxx milhões de euros".
Nas propostas existem várias operações a realizar. No caso do Anbang terá falhado a parte do grupo quer capitalizar o banco com 1800 milhões, dos 4200 que iria pagar e que os imbróglios jurídicos que estão a decorrer, passassem para o BES.
No caso da Fossun, parece que eles terão a 2 proposta mais alta... para o fundo de resolução. Falta saber o que é que eles irão pedir nas garantias contra os processos vigentes. No caso da Apollo, pelos vistos, a proposta deles nem chega a 2000 milhões de euros. Sendo que iriam realizar entradas de capital no banco e realizar um empréstimo financeiro de curto prazo.
Para além disso, todos 3 tem em mente uma redução de 30% a 50% nos funcionários do Novo Banco e querem que o governo comece a tratar disso antes da tomada de posição do comprador...
levado a "querer" ... "creio" que está tudo dito
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