sexta-feira, 6 de novembro de 2015

"Prometedores dias"


 


O Bloco já anunciou que está fechado. Durante o dia de hoje, o mais tardar até amanhã, deverá - terá de - ficar também fechado o acordo com PC. Sem que ponham pés no governo, o que para uns, é bom; para outros, é mau.


É mau para quem tem dúvidas sobre a solidez dos acordos, para quem desconfia das boas intenções da esquerda a que as vozes do regime chamam de extrema: estar na margem não é a mesma coisa que estar no barco, como escreve hoje a Fernanda Câncio num texto tão imperdível quanto romântico. É bom, nem poderia ser de outra maneira, para quem acha que a esquerda tem peçonha.


Como Jorge Coelho, que acha que não pode haver misturas, e que isto só é bom se servir bóia para voltar a trazer o PS á tona, para depois voltar a apanhar a crista da onda. Há gente no PS que ainda não percebeu o que aconteceu!


Há gente que não consegue descortinar estes "tão prometedores dias" que vivemos... Não são amanhãs que cantam, são apenas dias de esperança. De esperança que isto não seja apenas o que tem que ser, por já não poder ser outra coisa. Por simplesmente tudo ter chegado ao ponto de não retorno. Por ninguém poder já recuar...


Que seja finalmente mudança, porque é preciso que alguma coisa mude... Para que nem tudo fique na mesma!


 

7 comentários:

  1. Uma mudança que não traz nada de novo.

    Se realmente houvesse mudança eu não veria as caras de sempre do PS, algumas das que ajudaram a afundar o barco e que já mostraram por A+B que são realmente incompetentes, a aparecer novamente. Não veria notícias a falar de tachistas profissionais (João Soares, és tu) como potenciais ministros de um governo de esquerda, nem pessoas que nunca fizeram mais nada que não ter um tacho num partido chegar a presidentes da assembleia (sim o Ferro Rodrigues é outro).

    Uma coligação à esquerda pode ser realmente boa e é legítima, não me interpretem mal, se houver tino na cabeça, e o PS pela sua dimensão deve tê-lo e deve ter a coragem e a capacidade de manter tanto o BE como o PCP na linha, uma vez que não é garantido que não dêem numa ultra revolucionários a meio da legislatura. Acordos são muito bonitos, mas ninguém é ingénuo ao ponto de acreditar que partidos que nunca se deram, que sempre tiveram diferenças insanáveis, sejam agora os melhores amigos e que o serão para sempre. Para irrevogável já bastou o Paulinho da feiras em 2013.

    A esquerda fala em mudança, mas eu só vejo uma mudança relativa aos últimos 4 anos, quando realmente o que deveríamos estar a assistir seria a uma mudança relativa ao caminho dos últimos 40 anos, a começar na transparência no diálogo que foi encetado pelos 3 partidos (1 mês a ouvir falar de fumo é muito). Não foram os últimos 4 anos que nos meteram neste estado, foram as acções dos últimos 40!

    P.S : A Fernanda Câncio já não faz jornalismo há muito tempo, só adiciona ruído...

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    1. Blá, blá, blá.....o Passos Coelho tinha feito o quê até chegar a PM????

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    2. Blá Blá e Blá, o Enestain, fez o mesmo que o Passos, até se transformarn um génio...

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    3. Não faço ideia de quem sejas, mas tirares as palas dos olhos era muito bom. Aprender a compreender e interpretar um texto é um bónus.

      O problema do clubismo político é que quando alguém diz algo que seja ligeiramente contrário à cor política é logo como tido do outro lado da barricada, não havendo sequer a possibilidade de ser neutro.

      Eu não quero saber de partidos, quero saber do meu país e do nosso futuro, quem governa é irrelevante desde que seja feito um trabalho decente, que muito dificilmente será feito se continuarmos a meter os mesmos tachistas a tomar as decisões sobre o nosso presente e futuro.

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  2. Entre Costa e catarina "É SÓ LOVE"

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  3. Louro burro..
    So pode ser do cabelo.

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  4. Em vez de um governo com minoria do PSD e PP, teremos um governo de minoria do PS com apoio de BE e PCP. até aqui tudo bem. O problema é que o PCP reservou a si próprio o direito de anualmente avaliar as políticas do PS e caso a realidade financeira se detriore exigindo aumento de impostos e guardar nas gavetas as promessas (como os 600 euros de salário mínimo para 2016... que já foi posto de lado) dificilmente vai querer ter o seu nome aliado aqueles que "defendem o interesse do capital " e "não se preocupam com os trabalhadores".
    Daqui a um ano nova novela com os mesmos protagonistas, nenhum dos quais se preocupa minimamente com o país e os portugueses, mas sim com protagonismo e poder.
    Se Portugal é um país com uma economia fraca não é por ter maus trabalhadores, mas por ter maus políticos (que entre outras coisas permitem escandalos como aqueles que afectaram a nossa banca e que por alguma razão nunca são punidos porque este ou outro responsável é amigo deste ou daquele dirigente partidário).

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