Com os Papéis do Panamá em cima da mesa, gostaria de ter ouvido do primeiro-ministro de Portugal qualquer coisa do género: Vamos criar um mecanismo para que os bancos tornem públicas as listas do seus devedores de todo o mal parado que têm em carteira, e as entreguem ao Ministério Público. E vamos criar mecanismos para que o Ministério Público actue sobre esses devedores, confiscando-lhes todos os bens e valores que detenham, directa ou indirectamente, ou de que, por qualquer forma, ususfruam.
Com os Papéis do Panamá em cima da mesa ouvi do primeiro-ministro de Portugal qualquer coisa como: Vamos criar um mecanismo para, à custa dos contribuintes, limpar todo o crédito mal parado do sistema financeiro.
Com os Papéis do Panamá em cima da mesa, pior era difícil ...
País de bananas governado por sacanas.
ResponderEliminarSem dúvida! O problema é que os contribuintes, a única coisa que os "move" é o futebol e tanto os banqueiros corruptos, como a classe política corrupta, sabem muito bem disso. Além disso, os jornalistas da TSF e do DN, podiam e deviam ter sido mais assertivos quanto a este assunto e não o foram.
ResponderEliminarPoder, podiam (ser mais assertivos). Mas não era a mesma coisa... Quero eu dizer com isto que a ideia foi lançar o tema para começar a preparar a opinião pública. E quando assim é interessa que a coisa nasça o mais nebulosa possível.
EliminarProvavelmente o primeiro ministro saberá, como qualquer um de nós sabe, que o panamá esconde podres de todas cores partidárias, credos, raças e afins. Logo, quanto menos se mexer no enxame, melhor.
ResponderEliminarO meu ponto não são os "papéis". O meu ponto é mesmo a factura do mal parado. Os "papéis do Panamá" são o contraponto...Não são o ponto.
EliminarÉ pena é que as pessoas, como o senhor, adoram atirar areia para a cara (ou são simples delatores de um certo grupo partidário) das pessoas.
ResponderEliminarOs Panamá Papers não são só antros de corrupção. Curiosamente, a maioria dos que usam esses sistemas são os funcionários e defensores dos partidos de direita. Basta ver que Paulo Portas queria que Portugal se transformasse num sistema igual ao que a Madeira detinha até 2008. Liberdade total de movimentos de capital, liberdade total de serem detentores de 60000 empresas e receberem 100 milhões de rendimentos anuais, sem que qualquer pagamento de impostos. Até ao IVA ficavam isentos.
Não era muito mais útil tentar explicar porque é que 3 dos grandes grupos editoriais nacionais, não pagaram a segurança social nem os impostos, desde 2012, sendo que os anteriores governos fecharam os olhos a isso, perdoaram juros e custas, ficando os processos em banho-maria, até ao governo actual ter chegado ao cargo e visto que as dívidas se continuam a amontoar? Isso sim seria interessante de explicar a razão para os governos CDS-PSD, terem ignorado e dado ordens para parar contagem de juros e custas, aos grupos editoriais que os patrocinaram. Até aquele que se diz o jornal mais vendido em Portugal não paga os impostos há 2 anos. Mas, teve mais de 300000 euros para contestar ordens dos tribunais que o impediram de apresentar relatos de coisas, protegidas pelo segredo de justiça. Existiu dinheiro para isso... não existe para pagar as dívidas fiscais.
Calma, André. Respire fundo e pense um bocadinho. E olhe que se a areia não for atirada para os olhos não cumpre a função.
EliminarPeço desculpa, André. Só depois do meu comentário é que vi que o seu se não referia ao meu texto. Renovo as minhas desculpas.
Eliminaré bom rapaz esta visto
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