Paul Krugman voltou a passar por cá. E a defender as teses da anti-austeridade, a apontar o dedo ao fundamentalismo (político) económico reinante na União Europeia e, de uma forma geral, a dar cobertura à política económica do governo.
Apontou os dois maiores riscos da economia portuguesa: o envelhecimento da população - com o que representa de encargos, e com o que dificulta a inovação e o consumo - e a emigração, a caixa da emigração jovem que se abriu nos últimos quatro anos.
Na realidade entendo que Krugman se referia às duas maiores ameaças que pairam sobre a nossa economia e a nossa sociedade: a natalidade - hoje, mais uma vez, em discussão na Assembleia da República - e a emigração. O resto são tretas, modas, ou o que lhe queiram chamar.
O problema, como se qualquer deles não fosse suficientemente grave, é que ambos convergem para o mesmo ponto: o envelhecimento da população. Se, não nascendo gente nova, a população envelhece, envelhece ainda mais quando os mais novos partem, ficando apenas os mais velhos.
Fomentar a natalidade e estancar a emigração - é um fenómeno de pura aberração que um país pobre gaste recursos a formar pessoas para depois entregar os países mais ricos - não é uma mera decisão política. Tem que ser, sem qualquer sombra de dúvida, o principal objectivo estratégico do país. Mas, aí está: sem crescimento económico não vale sequer a pena enunciá-lo.
Pois, parece uma pescadinha de rabo na boca! Mas, realmente, a emigração tem mesmo de parar. E para isso é preciso pagar melhores salários em Portugal. Se há dinheiro para os bancos porque é que não há para o resto? E as empresas querem continuar com os mesmos lucros mas a pagar menos aos seus trabalhadores. Assim não dá! Só as contas dos ricos é que engordam. E de que maneira!
ResponderEliminar500 euros de salário é muito pouco? É ! A Argélia que concorre com Portugal em muitos sectores para 150 euros de salaário mínimo. Sem investimento e, inovação não há emprego e muito menos bons salários. E são os lucros das empresas que fomentam o investimento.
EliminarNinguém pode viver dignamente a receber 500€ de ordenado!
ResponderEliminarCom esse dinheiro só se pode sobreviver e com bastante dificuldade. Eu não conseguiria viver se ganhasse 500€ por mês. Se fosse esse o meu caso, iria, certamente, emigrar.
Quanto à comparação com a Argélia, bom, nem vale a pena comentar! Por que motivo nos comparamos sempre por baixo? Não tarda nada e estamos a comparar-nos com o Bangladesh....
E essa dos lucros irem para as empresas se desenvolverem faz-me lembrar quando vieram os primeiros fundos comunitários e todos os "empresários" compraram carros de topo de gama e outras mordomias e quanto aos seus trabalhadores....nada!
“Austeridade fez de Portugal um país com pouca gente e infeliz”, Manuela Ferreira Leite ao jornal i, citado no Expresso Curto, com a devida vénia!
ResponderEliminarBom, e não me venham dizer que esta senhora é de esquerda, tá bem? E também não vive com 500€....