quarta-feira, 11 de maio de 2016

Um debate falso. E falseado!

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O debate da Educação chega esta tarde ao Parlamento. Só que não é de Educação que se trata, é de negócios!


Quando o anterior governo alterou o Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo, eliminando a obrigatoriedade de os contratos estarem dependentes da carência de oferta pública, permitindo assim que o ensino privado crescesse que nem cogumelos lado a lado com escola públicas, não estava a cuidar de Educação. Estava a cuidar de negócios. Quando Passos Coelho fala de "um produto de oferta educativa fechado” não está a falar de educação. Está a falar de negócios.


Está a falar de um negócio onde se movimenta uma grande parte da própria classe política da área do poder. O que serve para explicar como tão pouca gente - são no total 80 as escolas que recebem os oitenta e tal mil euros por turma, mas não serão muito mais de meia dúzia as empresas que as detêm - consegue fazer tanto barulho. 


Na realidade o governo não está fazer nada mais que repôr a mais simples condição higiénica do negócio, que o anterior cirurgicamente eliminou: o Estado contrata o que precisa, não pode estar obrigado a contratar o que não precisa. E não pode estar refém dos interesses particulares de quem quer que seja!  


 

30 comentários:

  1. Neste país toda a gente tem opinião (mesmo que errada, claro!) acerca dos gastos do Estado. Que o Estado não pode gastar nisto, que o Estado deveria gastar naquilo, etc., etc, etc. Então agora o Estado tem de financiar colégios privados quando, mesmo ali ao lado, estão escolas públicas? Porquê? Para os pais (sim, isto é mais para alimentar o ego dos pais do que dos miúdos!) colocarem os filhos nos colégios e andarem no emprego a gabar-se disso? E nós todos a pagar isto?! Para isto o Estado já pode gastar o dinheiro de todos? Ora tenham santa paciência! Quem quer filhos no privado que pague!

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    1. pagar,pagar ,pagar, toda a gente so se preocupa com o pagar, o governo financia as privadas , e paga as publicas, qual e a diferença o dinheiro e de todos , todos pagam impostos se vos gostasses dos vossos filhos não mandavam postas de pescada pela boca fora

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    2. Olá, Maria, Toda as pessoas têm o direito a expressar a sua opinião, é no confronto saudável de ideias, que se chega a uma solução para os problemas.
      Só o caldo fica entornado, quando se fala em questões financeiras.... O velho dilema da sociedade em geral...Só não nos podemos esquecer que o estado anda a financiar o privado, nada mau, em tempos de crise. Quem quer ensino privado que acarrete com os custos...
      A gestão de dinheiros públicos afinal, diz respeito a todos nós.
      Quem quer ter os filhos nos colégios, que pague, pois é injusto para com os outros pais, que também têm os filhos nos colégios privados e pagam avultadas mensalidades, pois estamo-nos a esquecer que nem todos os colégios são financiados pelo estado. Basta consultar as listas do ministério da educação. E estes pais, nem sequer podem deduzir em sede de IRS o total do montante da mensalidade anual do colégio dos seus filhos… E não estão a reivindicar ajudas...Pois disto ninguém se lembrou….
      Como foi divulgado ontem na entrevista dada pelo, Srº Primeiro Ministro António Costa,a SIC do universo de todas as escolas privadas ,só apenas 3% têm contrato de associação com o estado. E então as outras... Pergunto eu...Também não prestam um serviço de qualidade…Pelos visto o financiamento é só para alguns…
      Muitos destes alunos, que frequentam colégios financiados pelo estado, são levados pelos pais em carros topo de gama, gabam se, e até postam no faceboK as ferias de sonho que fazem; os filhos ostentam roupas de marca e telemóveis topo de gama, etc.
      No meu entender, o financiamento só se justifica, quando o estado não tem capacidade de resposta…
      E se existe oferta pública, não se justifica esbanjamento de dinheiros públicos.
      E não é isto que se está a defender com esta polémica.

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    3. O lucro dos particulares (privados) também é de todos?

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    4. Claúdio Sousa Silva12 de maio de 2016 às 08:39

      D. Maria o problema não é o ensino. Dou-lhe um exemplo simples: em 2012 uma cooperativa de educação do distrito de Coimbra construiu 56 novas salas de aulas. Obteve financiamento para 79 novas turmas em contrato de associação. Sabe que dos 1600 alunos que lá entraram, não existe nenhum que não pague 1200 euros, anualmente e no mínimo, por atividades extracurriculares? Sim, o ensino é melhor do que no público, no entanto, essa empresa usa uma simpatia que é: quem pagar um dos pacotes de extracurriculares, tem lugar nas turmas de contrato de associação. Se não pagar, descobre que não existem lugares disponíveis.

      E quer a melhor? Essa empresa adquiriu 8 Ferraris f50, a pronto-pagamento em Dezembro de 2014. Mais de 1 milhão de euros para automóveis. Foram os 8 que foram vendidos por um representante de Coimbra. Agora, imagine lá de onde vieram os lucros para essa aquisição... Não foi pelos cerca de 200 alunos que tem na parte privada.

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    5. Caro Joaquim, exactamente por o dinheiro ser de todos é que o estado não deve financiar escolas privadas onde exista oferta pública.
      Se há uma escola pública a mesma é aberta a todos. O mesmo não acontece com os colégios.
      Nada contra a existência de colégios privados, aliás, haverá zonas do país onde são uma necessidade pela falta de uma alternativa pública e nesses casos o estado deve estabelecer contratos de associação para que esses colégios desempenhem o serviço público que o estado não consegue. Mas não é isso que está em causa, o que está em causa é o financiamento de colégios e escolas privadas em zonas onde há alternativas públicas, que podem até ter melhor qualidade. Ora se há uma escola pública, financiada pelo estado numa determinada zona, porque raio é que o estado há-de promover a redundância de recursos através de um subsídio a um privado?
      Isto não só retira financiamento à escola pública, uma vez que o orçamento do ministério da educação não é infinito, como promove uma cultura de subsídio dependência por parte dos privados, e isso não deve acontecer.
      Já agora, eu gostando verdadeiramente de um filho não tenho que o meter num colégio. Tenho sim que o meter no melhor sítio, ou no sítio que me dê garantias de uma educação com qualidade. Se esse sítio for um colégio e se esse colégio for pago devo estar preparado para pagar uma mensalidade. No entanto, se esse sítio for uma escola pública, tenho o dever de meter lá o meu filho. Um colégio não é necessariamente melhor que uma escola pública.

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    6. há pessoas mesmo analfabetas!

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  2. Pode fazer um copy/paste e, onde está educação, escrever saúde e publicar outro post, sff?
    Obrigado.

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  3. Olá Eduardo Louro,
    Permita me que o felicite, pelo seu brilhante e magnífico comentário, acerca de um assunto muito importante, que diz respeito a gestão de dinheiros públicos, que afinal são de todos nós.
    Se me permitisse gostaria de deixar a minha opinião.
    Anda o estado a financiar o privado, nada mau, em tempos de crise. Concordo totalmente consigo.
    Nestes dias todos, tem-se falado muito de questões económicas e pouco de educação...Estão a falar de indemnizações e de desemprego, muito me espanta, só acordaram agora...
    Então eu pergunto, o que é feito da indignação das pessoas, quando nos últimos anos, foram despedidos cerca de 25mil professores.
    Ou quando o Srº Passos Coelho juntamente com o ministro da educação, despediu cerca de 11mil professores dos Centros de Novas Oportunidades, fora o pessoal administrativo destes centros...
    Dos enfermeiros que estavam no sistema nacional de saúde, entre outros.
    Então não estavam cá, queres ver que também emigraram por falta de trabalho...Essa gente nem argumentar sabe… Até me dá vontade de rir quando os oiço falar em direitos adquiridos e expectativas defraudadas, como foi referido por várias pessoas da área política como dá própria igreja...
    E então a igualdade de oportunidades para todos...
    Anda o estado a financiar o privado, nada mau, em tempos de crise.
    Quem quer ensino privado que acarrete com os custos...
    Só queria que me explicassem como se fosse muito Burro, mesmo muito Burro, aonde foram para os direitos adquiridos dos reformados que firam as suas pensões reduzidas, nos cortes dos salários, os corte nas pensões sociais, os cortes nos subsídios de desemprego, o aumento para as 40h de trabalho, o aumento da idade da reforma; bem como nas expectativas daqueles que tiraram um curso superior e viram-se forçados a abandonar o seu País, ou daqueles que ficaram sem as suas poupanças depois de uma vida de trabalho, por bancos que eram tão seguros que caíram mal surgiu o primeiro vendaval...Triste figura a desta gente...Pelos vistos os direitos adquiridos são só para alguns...Como sempre têm fraca memoria.
    Mas nesta polémica toda, ainda não vi ninguém vir defender uma avaliação detalhada de todas estas questões pertinentes que afetam e prejudicam todo o sistema educativo. De forma a torna-lo mais justo e equitativo, com melhor qualidade, e para que haja verdadeiramente uma igualdade de oportunidades para todos.
    De modo, terminar de vez com certos privilégios e regalias que no meu entender são injustas.
    Todos sabemos que os professores dos colégios entram pela cor da fatiota...digamos assim… Enquanto os professores contratos andam de terra em terra com a casa às costas,e passam por situações complicadas.
    O verdadeiro problema são, os esqueletos que muita gente, ainda guarda a sete chaves no armário, e não permite que se faça um debate sério. Nos meandros da educação, ainda há muito por abordar, certamente ficará para uma próxima. Um abraço.

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  4. Todos têm opinião, mesmo aqueles que não sabem do falam!
    Só deve falar quem conhece os "dois mundos".
    Um filho meu frequentou sempre a escola pública. O outro frequentou a pública até ao 10º ano e depois passou para uma privada.
    São duas realidades completamente diferentes.
    Na pública, os professores fazem um esforço "colossal" para não darem nem mais um segundo do seu precioso tempo. Hora marcada para atenderem pais mas, se não der para todos, saem furiosos, dizendo que não dá para atender mais ninguém, que o tempo disponibilizado já foi ultrapassado, e viram-nos as costas... (aconteceu comigo).
    Nas aulas passam o tempo a reclamar da situação política, revoltados com os cortes e com algo mais que lhes pediram que fizessem (pouco).
    As greves são sempre bem vindas...
    Insistem, sistematicamente, em deixar bem claro que não vai haver tempo para dar toda a matéria. Azar dos alunos.
    Na privada, sou recebida sempre que pretender, inclusive pelo Sr. director , se assim o entender e com a maior das simpatias.
    Os professores estão sempre disponíveis para esclarecer os alunos, para os ajudar em todas as actividades que desenvolvam, disponibilizando-se, muitos deles, em períodos de férias, domingos, etc
    Quanto à matéria, essa é toda dada, sobrando ainda algumas semanas para preparação para os exames.
    Já agora, aproveito para acrescentar, e contrariando aquilo que muitos dizem, o nível de exigência é superior ao da escola pública (pelo menos nos casos que conheço).
    Quanto ao ambiente e empatia entre os próprios alunos, não há comparação possível. No colégio é como se fossem uma família. O ambiente que encontram assim proporciona.
    O que é que os pais pretendem de uma escola, para os seus filhos?
    Não será bons professores?
    Não será bom ambiente?
    E onde é que encontramos isto? - Na privada, claro. Então é isso que quero e como pago impostos, sinto-me no direito de exigir que o estado me dê o dinheiro que os meus filhos custariam na escola pública, para eu poder escolher o que entendo ser o melhor.
    Porque será que as escolas públicas estão vazias e as privadas ao lado estão cheias?


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    1. A minha filha sempre frequentou a escola publica desde o primeiro ano ate ao ultimo da faculdade e sempre com excelentes notas. E o curso que fez e o,geralmente,mais ambicionado😉. E nao tenho mais nada a acrescentar a este assunto. Quanto a falta de acentos a culpa e do smartphone!

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    2. Sabe porque é que o "bom ambiente" se encontra nos privados? Porque só lá entra quem pagar BEM e se os alunos não se comportam, chegam a meio do ano e são despejados de lá para fora. É assim que funciona o "bom ambiente". Na pública, não é possível fazer isso...

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    3. ....que baboseira pegada..... vamos por partes minha senhora....começando pela ultima parte do seu texto. pela sua lógica o Estado ou seja todos nós devemos pagar a escola que a senhora quer para os seus filhos, por esse prisma acaba-se com a escola publica pois toda a gente vai querer por os filhos nas escolas privadas com regime cooperativo e se assim for os seus filhos possivelmente vão ter vaga lá para a China.
      "já parece o Alberto João jardim quando dizia que queria que todos os chineses que estão na madeira se deviam ir embora, era os paises onde estão os madeirenses fazerem o mesmo e o Jardim ficava com eles todos ás costas"
      ponto nº 2 é sempre muito bem recebida a senhora madame pelos professores e até mesmo pelo Sr. Director até fora de horas, até ao fim de semana... uau e diz no publico não haver nada disso, pois madame já vi que é muito preocupada consigo e com os seus filhotes....mas está nem aí para as condições de trabalho desses professores que a recebem sempre com um sorriso nos lábios até a atendem fora de horas, e agora digo com conhecimento de causa, colégios exclusivamente privados e colégios de ensino privados particular e cooperativo são coisas distintas, e o que se quer mudar é em relação a estes últimos , os professores destes não são a fina flor dos professores, casos que conheço ganham 600€ e ainda tem que limpar a sala de aulas, são estes professores que possivelmente recebem vossa excelência fora de horas. e mais uma vez faz confusão os alunos que andam nos colegios privados sem regime de cooperação são uns e os e os de cooperação são outros.

      e vamos ao icencial á proposta desta alteração por parte do governo é isto e só isto que pode estar em debate.... há oferta publica na area de residencia do aluno se sim o aluno é encaminhado para lá se não há é então encaminhado para o colegio privado em regime cooperativo.
      é isto e só isto que é a proposta do ministerio da educação....

      há sempre quem confunda a beira da estrada com a estrada da Beira

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    4. Concordo com tudo o que diz serena.
      Eu também conheço os dois mundos e serena já disse tudo...
      E quanto às públicas está enganado Cláudio. Conheço uma pública, ao lado de um colégio, que também está cheia e selecciona os alunos.
      As minhas filhas estão num colégio porque achei que seria o melhor para elas pela qualidade de ensino e pela comunicação com os pais. Poderiam estar numa pública se não tivesse tido um mau resultado. O que conta é a qualidade de ensino não para dizer que estudam num colégio...
      E mais, ninguem paga para as minhas filhas estudarem no colégio porque eu pago impostos.

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    5. Para comparar a escola pública com um colégio com contrato de associação é necessário que os pressupostos iniciais sejam iguais, o que é algo que não acontece.
      É claro que num colégio com contrato de associação os resultados são melhores porque só entra no colégio quem o colégio quer. Falar em melhor qualidade de ensino é grande mentira dos colégios. Devíamos começar pelos aspectos físicos (instalações), porque melhores condições físicas mais satisfeitos os alunos estão. É praticamente impossível comparar porque as escolas públicas não têm orçamento para investir ou manter aquilo têm. Assim resta comparar os recursos humanos de cada escola/colégio Para o provar vamos fazer os seguintes exercícios:

      1 – Vamos trocar a gestão e nos professores do melhor colégio com contrato de associação com a gestão e os professores da pior escola pública do País (que normalmente recebe TODOS os alunos e está junto a um bairro degradado). Os resultados do colégio vão piorar? Os resultados da escola pública vão melhorar?

      2 – Vamos trocar os todos os alunos do melhor colégio com contrato de associação com os alunos da pior escola pública. Os resultados do colégio vão piorar? Os resultados da escola pública vão melhorar?

      Naturalmente que temos o direito de escolha da escola dos nossos filhos mas quais são as razões da escolha, o Projeto Educativo do colégio/escola pública? Já se leram os Projetos Educativos de ambos para afirmar que um é melhor que o outro? Eu já li bastantes Projetos Educativos e todos eles apontam para o bem-estar e sucesso educativo de todos os alunos. Por isso, a escolha do colégio pelo seu Projeto Educativo é um não argumento. (Projetos Educativos que apontem para ótimas condições físicas não podem ser comparados como já referi anteriormente)

      As razões são claras, eu quero o meu filho numa escola onde ele esteja seguro e tenha um bom ambiente de sala de aula. Se uma escola pública recebe alunos de bairros degradados, de famílias carenciadas e muitas vezes monoparentais, que vêm para escola sem tomar o pequeno-almoço, onde as únicas refeições que tomam são na escola, onde os alunos não têm acompanhamento extra escola (explicações), onde são vítimas de abusos nos bairros onde vivem, como é que é possível que a escola pública consiga ter um bom ambiente de trabalho?

      Nunca ninguém se questionou porque não é feito um colégio com contrato de associação junto a um bairro social? É estranho não é?

      Eu posso ser o pior professor do mundo, mas se der aulas num colégio onde os alunos são seleccionados à entrada (até parece se houvesse o cheque ensino o colégio iria aceitar alunos dos bairros sociais! Claro que diria que as turmas estavam completas), onde os alunos têm acesso a condições físicas melhores do que na escola pública, que normalmente têm os pais com emprego estável e remunerado acima da média e têm acompanhamento extra escola, os bons resultados aparecem de qualquer maneira. Eu próprio já dei explicações a um aluno de colégio considerado o melhor no ensino básico e o ensino é totalmente expositivo. Os resultados são bons porque a grande maioria dos alunos têm todos apoios necessários ao sucesso. De salientar que nestes colégios raramente existem turmas de cursos vocacionais com uma taxa elevada de alunos com histórico de retenções por faltas, abandono escolar e processos disciplinares.

      Então o problema não está na escola está no meio que a envolve, na família e no ambiente da escola.

      Façamos os seguintes censos: de que extracto social são os alunos do melhor colégio com contrato de associação? Se ambos os pais estão empregados? Se os alunos tomam o pequeno-almoço? Se têm todo o material necessário à aula? Se os encarregados de educação participam activamente na vida escolar? E depois comparem com os da pior escola pública.

      Para comparar a qualidade do ensino de ambas as escolas/colégios é necessário que o ponto de partida seja o mesmo. Numa experiência de comparação, se as variáveis iniciais forem

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    6. Paga impostos para andar na publica, não numa privada...

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    7. D. Serena, com todo o respeito, a senhora acabou de me ofender. Sou professor por vocação, sou da Guarda, como deve saber, zona centro e trabalho na Madeira há já 14 anos e garanto-lhe que a qualidade que a senhora reconhece no ensino privado, eu que já trabalhei em ambos, não a reconheço. O que eu reconheço é um processo de seleção dos alunos no ensino privado que vai do estudo do escalão sócio económico do agregado famíliar até a entrevistas aos propostos alunos. Isto atenção, acontece aqui, em instituições dessas que a senhora defende e são, isso sim, uma farsa. Eu tenho os alunos recusados por essas instituições, os mal comportados, mal educados, aqueles que me rasgam folhas e as atiram para o chão, que começam a cantar e aos saltos na sala de aula e, ainda por cima tento socorrer-me dos seus pais e estes nem me ligam nenhuma. Uma coisa lhe garanto, seum dia perdesse os meus princípios,deixasse de gostar do que faço e escolhesse os alunos a quem dou aulas, passava para o top dos professores nacionais e a escola onde leciono passaria para o top dos rankings, já para não falar da minha disponibilidade para receber os pais no final de um dia de trabalho ou da semana que seria muito maior pois não teria as dores de cabeça nem estaria esgotado nem frustrado por ter visto arruinado o meu dia, devido à desmotivação de alunos cujos pais veem na escola um armazem para deixar as crianças o máximo de tempo possivel. Ora tenha paciência e diga lá, por mero acaso não reconhececque esse ensino privado é uma mentira? Não vê que os professores que têm lugar no ensino público não vão para o privado, tornando este último um último recurso para quem nada mais tem? Não compreende que o que lá há de bom são os alunos e não os professores nem os diretores que só lá estão porque não têm lugar no público? Atenção que há colégios privados a quem reconheço grande mérito e, desde já devo expor aqui o caso do Luso Alemão no Porto. Mas atenção que este não tem nada a ver com esta confusão. Neste só vai para lá quem está disposto a pagar e essa "roubalheira" não é conhecida por lá e atenção que eu nunca lá trabalhei nem o tenciono fazer.

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  5. Pois, a verdade é que há argumentos dos dois lados. Se por um lado não devem os dinheiros públicos ser gastos só para educar alguns por outro também não tenho a certeza se o estado é assim tão bom gestor dos dinheiros públicos...não foi assim há tanto tempo que se ouviram situações menos "corretas" no chamado parque escolar....
    Em resumo, talvez haverá outros "contratos" onde poupar os €€€.
    A minha questão é: se retirar-se os tais €€€ das escolas privadas, irão estes mesmos €€€, efectivamente ser gastos na escola pública ou ficam pelo caminho?

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  6. Boa tarde. Pagar escolas privadad nao esta de todo certo, mas sinceramente a mim faz me mais confusão saber que desconto para que dia 23 24 a minha vizinha da frente que passa o dia no café que tem um tlm de 500euros, que deixa os filhos na creche publica mas q e financiada por todos nos ir levantar aos ctt um cheque de 736.28 euros que recebe do estado e eu qd lhe pergunto queres vir trabalhar para o meu restaurante que estou a precisar de uma pessoa ela prontamente responde: ja te mostrei o cheque que recebo do estado, pagas mais? Como esta senhora existe milhares.e que tal o povo tambem se unir contra estes cheques que sao passados a pessoas que supostamente nao arranjam trabalho?

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    1. Exactamente, disse tudo! Esses parasitas que vivem à custa de todos nós ninguém questiona se é justo ou não justo darem-lhes de mão beijada, tornando-os dependentes para o resto da vida e "educando" ou melhor "deseducando" os filhos para o mesmo tipo de vida.
      Será que ainda não perceberam que fica mais barato pagar aos colégios privados do que alimentar a escola pública e os seus maus hábitos?
      E já agora, a escola privada a que me refiro não paga ordenados de 600.00€ a professores, nem nada que se pareça.
      O Sr deve andar a ver outro filme qualquer...

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    2. Ja agora temos e que nos preocupar tambem e questionar se os tais subsídios que vao ser retirados vao ser entregues as escolas pubicas, para que consigamos ter um ensino de qualidade com todas as condições. Mas parece que com isso ninguem esta muito preocupado. E que se o estado afirmasse vamos retirar e vamos com esse dinheiro requalificar, estruturar, contractar e melhorar todas as escolas publicas ai sim tinhamos atitude.

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    3. Posso garantir-lhe que não são 600€ mas também lhe garanto que quando passei por um desses colégios como docente não tinha as condições que tenho no público, o que tinha eram pais mais interessados que nunca faltavam a uma reunião com E.E. e alunos educados, interessados e focados nos seus objetivos, que nunca me viam como uma distração para os fazer esquecer os problemas que tinham em casa.Faça-me um favor, não afirme aquilo que não conhece. Nunca fui tão infeliz como nesses 2 anos em que lecionei num desses seus prediletos colégios. A senhora conhece o que lhe mostram, não o que se passa por lá. Fui explorado, trabalheihoras extras,fins de semana, feriados, não tinha tempo para a minha mulher e para a minha filha, ganhei uma depressão e, se continuasse lá, estaria, certamente internado. Quer opinar? Tire um curso na área da educação e vá trabalhar para esses colégios, "aturar" os loucos que ganham com elas porque afinal, aquilo é tão somente um negócio como uma fábrica ou um super mercado.

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  7. Já agora lfpa, ESSENCIAL e não icencial e à e não á.
    É muito mau crianças lerem este tipo de disparates!

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  8. O que é relevante é que os professores sejam pior pagos do que no ensino público, trabalhem mais horas e tenham mais alunos por turma, menos segurança no emprego e nem pensem em sindicatos nem em reivindicações... A ser assim, deve haver dinheiro para os colégios e contratos com garantia do Estado... E garantia segura, que não se confunda com os pretensos direitos e garantias de reformados, pensionistas, deficientes, trabalhadores do Estado e por aí fora...

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  9. Será que posso colocar uma questão? Será que o estado também me pode asfaltar a estrada que tenho como acesso à minha casa, acesso esse que por acaso é privado, mas como desconto nos impostos acho que não existe problema certo?

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  10. Permitam-me que esclareça o seguinte: quando se fala em escolas com contrato de associação, fala-se de escolas onde não se paga propina. À parte as ideologias que cada um defende, no seu direito, custa-me ler comentários completamente desajustados.
    Estas escolas recebem 80500 euros por turma, os quais têm de gerir para pagar professores, funcionários, água, eletricidade, gás, limpeza, e todos os outros custos associados às instalações. As escolas apelidadas de públicas recebem 54000 euros só para pagar aos professores; imaginem o restante, façam algumas contas e vejam a conclusão a que chegam.
    É que é muito mau partirmos de falsas ideias ou pressupostos errados. Pior é defender uma causa sem conhecimento da mesma.

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  11. Se fosse crente amanha ia a Fatima pedir à Santa que nos livrasse do Mario Nogueira. Se eu fosse crente diria Deus me livre e guarde de poder ter um filho ou uma filha ensinado pelo famigerado sindicalista. É para isso que servem as escolas privadas, para preserver a gente decente dessa possibilidade (desse mal)..mas nao sou e Ele infelizmente esta-se nas tintas para a ética, para os votos dos Portugueses e para as eleicoes legislativas. Senāo teria ouvido os meus pedidos para nos livrar do mal deste governo de usurpacao social fascista conduzido por gente de ma indole intelectual que ainda ha 5 anos pos Portugal na bancarrota..

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  12. Os Louros deste país...!12 de maio de 2016 às 20:02

    É muito fácil perceber o que está em causa, desde logo, partindo da analise deste post.
    Se o Estado pagar a privados menos do que gasta na escola publica (ganho de eficiência) e, ainda por cima, obtiver melhores resultados (ganhos de eficácia), deveria entregar todo o ensino obrigatório a privados.
    Quanto aos professores, não há duvidas de que ficariam a perder: trabalhariam mais e reivindicariam menos! Este é que é o verdadeiro problema!
    Quanto à questão ideológica na perspectiva da esquerda e dos sindicatos, só me ocorre uma palavra: hipocrisia. Senão vejamos : porque diabo os F.P . se socorrem da ADSE para obter serviços de saúde no privado? Só me ocorre uma resposta: porque é melhor.
    Então, porque não utilizam o SNS? Não estarão por acaso a utilizar recursos públicos para alimentar negócios privados?!
    Tudo isto não passa de manobras para manter um certo estilo de vida sem grande stress. O desgraçado e pobre contribuinte que pague!

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  13. Recebi ontem um email do colégio privado onde está o meu pirralho referindo para os pais estarem descansados,porque o colégio nao tem contratos de associação com o estado porque achou esses contratos muito pouco claros e por isso prescinde deles para a oferta educativa e que as verbas que possui sao oriundas apenas das propinase é assim gerido.
    E muito bem digo eu. Nao é uma pseudo empresa privada ou um dito empreendedor a sorver o dinheiro de todos.
    Tenho la porque posso e pela escola publica ao pe de casa ter fechado, embora eu tenha estudado sempre no publico. Nao me importo que o dinheiro dos meus impostos seja gasto no sistema nacional de educação e no de saúde, pretendo apenas é que seja bem gerido mas isso é outro aspeto. Agora andar aqui a pagar dois negocios privados com o meu dinheiro? Acho que este governo faz muito bem em avaliar esses contratos.

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