quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Em estado de perdição

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Não sei o que é que o Secretário de Estado Rocha Andrade tem a ver com o novo decreto-lei do IMI que levou aos desvarios que por aí se vêem. Sei que o IMI se presta a tudo, até porque é o mais desvairado produto da burocracia fiscal. Sei que nasceu em 2003, pela pena do seu homólogo, na altura, Vasco Valdez, às ordens de Manuela Ferreira Leite e sob a égide do "gold man" Barroso. E que os critérios na sua concepção transformados em fórmulas devem ter provocado raros momentos de êxtase burocrata. Verdadeiros orgasmos burocráticos. 


Sei, evidentemente, que o que o governo agora quis fazer foi simplesmente aproveitar as teias desse monumento à burocracia que é o IMI para passar entre os pingos da chuva em mais uma tentativa de sacar mais umas massas aos contribuintes. E dessa o Secretário de Estado não se pode safar...


Até porque não lhe bastou que não tivesse conseguido passar entre os pingos da chuva. Cairam-lhe logo em cima as duas viagens a França, e os dois jogos da selecção, que a Galp lhe ofereceu.


Cometeu uma imprudência capital quando se permitiu a tal convite. E um erro grave quando o aceitou, que não é de todo remediável: dizer agora que vai reembolsar a Galp não resolve coisa nenhuma. Em política, como na vida, os erros assumem-se. E pagam-se. É assim, não há outra forma.


Vai bem o CDS quando reclama a demissão do secretário de estado. Faz parte do jogo político. É assim. O que não faz parte do jogo, nem faz qualquer sentido, é a posição do PSD: ao atribuir contornos criminais à imprudência e ao erro de Rocha Andrade, o PSD está, apenas e mais uma vez, a dar nota pública do estado de perdição em que se encontra. E donde não consegue sair. Basta reparar na imagem...  

13 comentários:

  1. Tal como o ACP já denunciou, o facto é que esse é o tal senhor que introduziu as "revisões periódicas" ao imposto sobre produtos petrolíferos, usando como métrica a média dos preços dos produtos refinados (que em Portugal é definido pela Petrogal/GALP) supostamente com vista a aumentar o imposto quando os preços baixam, mas nada mais fez que encher os bolsos à Petrogal/GALP pois esta agora sabe que se o baixar os preços vai logo atrás o governo voltar a subir (logo baixo ainda menos).

    Se calhar a posição do PSD que isto pode ser mais criminal que outra coisa qualquer até nem é assim tão descabido quanto isso.

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  2. ...Mas afinal, estavam há espera de quê!!!... Ninguém, que para lá vá, vai fazer milagres em favor do povo ...Vão é cuidar da sua vidinha, sejam eles da direita ou da esquerda…
    Estes senhores, usam os cargos políticos para se auto-promoverem e orientar as suas vidas...Sem dúvida, é mesmo assim...Infelizmente...Não é, pela abnegação dos interesses pessoais, nem tão pouco, pelo amor à causa pública, mas sim, lutam entre si para subiram ao poder...

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  3. Se estudar um bocadinho mais e despir a camisola rosa verá que o mundo real é um bocadinho diferente, até porque suponho que terá nascido antes de 2003.
    É que o IMI tendo resultado da reforma da Contribuição Autárquica não é um imposto criado em 2003, mas um imposto municipal sobre a propriedade que foi alterado em 2003, secular, cuja origem se perde no tempo.
    Porque os impostos sobre a propriedade, como a Contribuição Autárquica/IMI, são os mais antigos antigos impostos que se conhecem, os primeiros a serem criados pelo estado para se financiar.
    Portanto não foi criado pelo PSD, como não foi criado pelo PS, como não foi criado pelo CDS... se quer encontrar um responsável talvez tenha que recuar até encontrar a autoria num monarca longínquo.
    Em 2003 o que se fez foi uma reforma do imposto municipal sobre a propriedade, que teve como principal consequência a efectiva REDUÇÃO da taxa de imposto, pela redução do limite superior da taxa dos prédios urbanos de 0,08 para 0,04 (subiu para 0,05 por imposição da intervenção externa na bancarrota interna de 2011, recorda-se?).

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    1. Aqui não há camisolas vestidas, meu caro. O IMI foi criado em 2003, como refiro no texto, pelo DL 287/2003. Os antepassados do IMI (contribuição autárquica, contribuição predial ou a velhinha décima) são impostos que igualmente incidiam sobre a propriedade de imóveis. São apenas antepassados que, no que respeita à técnica fiscal, nada têm a ver com a esquizofrenia burocrática do IMI. Espero tê-lo deixado esclarecido.

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  4. O PSD e o CDS, ou melhor, ao artistas que estão à frente destes partidos são "pessoas sem o mínimo de estatuto moral" para comentar o que quer que seja.
    Todos nós nos lembramos o que foram os quatro anos de Governo daqueles artistas, e, os papagaios à volta deles ( artistas que comiam da panela" vinham sempre a terreiro defender a pouca vergonha que os que estavam à frente da panela faziam. A moral daquela gentalha era estar sempre de acordo com tudo o que os artistas principais faziam e diziam, também é verdade que eram pagos para isso, e, não para defender a moral, daí que agora todos nós já não damos valor aquela gentalha quando fala dos Governantes atuais, pois é gentalha que não sabe viver em Sociedade, mas sim prestando-se a serviços sem o mínimo de moral.

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  5. Não há inocentes na politica portuguesa, quem pensar o contrario está-se a enganar a si próprio ou será apenas estúpido. Os que estão hoje no governo, não são melhores que os anteriores e com certeza não serão piores que os que se seguirem, seja qual for a cor ou mecanismo geringoncial. O problema é nosso, enquanto povo, que não exigimos mais da classe politica, tudo o resto são tretas partidárias.

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  6. Como é que um post que tem uma gaffe dessas "o IMI foi criado em 2003" tem direito a destaque !? E já agora, escrever a vermelho é falta de educação.

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    1. Cara Marta, não sei onde está a gaffe. O IMI foi criado em 2003, pelo DL 287/2003, como poderá confirmar. Já agora dou-lhe outro esclarecimento: não se escreve a vermelho, fica assinalada a vermelho (no caso do layout deste blogue, noutros poderá eventualmente sê-lo noutras cores) a expressão que for associada a um link.
      Espero que tenha ficado esclarecida. E,já agora, com um pouco menos de má disposição...

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  7. O IMI já existia, apenas mudou de nome, o princípio é o mesmo. Pela forma como escreveu, deu a entender que era um imposto novo.
    Qual é a diferença entre "escrever a vermelho" e "estar assinalado a vermelho" ?

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    1. Pronto. É mesmo má disposição. Se até lhe digo qual é a lei que CRIA o imposto... Mas, se quiser, veja a resposta que dei a outro comentário mais acima. Sobre o vermelho: olhe, se não percebeu isso como é que há-de perceber que, se há uma lei que cria um imposto, é porque o imposto não existia?

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    2. Ó Eduardo, mas não vê que a criatura é azeda por natureza? Basta ver a foto catita que coloca como imagem do seu lindo nome: um limão.
      Deixe lá, não se apoquente. Quem tem um blog público já sabe que vai lidar com letrados, educados e ignorantes. Já dizia o velho Pascal: «ó ignorância atrevida, que zombas ao ouvido das gentes e lhes abres a boca na arrogância de dizerem a barbaridade»

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    3. Eu não quis ir tão longe, Victor. Mas as coisas têm que ser chamadas pelos nomes...
      Um abraço.

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    4. Outro abraço e...não se cale! (mesmo que a voz -dedos- lhe doa)

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