As subvenções vitalícias dadas aos titulares de cargos políticos, a que até Sócrates teve recentemente de recorrer, quando descobriu que afinal era pobre, indignam toda a gente. E quando se fala em indignados não se pode deixar de fora a malta do PC. Que, como não podia deixar de ser, é frontalmente contra esta mordomia com que os políticos se auto-presentearam.
Por isso, quando se soube que o Jerónimo de Sousa é um dos 75 políticos que passou a receber essa pensão antes dos 50 anos, o PC veio logo esclarecer que não era bem assim. E explicou muito direitinho que em 1993, "quando deixou funções de deputado na Assembleia da República, tendo direito à subvenção, passou a decidir do destino dessa verba".
Jerónimo de Sousa não passou a receber a subvenção. Passou simplesmente a decidir do destino a dar-lhe. Exactamente o mesmo do dos vencimentos do Parlamento nacional ou do europeu, o destino colectivo do partido.
Por isso têm legitimidade para contestar a subvenção, que não recebem. Dão-lhe apenas destino. Por isso não fazem parte dessa malandragem...
O segredo está no destino!
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