segunda-feira, 7 de novembro de 2016

De coração nas mãos

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Decide-se hoje: Hillary ou Trump. 


Dois candidatos que não entusiasmam muita gente, nem lá nem no resto do mundo. Verdadeiro entusiasmo, de resto, só Trump desperta. Mas apenas por lá. 


Uma coisa é certa: Trump é o melhor adversário que Hillary Clinton poderia desejar. E, curiosamente, o inverso também é verdadeiro.


Clinton pode ganhar. São maiores a suas possibilidades, apesar de tudo. Mas muito provavelmente não ganharia a nenhum outro adversário ... convencional, digamos assim. Se ganhar, Hillary não ganhará pelos seus méritos. Ganhará porque é preciso evitar que um tipo como Trump ganhe.


Trump pode não ganhar. Mas - cruzemos os dedos - tem ainda algumas possibilidades de vir a ganhar. Contra outro candidato - já não diria contra qualquer outro, mas contra outro candidato menos comprometido com o sistema, mais transparente, mais de carne e osso e menos de plástico - já não teria qualquer possibilidade. 


E assim cá estamos de coração nas mãos. À espera... Apenas á espera, mas sem conseguir evitar roer as unhas...


 

5 comentários:

  1. Não entendo porque estamos de coração nas mãos. Não entendo porque estamos a roer as unhas.
    Não consigo entender esta preocupação dos portugueses com as eleições nos EUA. Nem muito menos consigo entender os portugueses a falar do seu candidato como se fossem cidadãos dos EUA.
    Se foi para vender jornais e aumentar as audiências, o objetivo foi conseguido.
    Haja paciência para pessoas que se preocupam com o resultado das eleições nos EUA e ignoram problemas e soluções no seu próprio país.
    Sinceramente, não entendo.

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    1. No mundo global de hoje temos tudo a ver com o que se passa nos EUA. Basta pensar que o Trump quer dificultar emigração para os EUA e que quer reduzir o investimento na NATO, obrigando os outros países a aumentarem as suas contribuições. Já para não falar de questões transversais a uma sociedade decente, como sexismo, racismo, desrespeito para com os deficientes...

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    2. Uma coisa é os candidatos prometerem. Outra coisa é que o presidente quer. Julgo que é do conhecimento comum de que quem manda nos EUA e no mundo civilizado como o conhecemos é a Dona Finança e o Senhor Petróleo. Por mais ideias que od presidentes e os primeiro ministros tenham jamais avançam sem a decisão e autorização desse casal. Veja-se o Obama com o forte Yes We Can que passou ao lado de muitas intenções pretendidas.
      Por isso os candidatos até podem prometer, argumentar, passar ideias...mas se forem eleitos o cenário passa a ser outro. Estão sempre condicioanados a quem na realidade detem o poder. Portugal é um bom exemplo do que os candidatos prometerem e depois não fizeram.

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    3. Caro Paulo Jorge, se não entende a importância dos Estados Unidos no mundo, não consigo ajudá-lo muito. Depois, claro, se não entende isso, não consegue entender o que uma figura como Trump pode fazer à frente de um país como esse. Não vai certamente ajudar muito, mas sempre lhe posso dar um pequeno exemplo: imagine-se numa viagem intercontinental de avião; imagine uma escala algures; e imagine que, nessa escala, começa a perceber que os comandos do avião estão a ser entregues um louco, sem preparação, que não faz a mínima ideia como é que aquilo se tripula. É mais ou menos isso que preocupa as pessoas, meu caro.

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  2. O povo americano, do alto da sua imensa insanidade, deu-nos mais uma lição ao não ter problemas em eleger um louco para presidente, apenas para mostrar que estão fartos de candidatos de regime. Podem-se avizinhar tempos complicados, mas a lição está aí. Ou os políticos começam a aprender a respeitar o eleitorado ou arriscam a extinção face a candidatos sem qualquer rabo preso (politicamente falando). No caso do Trump, acresce-lhe o bónus de ter perdido importantes apoios no próprio partido. Haverá melhor cenário para governar? Tomara a nós, povinho insignificante ter governantes sem obrigação de cumprir agendas de interesses ocultos.

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