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Só agora terminou a contagem dos votos dos americanos nas eleições presidenciais. E com algumas novidades. E até algumas surpresas!
Não é novidade que Hillary Clinton foi mais votada que o presidente eleito. Soube-se logo na própria noite das eleições. O que é novidade é a expressão dessa diferença, a favor da candidata derrotada. Mais que novidade, é até surpresa tenha obtido mais dois milhões de votos que Trump.
Mesmo ainda antes de conhecida em toda a sua extensão, esta circunstância tinha já suscitado uma petição dirigida ao colégio eleitoral, assinada de imediato por milhões de americanos, para que os grandes eleitores não respeitassem o mandato do Estado que representam, mas o do voto popular. Para que, no próximo dia 19 de Dezembro votassem no candidato efectivamente mais votado, o que a Constituição americana prevê mediante o pagamento de uma multa. Que os subscritores se dispunham a pagar…
Agora, um grupo de reputados especialistas em informática emitiu um relatório que sugere que o voto electrónico em três estados que deram a vitória a Trump teria sido manipulado, conclusão a que chegaram depois de análise estatística aos votos contados através de sistemas informáticos e aos contados por métodos tradicionais. E entregou-o à equipa de Hillary Clinton com a recomendação de impugnar os resultados e de requerer a recontagem dos votos.
São já muitos, e muito visíveis, os sintomas de que a maior democracia do mundo está doente. Bem sei que há gente que gosta de dizer que há quem diagnostique estas doenças sempre que os resultados não convergem com as suas opções. Mas se isso não for reduzir os problemas a uma expressão tão simples que os desvirtua, é apenas retórica descartável!
Já é tempo de ir curando o trauma que o resultado desta eleição causou.
ResponderEliminarO senhor apoia a mudança de regras ameio do jogo? Senão vejamos: o senhor bem sabe que este modelo (podendo não ser o ideal) foi escolhido para que todos os Estados tivessem uma palavra a dizer nas eleições; o senhor bem sabe que os candidatos aceitaram estas regras; o senhor bem sabe que é uma vergonha democrática tentar agora, com base em factos que não estão comtemplados no "jogo", vir peticionar que se alterem os resultados das urnas dos diversos estados; o senhor bem sabe que é vergonhoso para a democracia que se peça aos Grandes Eleitores que não cumpram a sua função. O senhor sabe isso muito bem ou então o seu conceito de democracia está "geringonçado".
Quem organizou essas petições também sabe e, por isso, vem agora a "estória" da manipulação da contagem de votos. Mas, afinal, quem era o candidato do "sistema? Quem controla os meandros da politica nos EUA? Os Clinton ou Trump?
Porque não admitir tão somente que a Clinton não valia nada como candidata e que a soberba e arrogância com que encarou estas eleições a puseram no seu devido lugar? E que vergonhosamente estão a tentar ganhar um jogo na secretaria quando o perderam em campo.
Pior que isso é eu ver tantos democratas e intelectuais, em Portugal e no resto do mundo, a apoiar (ou pelo menos a não condenar) estas manobras. Como parece ser o seu caso.
Ora aí está: retórica descartável!
EliminarPelo contrário, diria que os USA deram mais uma prova da vitalidade da sua democracia. A sra HRC foi -fortemente e vergonhosamente- beneficiada pelos media, enquanto o sr Trump e seus apoiantes (que se revelaram ser não menos que 60 milhões, suficiente para ganhar, ena tantos "racistas xenófogos parvos sexistas"), foram ridicularizados e humilhados meses sem fim. Muitas, e gravosas, foram as notícias suprimidas pelos media em beneficio da sra HRC - por sorte que nos USA já ninguém acredita nos media e só na Europa continuam a beber por verdade as notícias, enlatadas, tendenciosas.
ResponderEliminarEXATAMENTE
Eliminarna mouche..
Não vejo nenhum sinal vital de democracia em nada do que afirma. Mas pode ser defeito meu.
EliminarMal comparado seria o mesmo que num jogo de futebol as equipas entrassem em campo e uma delas, no final da 1ª parte estivesse a perder e, para concluir o jogo, achasse que tinham que acabar com os fóra de jogo e por aí......!
ResponderEliminarNão é o que está em causa no texto. Mas sempre lhe digo que o Sr Trump fez melhor: antes do jogo disse que, na regra dele, só aceitaria o resultado se ganhasse.
EliminarNão se trata, como pretendem alguns dos que aqui comentam, de pretender mudar as regras a meio da eleição.
ResponderEliminarTrata-se de averiguar se houve fraude (ou engano) na contagem dos votos em estados onde a vitória de Trump foi por margem mínima. Não é a primeira vez que acontece. Com Bush, foram feitas várias recontagens no estado de Miami.
Continua a ser, no mínimo, bizarro que o vencedor tenha tido menos votos (bastante menos) que o candidato derrotado. Se as regras permitem esse desfecho, a democracia sai a perder.
Meu caro
EliminarAs regras foi feitas há mais de DUZENTOS ANOS.
Única forma de garantir que os Estados pequenos tivessem relevância eleitoral..e representativa.
Caso contrário, os candidatos apenas faziam campanha em 3 estados....Califórnia, Texas, Nova York...
A questão não são as regras, feitas ontem, ou há duzentos anos. Como se a antiguidade de uma lei lhe desse níveis de perfeição inatacáveis.
EliminarÉ importante saber que foi há duzentos anos.....e tem funcionado bem.....com poucos erros pelo caminho......
EliminarAgora que os "donos" daquilo (SOROS, CLINTON, PETRODOLARES,...) levaram uma GRANDE LIÇÃO DO POVO... querem alterar a constituição sem cumprir as regras para alterar a constituição.
Grande lição do povo... com menos 2 milhões de votos. O seu discurso não joga com a realidade. Está na moda, acho que se chama pós-verdade.
EliminarSabe se que sim houve FRAUDES GIGANTESCAS..
ResponderEliminarOs governadores do partido democrata EM PÂNICO assinaram BILLs (leis) (poucos dias antes do dia 08) a autorizar migrantes SEM DOCUMENTOS (ou seja, sem identificação....) a votar....óbvio em Hilary
Onde leva o desespero....
Nem no 5° mundo.....
tb votaram pessoas mortas.. em Hilary
SOROS disse que mandava naquilo tudo...até em Hillary
...como diziam os apoiantes de TRUMP......
ALLIENS....
Parece que a recontagem dos votos vai mesmo avançar.
EliminarJá uma qualquer investigação às supostas fraudes dos migrantes sem documentos, nem vê-la, nunca tinha ouvido falar e não vi nenhum órgão da comunicação social a referir-se a isso. Deve ser mais uma daquelas notícias falsas lançada nas redes sociais. Acredita quem é crédulo...
Obviamente, a comunicação social não deu essas noticias....muito menos a portuguesa....cheia de lápis azul nas redações....
EliminarHá fotos na net dos governadores em causa a assinar os BILL... o próprio OBAMA incentivou os " indocumentados" a votar.....!
Ainda bem que há recontagem.. TRUMP era um "outsider" do sistema....Nem tinha delegados em todos os locais de voto...
Fotos e vídeos quer da assinatura, dos votantes e do OBAMA......
EliminarEsses vídeos viu onde? No site Tá Engrassade?
EliminarEsses vídeos viu onde? No site Tá Engrassade?
EliminarPara quem não saiba, são muitos os estados nos USA onde NÃO é sequer necessária identificação como cá. Para quem não saiba, quando o facto foi referido, até vozes se levantaram dizendo "pedir documentos é racista". Para quem não saiba, no desespero 24h antes, Obama veio aos media fazer um apelo a que todos os "indocumentados" - i.e. emigrantes ilegais - fossem votar. Para quem não saiba, houve auditores que estimaram o total destes votantes em até 3 milhões de votos - na Hillary. Para quem não saiba, nem é preciso escavar muito para encontrar esta informação - e sim, muita dela também se encontra na letra miuda dos mainstream media.
ResponderEliminarMais sinais de uma democracia pujante...
EliminarA razão porque o presidente não é leito por maioria directa é simples. EUA significa ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA. São 51 estados e a votação funciona assim porque é a forma de garantir que nenhum grupo menor de estados mais populosos impõe a sua vontade sobre os restantes. A nação americana é povo mas é também território, e não é um país, mas 51 estados (acho que são 51). O sistema foi bem pensado. Por analogia, é como se Portugal na UE fosse governado pelos milhões de votos franceses, ingleses, alemães (até é).
ResponderEliminarE eu que pensava que a democracia era um jogo presidido por uma regra sagrada: uma pessoa, um voto. Um voto que tem o mesmo valor independentemente da idade, sexo, religião, ideologia, classe social...
EliminarPelos vistos estou enganado.
Sagrado ? Pois acho que o problema é mesmo esse, o mantra "uma pessoa um voto" é que no meu entender criou o monstro que vivemos. Após a normal bipolarização dos países, chegamos a uma situação em que os elementos extremistas são cortejados para fazerem a diferença - e fazem - e o resultado está à vista. Uma pessoa um voto ? Sim, mas para haver justiça há que premiar quem investe na cidadania, ou seja, pelo menos 3 anos de serviço militar, +1 voto, pelo menos 5 anos de serviço cívico, +1 voto, pelo menos 10 anos de carreira contributiva (impostos pagos), +1 voto. Senão é a palhaçada em que estamos. E isto não é novo, apenas não é "conveniente".
EliminarO tema da justiça poderia continua, um esforço interessante de seguir é explicar porque o meu voto, de cidadão cumpridor, pagante de impostos, etc etc possa em tudo ser idêntico ao de um narcotraficante ou pedófilo que não contribui ou se necessário até esforça o tecido social. Que possa votar ? Sem dúvida. Mas devemos ponderar a justiça do acto e estarmos preparados para questionar décadas de mantras e intoxicação informativa e ideológica. No essencial concordo consigo, a democracia está doente.
EliminarPois, mas a democracia é mais simples. Ou se calhar mais complexa!
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