Há muito que se percebeu, sem que se perceba por quê, que o Acordo Ortográfico é para ficar. Inamovível.
Ja tudo foi tentado, os resultados são sempre os mesmos: nada. Não se mexe!
A última iniciativa para o arrumar na prateleira dos actos (actos, pois claro) falhados veio da Academia das Ciências. E veio em pezinhos de lã, sem o radicalismo "mate-se e enterre-se o aborto ortográfico" mas, antes, como um apelo à introdução do bom senso no Acordo. Claro que ia dar no mesmo: introduzir-lhe o bom senso que não tem, é acabar com ele. Mas é a política, e a política é assim...
O problema é que à política sabe a política responder melhor que ninguém. E se o Parlamento disse "mata-se", logo o governo acrescentou: "esfola-se"!
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