Há em Portugal um naipe de gestores de élite que começou a cair como um castelo de cartas. Habituámo-nos a confundi-los com as próprias empresas que dirigem, sempre monopolistas, onde acabaram por ir parar sem que se lhes reconhecesse particular especialidade ou especial experiência. E a vê-los condecorados com as maiores comendas que Cavaco tinha à mão.
Estes "super gestores" são gente súper bem paga, que enche a boca com a "defesa do accionista" quando, na verdade, estão apenas preocupados com a sua própria defesa, que cuidam como mais nada e como ninguém. Fazem da gestão um exercício de administração da influência de poder, que lhes flui pela proximidade ao poder político, que cultivam nesse quintal maravilha chamado centrão.
Depois de Jardim Gonçalves, Zeinal Bava, Granadeiro, e tantos outros, António Mexia é uma das últimas cartas desse castelo, e provavelmente a mais flagrante de todas. Concentra tudo: é o mais bem pago, dirige a mais monopolista desses monopólios, dirigiu a empresa sob capital público e continuou a dirigi-la depois de "privatizada" (entre aspas, foi uma privatização que a entregou a um Estado), saiu para o governo, onde contratou com a empresa, para depois regressar e usufruir dos proveitos desses contratos, e cultiva uma imagem de exposição pública - ainda há poucos dias dizia que em Portugal a electricidade não era cara, os portugueses é que tinham casas mal construídas.
Estes "super gestores" são a imagem do país, e de um regime de captura do interesse público. Um regime que permite que o "interesse do accionista" se sobreponha ao da sociedade, e que o do "súper gestor" se sobreponha a todos os outros.
Já sabíamos que, ao contrário do que, em falinhas mansas e voz bem colocada, sempre pretendem fazer crer, não é a ética que os guia. Não são éticos nos seus salários, não é ético negociar pelas duas partes, não é ética a transumância entre as empresas e os governos que as tutelam...
Ontem, António Mexia voltou a fazer da ética um capacho. Quando um arguido, isto é, uma pessoa sob investigação criminal, surge numa conferência de imprensa com o propósito de prestar esclarecimento público sobre o caso, e apenas fala da empresa e dos incontornáveis, blindados e sempre legais contratos, já não lhe falta apenas ética. Falta-lhe também um mínimo de vergonha!
Ouvi dizer, porque não vi nem ouvi a confª. de imprensa, que o gajo terá dito que não sacou nada da EDP. O gajo é um santo. Portanto, esse filho da p##a é um santo. E é um santo, porque o próprio filho da p##a dá a entender que vive numa casa bem construída. Provavelmente à prova de bala, à prova de tudo. Portanto, o filho da p##a é um santo. Será que ele vai cortar a luz a ele mesmo? Acho que não, até porque o filho da p##a é um santo. E perguntará o dono deste blog: quem é este filho da p##a que escreve estas tretas? Pois é, sou um gajo que paga a luz. Por isso, não me apague a mim, veja se apaga o filho da p##a.
ResponderEliminarSubscrevo, exactamente com os mesmo adjectivos.
EliminarQue pouca vergonha!!!
então....e a figura triste do Catroga a disparar para todos os lados ao mesmo tempo? (Cadeia mas é!)
ResponderEliminarEsse caramelo parecia até que não sabia falar português. Balbuciou e não disse nada.
EliminarEle e o patrão disseram: Não se devia, nem se podia, difamar o nome de pessoas dom o porte de importância que eles, julgam ter.
Pois bem, se não se pode investigar porque se está a difamar, então não se investiga e não se acusa, e não se pune os prevaricadores (estes e outros) sem ética e sem escrúpulos. É isso? É isso que estes senhores desejam? Claro que sim. Eles e o seu nome são um caso à parte. Investigação? Não! Investigação é só para os outros. Eles acham-se intocáveis...
Malandros, corruptos, imorais!
A carantonha daquele catroga... até me deu pena do desgraçado assanhado e fiel aos seus donos...
VENDIDOS!!!
O que estes e outros fizeram (invasão, alienação e usurpação) constitui um crime de - lesa Pátria - que em tempos era ponível com a pena de morte.
Muito bom artigo parabéns
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