Era conhecido por ser o homem mais rico do país. Mais do que mais ou menos rico, nas volatilidades da Forbs, Américo Amorim foi um grande empresário português. E foi, com Belmiro de Azevedo, o rosto do capitalismo português do pós 25 de Abril e, nessa medida, o obreiro de um novo país virado a norte.
Tão importante como saber investir é saber desinvestir. É saber sair, é perceber exactamente qual é o momento de saltar do negócio. E nisso Américo Amorim era insuperável: foi um dos maiores investidores imobiliários, mas soube sair antes que a crise o pudesses sequer chamuscar; foi banqueiro, mas saiu sempre antes de tudo e de qualquer coisa.
No princípio era a cortiça... Daí nunca precisou de sair. Aí era o maior do mundo!
Mesmo aceitando o respeito civilizado e humano por quem deste mundo se vai, é estranho que, acerca de uma figura pública como a deste senhor, quase se não passe do panegírico e ninguém, ou quase, relembre a acusação nunca esclarecida, mas simplesmente prescrita, de fraude na obtenção de meio milhão de contos na obtenção de fundos europeus.
ResponderEliminarO que esta omissão diz da opinião publicada portuguesa é extremamente significativo do estado a que a liberdade, o pluralismo e a isenção dos media chegou neste Portugal completamente Pafiado (no crucial domínio dos mesmo media).
Respeitando a sua opinião, e concordando com a sua crítica ao tom dominante nos media, compreenderá que não será o episódio que refere a distinguir-se num traço biográfico de circunstância. E na circunstância que, bem, também refere.
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