
A notícia que nos chegou no início da semana, de um casal americano que mantinha os seus 13 filhos em cativeiro, dentro de casa, é um dos mais atrozes exemplos da desumanidade dos nossos dias.
Na Califórnia, não muito longe da capital do glamour e do mundo cor-de-rosa – Los Angeles, mesmo que agora com algumas assombrações e vestidos pretos, continua feita de cor-de-rosa sobre passadeiras vermelhas – uma menina de 17 anos conseguiu saltar por uma janela e fugir da casa que, em vez de lar, lhe servia de prisão. A ela e aos seus 12 irmãos, sete adultos – cinco raparigas e dois rapazes – e outras cinco crianças, a mais nova com 2 anos. Subnutridas, que vegetavam acorrentadas num ambiente pérfido sem sol, nem luz, nem sequer ar…
Não há maior exemplo de desumanidade que estes pais, capazes de manter nestas condições inumanas os seus próprios filhos. Que condição humana, que sentimentos, ou que dignidade podem ter este homem e esta mulher que, ao longo de uma vida, geraram e colocaram no mundo seres humanos para lhe negarem essa condição?
Não é porém menos significativa a “desumanidade social” revelada nesta trágica notícia. Que humanismo pode haver numa comunidade que não se apercebe de uma realidade destas?
De que forma nos socializamos? Que relações de vizinhança criamos quando, por mais nauseabundo que seja, nem “cheiramos” o que se passa ao nosso lado?
Quando parece que mais comunicamos, menos nos relacionamos. Quanto mais fácil é comunicar, parece que mais difícil é estabelecer relações. E a fragilização dos laços sociais é um sério obstáculo à construção da dignidade humana!
* A minha crónica de hoje na Cister FM
Com certeza cada dia o ser humano estar mais desumano. Para as pessoas sensíveis e que tem amor ao se próximo, fica horrorizado com essa notícia macabra.
ResponderEliminarAnita
ResponderEliminarNem os animais tratam assim os seus filhos.....
Isto não é um caso de desumanidade, mas de um sério desequilíbrio mental.
ResponderEliminarO Trump devia condecorar esta sublime espécie ianque.
ResponderEliminarSe o não fizer, a Catarina do bloco irá agitar o parlamento para que haja um voto de protesto contra esse grunho e exigir a sua execução (do grunho) na cadeira eléctrica.
Se o Trump exigir a imediata execução dos papás daqueles infelizes, a Catarina do bloco vai promover manifestações na Califórnia contra o grunho pelo facto de querer tornar órfãos de pai e mãe aqueles infelizes.
Quando o Eduardo questiona porquês, tem aqui neste comentário a sua resposta.
EliminarO mundo é feito pelas pessoas que nele vivem. Se a maioria está feliz e rejubila com a mediocridade, medíocre ele será.
Como vai então o Eduardo esperar atitudes elevadas de pessoas que não estão habituadas a isso?
Resolva lá o seu fetiche com a Catarina e deixe de encher as caixas de comentários com baboseiras.
EliminarOra venham de lá essas leis para cultivo particular de canábis nas varandas soalheiras e nos sótãos quentinhos.
EliminarA que propósito a Catarina é para aqui chamada? Já agora chamava também a Cristas.
EliminarPertencer à subespécie Homo sapiens sapiens é o que nos liga.
EliminarDepois disto, categorizamo-nos numa diversidade de pessoas, bichos e idiotas.
Estes pais provam, mais ua vez e se outros tristes exemplos fossem necessários, que ter a capacidade biológica de se reproduzir não equivale à parentalidade.
O comentador prova, também ele à semelhança de tantos outros, que ter a capacidade para escrever não equivale à racionalidade.
Não são so os pais os desumanos mas também os vizinhos durante tantos anos fizeram por ignorar
ResponderEliminarOs vizinhos?!
EliminarA ingerência na vida dos outros parece ser hobbie de alguns moradores, mas não é a regra. O comentador parece não ter noção de que viver em bairros ou prédios não significa viver em comunidade. O comentador aparenta desconhecer que a privacidade é um direito, e que muitas famílias vivem portas adentro de si mesmas.
Mas o comentador demonstra ter juízo fácil e culpa pronta a atribuir num caso que, nitidamente, mais não é do que resultado do casamento de um ou dois psicopatas.
Muitas questões estão ainda por responder neste caso de psicopatia - pelo menos, eu tenho muitas perguntas e poucas respostas.
ResponderEliminarVi uma tia mostrar-se chocada, e dizer que não supunha a sobrinha capaz de tal. Também vi essa tia responder que não tinha qualquer contacto com os sobrinhos há anos e que esperava que, e cito, "tomassem bem conta deles" agora que se soube a condição em que subsistiam.
Ouvi dizer que os avós há cinco anos que não viam os netos.
Haverá aqui alheamento e desinteresse da família, ou apenas circunstâncias económicas a obrigarem ao afastamento?
Percebi que a casa estaria registada como escola.
O que se passa nos EUA com os serviços de fiscalização - actividade económica, saúde, educação?
Como é possível uma família de 15 passar fora dos radares de médicos, professores, polícias... um qualquer serviço público?
Que sistema é este que permite que 13 crianças, 6 das quais oficialmente matriculadas na tal moradia registada como escola, não sejam observadas por médicos, não sejam vacinadas, não sejam? Que sistema é este com tantas regras para uma embalagem de amendoins e tão poucas regras para uma escola, para uma saúde pública, para o desenvolvimento da criança?
Isto não se passou na América profunda, passou-se numa zona costeira perto de LA. Quantos mais casos haverá que passam despercebidos a qualquer censo?
Nem censo nem senso, neste terrível quadro da humanidade.