Grande ambiente de novo na Luz, com perto de 60 mil nas bancadas, para defrontar o Boavista, uma espécie de "bête noir" nestes últimos dois anos. Na memória de todos ainda estava aquele jogo da época passada, que ao fim de meia hora já o Benfica perdia por três a zero. Na de Varela estaria certamente aquele golo no Bessa, na primeira volta, na única derrota benfiquista, até ao momento, nesta Liga.
Deve começar por dizer-se que este jogo teve muito pouco a ver com o tal da época passada. O que de mais parecido teve foi mesmo a arbitragem que, sem ter a influência directa no resultado que teve a daquele jogo, não foi menos desastrada. A arbitragem de Tiago Martins foi má de mais, sempre em prejuízo do Benfica. E nem o VAR, mais uma vez e como vem sendo costume, lhe valeu.
O jogo teve uma novidade - Jonas. Foi novidade a sua presença na equipa, depois da lesão em Portimão, na semana passada. E foi novidade que, jogando, não tenha marcado. Não é normal Jonas ficar em branco. E ficou em branco porque, e isso já começa a ser normal, voltou a falhar um penalti. Coisa que evidentemente o marcou, a ponto de não ter conseguido estar perto de ser o jogador que é. Também não foi feliz, também não teve aquela pontinha de sorte, a ponto de até aquele terceiro golo, que bem poderia ter sido seu, ter acabado em auto-golo.
De resto, não teve grandes novidades. O mesmo futebol envolvente do Benfica, e os mesmos protagonistas: Cervi, Zivkovic, Grimaldo, André Almeida, Feja - sempre - e os centrais, Rúben e Jardel, de novo a abrirem a caixa dos golos.
O Benfica voltou a entrar bem, decidido. Passados os primeiros três minutos, que o Boavista aproveitou para pressionar onde quer que estivesse a bola, começaram a surgir as oportunidades de golo. Quando, aos 14 minutos, Cervi foi derrubado na área, e Jonas falhou o penalti que o Rúben 4 minutos depois faria esquecer, já o festival de oportunidades ia avançado. E quando o Jardel, já perto do fim da primeira parte, fez o segundo, já tinham ficado para trás dezenas de jogadas de ataque, meia dúzia de oportunidades, e um penalti (corte e atraso com a mão para o guarda-redes) por assinalar. Do lado do Boavista, nada. Nem uma imitação de remate.
A segunda parte foi diferente. É verdade. O Boavista fez três ou quatro. Um à baliza. Fraco, para as mãos do Varela.
E o Benfica passou por um pequeno período de menor acerto, ali pelos segundos 10 minutos. O resto, foi mais do mesmo. Mais uma série de belas jogadas de futebol, mais protagonismo dos mesmos, mais umas tantas oportunidades, e mais dois golos. O tal que o defesa do Boavista "roubou" ao Jonas e, já perto do fim, o quarto, do Raúl. Que já estava a jogar no lugar de Jonas para aí há um quarto de hora...
E lá está o Benfica de novo no topo. À condição, outra vez. A lembrar a asa do cântaro...
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