Nem só de cinquentenários vive este ano. Também se comemoram centenários, e hoje passam 100 anos sobre a batalha de La Lys, na Flandres francesa, quando a I Guerra Mundial. já dava as últimas É habitualmente apresentada como uma página épica da nossa História, mas não foi bem assim. Seria mais ajustado chamar-lhe a Alcácer Quibir dos tempos modernos, tantas são as semelhanças...
À beira da derrota, que se consumaria poucos meses depois, e já em desepero, o exército alemão lançou um contra-ataque violento que apanhou pela frente, e destroçou por completo, o inexperiente e mal preparado corpo militar português, que não sabia o que era combater na Europa desde as invasões francesas. Não sabia o que era o combate de trincheiras e, africanizado, nem sequer de fardamento adequado dispunha.
O que hoje se comemora, com o Presidente da República e o Primeiro-Ministro por terras gaulesas, não é uma página gloriosa da História de Portugal. O que na realidade aconteceu naquela madrugada de 9 de Abril, há 100 anos, é mais uma inevitável fatalidade histórica tantas vezes repetida nas mais diversas circunstâncias da nossa História!
Tem toda a razão,Eduardo!
ResponderEliminarEu estive,em 2014, no cemitério onde hoje foi feita a homenagem aos soldados mortos na batalha de La Lys. Para além desse cemitério também visitei a cidade de Ypres, na Bélgica, onde existem muitos cemitérios de soldados americanos, ingleses, australianos e, até, um cemitério alemão.
Foi uma viagem muito emotiva onde, por várias vezes, não consegui conter as lágrimas. São milhares de campas brancas a perder de vista. É, simplesmente, horrível!
Manuela
É de facto horrível, Manuela. Tanto mais quanto nos lembrarmos que foi simplesmente carne para canhão.
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