O resultado da votação da despenalzação da eutanásia, hoje à tarde na Assembleia da República, está a gerar grandes expectativas e até quase uma bolsa de apostas. Os "votos não" do CDS e do PCP - lado a lado nesta matéria, o que não deixa de ser irónico - estão garantidos, como os de sentido contrário do PS, Bloco e PAN, e é o PSD, cujos deputados têm liberdade de voto mas que é maioritariamente contra, que decidirá o resultado final. De uma coisa estamos certos: seja qual for o resultado, a despenalização, por agora, está destinada a não passar, já que se o voto favorável sair vencedor será sempre por escassa margem, circunstância em que o Presidente da República fará valer a sua posição (contra!) vetando a lei e devolvendo-ao ao Parlamento.
Portanto ainda não será desta!
Também há liberdade de voto do PS, e esta sim é a razão pela qual a votação não tinha à partida a maioria assegurada. Os Verdes votam a favor, ao contrário dos seus parceiros (PCP) da coligação CDU.
ResponderEliminarContra: PCP (15), CDS (18), 82 deputados do PSD.
Favorável: BE (19), Verdes (2), PAN (1), e 7 deputados do PSD.
Liberdade de voto: PS (86), PSD (82).
Já saiu a notícia de que as quatro propostas (BE, Verdes, PAN, PS), ou seja, houve gente do PS em nº suficiente a votar contra para chumbar este aumento da liberdade de escolha das pessoas.
Se o PS tivesse voto assegurado a favor (86, com o Presidente do Parlamento incluído, que normalmente não vota e deixa o PS só com 85 votos), ao juntar-se a BE, Verdes, e PAN, seria suficiente para a maioria (115) ao adicionar os 7 deputados do PSD, e contando com algumas abstenções para o lado do contra não ser igualmente 115.
Mas lá está, seria sempre uma margem escassa, e o resultado final foi como você antecipou. Quem está a sofrer, acabou de ser sentenciado a sofrer um pouco mais, porque há gente neste país que acha que o Parlamento serve para fazer decisões contrárias à maioria da população portuguesa (sondagens dão 60% a favor da Eutanásia), e acham que têm o direito a sentenciar os outros ao sofrimento e a decidir sobre a morte de pessoas que nem sequer conhecem.
Esperemos que em 2019 ou 2020, após ser apresentado no programa do PS e BE nas eleições, seja uma vitória esmagadora no parlamento a favor do direito de quem sofre, sem cura possível, a ter a liberdade a decidir sobre a própria vida e morte, independentemente das opiniões, preconceitos, e fanatismos religiosos dos outros.
Acho que esta é matéria de programa eleitoral (e nunca de referendo), pelo também espero que seja incluído nas próximas legislativas. Obrigado por ter chamado a atenção para o meu lapso de omissão, quando não referi a liberdade de voto do PS. Foi mesmo um lapso, depois de se dizer que António Costa ter "arrastado" consigo toda a gente...
EliminarSó um alerta: sondagens não são escrutínios. Não se podem usar sondagens para pressionar sentidos de voto na AR, ou justificar posições - para tal, referende-se.
EliminarSe bem que eu seja contra referendos sobre liberdades individuais, as quais são matéria de consciência. Contra referendos e contra criminalizações - o Estado deve regular a interacção com estas, não definir se são ou não legais.
Neste caso o referendo, seria para dar, liberdade individual que se oporia às negociatas da AR, sendo isso é a única coisa que não sendo ilegal, é com certeza imoral!
EliminarNeste caso o referendo, seria para dar, liberdade individual que se oporia às negociatas da AR, sendo isso a única coisa que não sendo ilegal, é com certeza imoral!
EliminarNão percebi bem a que se refere quando fala de imoralidade, mas se tem a ver com acordos parlamentares relembro-o que também o XIX Governo foi imoral.
EliminarOu usamos o referendo para definir uma nova Constituição e estabelecer os valores fundamentais ou, mantendo a que temos, remetemos o referendo a questões de estratégia nacional.
Comentário repetido.
EliminarHoje os portugueses perderam uma oportunidade de ouro de passar a ser não só um povo evoluído, como de ganhar rios de dinheiro. Esses deputados incompetentes deviam ser todos demitidos (os que votaram contra a eutanásia). Precisávamos, hoje, de ter tido um Bruno de Carvalho no parlamento. Com tão boas provas e resultados que temos e vamos continuar a ter, sempre a subir, com a catadupa de turistas que nos invadem e nos enchem os bolsos, também estamos em condições de receber esses ricaços da Austrália e não só (se calhar até príncipes/bichonas árabes), para os ajudar a limpar-lhes o sarampo a troco de muito bago e por um simples gole de 605 forte, o tal remédio para o escaravelho. Perdemos esta oportunidade de ouro de competirmos com a Suiça a preços low cost. Digo, aquilo na assembleia da república é tudo uma paneleiragem, como diz a mulher da Beira. E eu, que ganhei uma pipa de massa a traficar umas boazonas vindas de Leste e do Sul América, que até estava em condições de matar quem quisesse, bem mais barato que na Suiça, estou aqui de mãos atadas e revoltado com essa cambada que chumbo a lei.
ResponderEliminarSe quer fazer comentários homofóbicos que os assine. Não seja cobarde!
EliminarPronto, já está.
EliminarEscumalha cobarde! Emigre para Moscovo!
EliminarPCP, a extrema-direita da esquerda.
ResponderEliminarEm tempos de Copa do Mundo, o placar atual é: Portugal 10 x 0 Irlanda. Orgulho de ser português.
ResponderEliminarDe facto Portugal despenalizou a IVG uma década antes da República da Irlanda.
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