terça-feira, 24 de julho de 2018

Estávamos avisados...

Resultado de imagem para incêndios na grécia


 


 


Perante a tragédia dos incêndios na Grécia é impossível não lembrar o que se passou em Portugal no ano passado, que nunca seremos capazes de esquecer. 


Portugal e Grécia têm muita coisa em comum. A maior delas é a geografia, por muito que muitos, alguns de forma miserável, queiram encontrar outras. E, logo  a seguir, o nível de desenvolvimento que, se calhar, empurra o mais miseráveis para as mais miseráveis comparações.


Em Portugal os incêndios queimaram e mataram no interior desertificado e pobre, e a responsabilidade foi atribuída à macrocefalia do país, de um país virado para o litoral, de costas para o interior. Na Grécia ardeu o litoral, arderam as praias e os resorts, apinhados de gente, e a responsabilidade foi atribuída à especulação imobiliária.


O norte da Europa, atingido pelas altas temperaturas do sul, também está a arder.  Noruega, Finlândia e especialmente a Suécia, estão, como nunca, a ser devastadas por fogos. E no entanto pouco - ou mesmo nada - têm em comum com a Grécia e Portugal.


Por todo o mundo os incêndios estão a tomar proporções nunca vistas, mesmo naquelas zonas mais habituadas a estas catástrofes, como aconteceu há semanas na Nova Zelândia, e na semana passada na Califórnia.


No Japão, mesmo sem incêndios, morre-se por estes dias ... de calor. E noutras regiões com inundações...


Não vale a pena ignorar. Há 30 ou 40 anos que andamos a ser avisados disto pela comunidade científica. Nunca foi dada importância nenhuma a esses avisos, havia sempre coisas mais importantes a tratar. Trump ainda hoje nega isso tudo, e continua a ter coisas mais importantes para fazer...


Estamos já a viver aquilo que muitos de nós, sempre centrados no nosso umbigo e incapazes de ver um bocadinho mais além, julgávamos não acontecer no nosso tempo. Aquilo que sempre pensamos que seria problema dos outros, e muito particularmente dos que cá chegassem depois de nós. 


Claro que não sentimos, todos, os efeitos da mesma maneira. Os mais desenvolvidos terão sempre mais condições para os minorar. Por isso os incêndios matam mais na Grécia e em Portugal que na Suécia ou na Noruega!

16 comentários:

  1. Neste momento não há calor no Sul e, por isso, as suas "altas temperaturas do sul" não afetam o norte da Europa. E calor é deles.
    Além disso, há uma enorme diferença entre nos e eles: a Proteção Civil na Grécia é menos criminosa do que a nossa. Basta ver que o número de mortos em função da área é ridiculamente menor. Se aquilo fosse cá, o numero de mortos seria de uns 2000. Somos um país de preguiçosos e ladroes e de corruptos

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Até a pensar somos preguiçosos como se deduz do seu comentário e, tal como se diz no texto esta é uma miserável comparação, o que se lamenta.

      Eliminar
    2. Concordo consigo. A população é mt desigual...

      Eliminar
    3. tem razão, esqueci-me dizer pirómanos.

      Eliminar
    4. Yá meu
      a quanto vendes a grama ?
      A culpa foi do Salazar
      de tanta fartazana...pfffiiiiuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu

      Eliminar
  2. Finalmente que alguém fala da verdadeira questão, aquela que todos querem ignorar por ser demasiado assustadora.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Também vendes ervinhas que fazem rir
      e acreditas no Pai Natal ?

      Raio de País este

      Eliminar
    2. Vejo que o Partido acredita no Pai Natal
      não faz mal
      mas será que anda tudo ganzado ?

      ( Ó papagaio louro, apaga este também) hé hé hé

      Eliminar
  3. Damiao Ribeiro Santos26 de julho de 2018 às 04:54

    peço ajuda:
    nos outros países tb têm "obrigatoriamente" incêndios todos os anos, ano após ano . . .?
    é que aqui na Tugolândia nunca falha - acho que somos originais.
    Mais ainda, a nível global devíamos ser considerados não um país mas um continente.
    sim porque com a europa temos pouco a ver, com áfrica alguma coisa temos. com os outros duvido.

    ResponderEliminar
  4. Damiao Ribeiro Santos26 de julho de 2018 às 05:22

    peço ajuda:
    nos outros países tb têm "obrigatoriamente" incêndios todos os anos, ano após ano . . .?
    é que aqui na Tugolândia nunca falha - acho que somos originais.
    Mais ainda, a nível global devíamos ser considerados não um país mas um continente.
    sim porque com a europa temos pouco a ver, com áfrica alguma coisa temos. com os outros duvido.

    ResponderEliminar
  5. O governo vai abrir um concurso para não sei quantos médicos, uma caterva deles. Mas o governo mentiroso só dará entrada aí a uns 50, lá para 2022.
    O governo havia de abrir um concurso para não sei quantos incêndios, uma caterva deles. Mentiroso como é o governo, só lá para 2030 é que seria empossado o primeiro incêndio.
    O monhé e a sua geringonça, se fossem solidários, na vez de andarem para aí a prometer que vão enviar aviões e bombeiros para intervir nos pós rescaldos dos incêndios da Suécia e da Grécia, fariam bem era em ensinar esses governos a abrir concursos para incêndios. (E o estouvado e perplexo beijoqueiro até viria gabar as capacidades lusas em aconselhamento…).

    ResponderEliminar
  6. O planeta terra grita por ajuda... e assobiámos para o lado.

    ResponderEliminar
  7. Entre a Grécia e a Suécia, nos motivos dos grandes fogos somos mais parecidos com os segundos.

    Somos um país exportador de papel, tal como os nórdicos que inclusive tiveram um papel importante neste negócio no nosso país. Entretanto foram-se embora junto com os seus métodos de gestão... infelicidade a nossa. Mas o que temos em comum são grandes áreas de alimento para as máquinas de papel. Nós com a agravante de sermos totalmente desorganizados. Eles com a novidade das temperaturas altas; não estavam preparados. Mas quanto apostam que para o ano já estarão?

    Na Grécia arderam porque o turismo fala mais alto: a ramada do pinheiro a aromatizar o quarto da vivenda de férias com um passarinho a cantar junto aos nossos ouvidos deitados na cama é idílico mas problemático.

    ResponderEliminar
  8. Nada a ver, se o poder monetário do país fosse fator para ter mais ou menos fogos, a California, onde todos anos morrem mais e mais zonas habitacionais são devastadas por as chamas não o seriam, seguindo a lógica do complexo vira latas.

    ResponderEliminar
  9. A escumalha de direita deve festejar de cada vez que há mortos em incêndios. Daí a adoração deles pelos eucaliptos.

    ResponderEliminar

Tour de France - V

  Espectacular, esta 21ª, e penúltima etapa do Tour! Era a etapa rainha, neste segundo dia dos Alpes, e não desiludiu. Começou com Nelson Ol...