domingo, 15 de julho de 2018

Rússia 2018#15 - A França, mas...

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A França é campeã mundial de futebol, vinte anos depois. Os franceses vieram à Rússia para ganhar e... ganharam!


O jogo da final de Moscovo confirmou isso mesmo, o pragmatismo do futebol da selecção francesa, cheia de grandes jogadores, dos melhores para cada posição, simplesmente programados para ganhar. Foi isso que mais se notou nesta final, num jogo disputado entre uma equipa preparada para jogar futebol, do bom, e outra para ganhar. Entre o futebol cínico e o futebol sexy,


Ganhou o futebol cínico. Ganha muitas vezes, ganha mais vezes ainda quando é servido por grandes jogadores. Pelos melhores!


 Ao intervalo a França ganhava por 2-1. Com um remate à baliza. Um único, e mesmo esse num pontapé de penalti. E com 31% de posse de bola. Na segunda parte não melhorou a posse de bola, mas rematou um pouco mais: fez quatro remates. Que lhe renderam mais dois golos.


Poderia dizer-se que foi esta a história do jogo, uma história de eficácia. E que, dito isto, fica a estória contada. Fica tudo dito sobre o jogo. Mas não, há mais qualquer coisa a dizer.


A Croácia surgia mais desgastada que a França. Porque se desgasta mais - o seu futebol de construção é mais desgastante - e porque, obrigada a jogar o prolongamento de 30 minutos em todos os jogos a eliminar, jogou mais 90 minutos, mais um jogo completo. E porque teve menos um dia de descanso. Mas isso não se notou, e os jogadores croatas depressa tomaram conta do jogo, com o seu futebol envolvente, de circulação pelos flancos e de cruzamentos a pedir conclusão na zona de golo.


Não lhe valeu de muito. Na primeira invasão francesa aos terrenos defensivos da Croácia, Griezmann fez uma das suas fitas e sacou um falta já próximo da área adversária, sobre a esquerda. Encarregou-se ele próprio da cobrança, e Mandzukic voltou a marcar. Só que desta vez na própria baliza, no décimo segundo auto-golo deste mundial - recordista na especialidade - mas o primeiro numa final do campeonato do mundo.


Sem rematar à baliza, pouco depois de esgotado o primeiro quarto de hora, a França já ganhava. E sabe-se no que isso costuma dar...


Mas não deu. A Croácia, qual formiguinha, não se deixou impressionar e voltou ao trabalhinho, como se nada se tivesse passado. Estava bem habituada a isso - em todos os jogos tinha começado a perder, e no entanto estava ali, na final a discutir o título mundial. Continuou a dominar o jogo, a jogar melhor, a mandar no ritmo e a ter a bola só para si. E apenas 10 minutos depois repunha o empate, num excelente golo de Perisic. A bola veio de um canto, é certo, mas não é justo dizer que foi mais um golo de bola parada...


Só que, mais 10 minutos, e um penalti do VAR voltaria a colocar a França na frente do marcador. Penalti de Perisic, na sequência de um canto, mas tão falso como o livre do primeiro golo. O VAR... tem destas coisas.


E lá voltou de novo a Croácia ao trabalhinho... Até ao intervalo, a deixar  incólume um resultado cheio de mentiras...


No início da segunda parte LLoris negou o golo do empate, e percebeu-se a importância do momento. Até porque a equipa francesa subia as linhas e o desgaste croata começava a vir ao de cima. Até chegarem aqueles cinco minutos fatais, depois de fechado o primeiro quarto de hora. Primeiro foi Pogba, aos 60 minutos, num contra ataque que acabaria no aproveitamento de um ressalto, em que Modric acabou ainda por perder a noção do espaço e da bola, a desferir um golpe decisivo no melhor futebol desta final. E aí acabou a resistência da Croácia, já sem capacidade física e mental para voltar mais uma vez ao trabalhinho.


Cinco minutos depois Mbappé, já em compelto aproveitamento das circunstâncias, desferia o golpe de misericórdia numa Croácia finalmente derrotada. O caricato golo de Mandzukic, 4 minutos depois (três golos em 14 minutos numa final de um mundial, é obra!) teve apenas o condão de pôr algum gelo na arrogância francesa.


A França sempre foi uma das favoritas, e não surpreende que tenha sido campeã. Mas, com os jogadores que tem, francamente... Tem que jogar muito mais.


 


 


 

6 comentários:

  1. "Penalti de Perisic, na sequência de um canto, mas tão falso como o livre do primeiro golo. O VAR... tem destas coisas." - Está a dizer que não foi penalti?

    A França foi sempre mais equipa. Justa vencedora.

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    1. Tão penalti como houve falta no 1º golo francês e o VAR não viu ???

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  2. O árbitro da final já foi actor num filme. Ontem voltou a dar boa conta de tais dotes. Quem era o VAR? Que bem que joga a Croácia!
    Quanto ao resto, um jornaleco espanhol já veio denegrir o CR7 que só ganhou o que ganhou porque estava no RM, porque o Florentino é que sabe do assunto e, por isso, despachou o inútil (foi assim que o jornaleco o quis tratar) do CR7.
    Não sei se isso é dor de corno, se de cotovelo, porque nunca as tive.
    O que se sabe é que, em poucos dias, a Juve já encaixou, em camisolas, mesmo com encargos, uma terça parte do que pagou pelo CR7.
    Parafrasenando o Filipão: e o burro é a Juve?
    Depois, há os maldizentes: que o Nápoles recusou o CR7, que até lhe foi oferecido antes de o ter sido à Juve.
    Outra vez aquelas dores. O Nápoles, ainda bem, veio dizer que não tinha dinheiro para lhe pagar, ao CR7.
    Eu direi mais: Que bom que eu gostava de ter o CR7 na minha equipa, que é do Regional. O CR7 até queria. E só não vem, porque não temos dinheiro para lhe pagar. Vou falar ao Centeno no assunto.

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  3. Quanto ao Mundial 2018 se me permitem começo por Portugal, a quem diga que a França não ganharia se jogasse contra Portugal? Talvez? Mas não com uma equipa técnica que quer defender e só ganhar 1/2 a 0. Portugal tem dos melhores,merece os melhores e não estiveram lá todos os melhores! Neste campeonato atípico Portugal deveria ter os melhores profissionais em cada sector e é isso que devemos,como adeptos portugueses, exigir de hoje em diante. A França teve um percurso tranquilo com uma demonstração de força que, talvez, uma Croácia tanto ao mais repousada infligiria muito mais moças, não ganhou a melhor mas sim a mais repousada, a mais física e sobretudo a mais bem pensada em cada sector e é neste ultimo ponto que a FPF deverá pensar com obrigação tanto na seleção como obrigar a formação interna de qualquer clube com os devidos incentivos e orientações.

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    1. E quem eram os melhores profissionais disponíveis em cada sector?

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    2. Na minha simples e muito modéstia opinião será mais como jogar, uma orientação defenida e assim definirmos:
      - Jogadores no meio campo que não joguem dentro de "uma cabine telefónica";
      - Defesas laterais com sentido de baliza e com experiência em defrontar os melhores tais como o jogador uruguaio Cavani..;
      - Naquela fase do campeonato "encaixar o melhor português C Ronaldo" para render ainda mais.
      Mas isto é mais uma opinião de um treinador de bancada que acha que faltou algo mesmo se perdêssemos 21 a 1 com o Uruguai...

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