terça-feira, 7 de agosto de 2018

As diferenças

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Monchique continua a arder. Depois das altas temperaturas, agora é o vento... Dado por controlado ontem, ao fim da manhã, ressurgiu ainda mais pujante e ameaçador a meio da tarde.


Arderam já perto de 20 mil hectares, e dezenas de casas de habitação e outras estruturas. Há pessoas queimadas com gravidade mas, felizmente, ainda não há mortes. E aqui está a grande diferença para o ano passado.


A outra está na meterologia, que fez destes primeiros dois meses de Verão os mais frios e húmidos de que há memória.


Nunca se tinha visto tanto investimento na prevenção e combate aos fogos. O próprio e insuspeito Presidente Marcelo, em férias que não são férias pelas zonas que arderam no ano passado, era (ainda é?) a cara do optimismo. Hoje, a convicção que começa a generalizar-se é que pouco mais se fez que propaganda.


As instituições que superintendem nestas matérias, da floresta e da natureza, à protecção civil e às operacionais, mantêm-se paquidérmicas. Feitas de gente instalada, irreformáveis... Só a metereologia nos valeu!  


A metereologia e um empenho, esse sim como nunca se tinha visto, em salvar vidas. Que nos traz também um flagrante choque de prioridades, onde a inegociável prioridade da defesa da vida humana choca, muitas vezes violentamente, com a prioridade das populações à defesa dos seus haveres: as pessoas procuram defender os seus bens, sem olhar a riscos; as autoridades públicas procuram impedi-las de correr riscos, sem olhar aos seus bens... 

10 comentários:

  1. Mas alguém vai conseguir convencer o ti Manel que encheu o pinhalito de eucaliptos de uma ponta à outra, encostadinhos desde os pinheiros do vizinho até à borda da estrada com as folhas a serem aparadas pelos camiões, que afinal não podia plantar tantas árvores por metro quadrado? Que tinha de deixar um corredor de segurança para tentar abrandar as possíveis chamas?

    Irra que lá se iam os votos!

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    1. Não diga mal dos pinheiros e eucaliptos, que ainda aparece a horda de defensores dessas arvores tao amigas do ambiente e tao essenciais para a economia nacional, a começar pelos fornecedores de material de combate a incêndios, passando pelas empresas de aluguer de meios aéreos e claro está, as celuloses sempre tao empenhadas em fazer dos rios o esgoto privado.

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    2. As celuloses fazem dos rios o esgoto privado? Um condutor faz asneira da grossa e passamos a ser todos umas bestas? O seu vizinho assalta um banco e você também é ladrão? Não generalize que não lhe fica bem, reconheça.

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  2. Incendios sao sinonimo de imcompetencia das fracas autoridades que nos desgovernam!

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  3. Para mim, muitos incendiarios tem Monchique, está é uma Zona de constantes fogos, tem que se prender incendiarios e loucos.

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  4. Na sequência dos incêndios de 2003 e de 2005, que o Algarve foi considerado uma zona prioritária de prevenção e, desde 2006, o Estado tem um projecto de faixas de redes primárias para todo a região. São faixas em zonas estratégicas da floresta, cortando por completo a vegetação ao ponto de criar zonas com 125 a 150 metros de largura, iriam evitar extensões muito grandes de floresta contínua, e quando houvesse um incêndio, essas faixas iriam criar condições ideais para combater e circunscrever os incêndios”.
    Para andar a ameaçar as pessoas e a multa-las por meia dúzia de m2, estão aí todos prontinhos ...
    Para fazer o trabalho deles .... e dar o exemplo limpando as linhas de contenção e mantendo-as limpas com a mesma periodicidade e celeridade que exigem aos outros, já não é nada com eles.
    Até gostava de saber se a GNR, tão diligente a ameaçar e multar as pessoas porque cresceram meia dúzia de fetos junto de de uma estrada , terá a mesma diligência para a com os responsáveis por esta incúria permanente.

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  5. Ora cá estamos nós no país do faz de conta. Há muitos anos, mais de 50, um vizinho meu comprou uma motorizada, novinha em folha, com factura, tirou a carta na Câmara Municipal e estreou-a no trajecto, de domingo, de casa para a igreja. No regresso, benzida que fora a motorizada pelo Sr. abade, despistou-se numa descidazita, do tipo pavê da volta à França. Esfarrapou-se um tanto e outro tanto a motoreta. E comentava: C'os diabos! Ora eu, que até trago no bolso os documentos todos, fui-me esbarrar. Como é que isto é possível!
    O mesmo se passa com este governo da geringonça, onde o monhé, a morcona da Catarina e o índio do Jerónimo estarão a comentar: C'os diabos: Ora nós, que até andámos a multar esses latifundiários fascistas, esses donos de propriedades privadas, que os obrigámos a deitar árvores abaixo só porque sim, que até temos meios aéreos excedentários que emprestámos à Suécia, à Grécia e, se for preciso, até os emprestámos ao Maduro, como é que fomos ter um incêndio tão diabólico como este de Monchique. Fo#a-se!

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  6. Falar é fácil mas keria ver certas pessoas ke criticam os bombeiros estarem lá. Falam falam mas arriscam a vida para salva outras.

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  7. Hoje, a convicção que começa a generalizar-se é que pouco mais se fez que propaganda.
    Sim, e um acto de terrorismo ambiental levado a efeito e foi "orquestrado" pelo governo com o seu eufemismo da limpeza da floresta: Foram cortadas milhões de árvores em nome de uma segurança para as casas que não existe nem existirá enquanto a sociedade não alterar o actual paradigma comportamental, assente no "dever" de ocupar e construir em todo e qualquer sítio. O problema são as pessoas...quando o homem "apareceu", as árvores já cá estavam à milhões de ano.

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  8. Porque será que: nas França e Alemanha por ex não há incendios florestais ? hmmmm !?
    Por agora é tudo. Quando a pintura me permitir direi mais coisas. Até lá. Cumprts. francisco laranjeira
    https://pintorfranciscolaranjeira.blogs.sapo.pt/

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