quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Síndrome do disparate

Resultado de imagem para antónio costa monchique é a prova


 


António Costa tem um problema sério com os incêndios. Não é que não sobrem sinais que tem problemas com muitas outras coisas, mas com os incêndios é mesmo coisa séria.


Basta-lhe pensar em incêndios para a sair disparate. É tiro e queda!


Mas, francamente, dizer que Monchique "foi a exceção que confirmou a regra do sucesso da operação ao longo destes dias" ultrapassa a dimensão do disparate. É que aqui não há contexto nem circunstâncias que lhe valham. A palavra "sucesso" é simplesmente assassina quando o fogo galga quilómetros e hectares dias a fio, sem que nada nem ninguém o detenha. Mesmo para invocar a excepção!


Tratando-se António Costa de um político afamado pela tarimba, só pode mesmo sofrer de um forte distúrbio psicossomático, provocado por um estranho síndrome de uma mistura explosiva de férias e incêndios.

6 comentários:

  1. Gosto especialmente da foto escolhida para ilustrar o texto.
    Já não consigo ouvir António Costa, é de um cinismo impossível, a sua falta de empatia e egocentrismo são desconcertantes.

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  2. Principalmente porque não houve incêndios de grande dimensão porque o verão veio envergonhado.
    Este PM é uma vergonha. Já nem tenho palavras para descrever tanta idiotice que sai daquela boca

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    1. Já acontecem incêndios de grande dimensão que não chegaram ás notícias, ou já foram esquecidos, porque foram controlados, o Marvão andou a arder entre Quinta e Domingo, só foi notícia no Sábado porque se aproximou da vila. Como foi controlado, os bombeiros são burros e parvos que não sabem fazer nada... então o governo ainda é pior.
      Bora volta a 2013 em que morriam 8 bombeiros e se publicavam leis para plantar eucaliptos, em 95% da área florestal do país, bastando enviar um papelinho a dizer que os vai plantar no terreno que ardeu ... pagando os 19 euros de taxa municipal. Depois foram 300 membros do governo ao funeral, dar condolências, e ficou tudo resolvido.

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  3. Em Marvão: 26 jornalistas estiveram na estrada a darem relatos em directo entre as 18 e as 22 horas. "Casas ameaçadas", "5000 pessoas em perigo de vida"... ás 23h o fogo foi confinado, os jornalistas desapareceram para não mais falarem do incêndio.
    No concelho do Sabugal: jornalistas a passar de carro por perto de um incêndio de média dimensão, "4 aldeias estão na rota do fogo, estamos a caminho de uma onde já existem relatos de vítimas." Não mais falaram das duas frentes de fogo... nem das vítimas.
    Em Santana da Serra: "Toda a vila está cercada, não há fuga possível e não existem bombeiros a ajudar a população. Existiam casas ali em cima que deixámos de ver, não sabemos se as pessoas tiveram tempo de fugir." Directo ás 8:35 da manhã a dizer que o fogo se tinha afastado na direcção de umas aldeias próximas, não foi mais notícia.

    Foram 15 fogos durante o fim de semana que foram notícia... só o de Monchique tem direito a tanto tempo de antena e 100000 horas de emissões em directo com "milhares de vítimas e pânico na população pela desorganização dos bombeiros e da protecção civil". Então e os outros 14? Foram os jornalistas ou uma deputada/vereador que vai de comboio, com 6 seguranças pagos pelo estado, porque "as condições da CP são degradantes" e podia estar a colocar a vida dela em risco, se não levasse os seguranças para a salvarem...

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    1. Tem razão no que diz. E podia até acrescentar que nos briefings e nas conferências de imprensa é frequente que os jornalistas, ou boa parte deles, estejam mais interessados em "incendiar" do que em informar. Não é, no entanto, esse o tema do meu texto. Em causa está apenas uma declaração inaceitável do primeiro-ministro. Indesculpável por qualquer descontextualização, porque "sucesso", nestas condições, não é apenas a palavra probida. É mortal!

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  4. Mais intelectualmente desonesto do que este, só Soares, mas este ainda o vai ultrapassar e por larga margem.

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