domingo, 12 de agosto de 2018

Volta a Portugal 2018 II

 


 


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Está concluída a 80ª Volta a Portugal em bicicleta, com o bis do espanhol Raúl Alarcón, que repetiu o triunfo do ano passado. E deve começar já por dizer-se que justo, e verdadeiramente inquestionável à luz do que é o ciclismo actual.


Em 10 etapas - tantas quantas a Volta tem (e pode ter) actualmente - Alárcon venceu três. E logo as três mais importantes. A primeira logo na terceira etapa, entre a Sertã e Olveira do Hospital, na primeira oportunidade para causar uma primeira boa impressão que, como se sabe, é única. E decisiva para se refestelar no poleiro, para onde havia muitos galos, como se viria a ver. Claramente visto!


A segunda, logo na etapa imediata, a da Serra da Estrela. Que mesmo sem Torre nunca deixa de ser a mais importante. E a última, ontem mesmo, na não menos mítica Senhora da Graça. Em todas ganhou de forma categórica, sem espinhas. Porque isto de ter a melhor equipa, de transformar os mais fortes adversários nos mais fortes aliados, não são espinhas. É assim, e daí a importãncia das "primárias" para decidir quem é o candidato, que Raúl Alarcón resolveu quando tinha que resolver - primeiro que qualquer colega de equipa, logo na tal primeira oportunidade, à terceira etapa.


Raúl Alarcón ganhou na Serra da Estrela e na Senhora da Graça a legitimidade para vencer a Volta pela segunda vez. Hoje, nos 17 quilómetros do contra-relógio final, em Fafe, confirmou-a com uma excelente prova, que lhe deu o terceiro lugar na etapa, logo atrás do excelente João Rodrigues, seu colega de equipa, apenas batido pelo sensacional contra-relógio do espanhol Vicente de Mateos, do Louletano, que quase lhe dava para chegar ao segundo lugar da geral.  Já não havia muita coisa para decidir, apenas coisas a confirmar, em particular a superioridade da W52 FCP que, com três ciclistas no top five e cinco no top ten, ultrapassou o Sporting/Tavira e ganhou também, naturalmente, a Volta por equipas.


O pódio acabou no desenho que começara na quarta etapa, a da Serra. Joni Brandão, quarto no contra-relógio de hoje, ficou em segundo, posição que ocupava desde então, quando foi batido pela primeria vez, e com a qual sempre se conformou. E Vicente de Mateos, o mais incoformado e o que mais fez por incomodar a liderança de Alárcon, em terceiro.


Vicente de Mateos ganhou três etapas (2ª, 8ª, e 10ª), tantas quantas Raúl Alarcón, que ganhou também e ainda a montanha, os dois protagonistas maiores da Volta. Ambos ficaram com 60% das vitórias em etapas. E, para além deles, só mais três ciclistas ganharam etapas - Stacchiotti, da Mstina Focus, por duas vezes (o que quer dizer que 3 ciclistas, menos de 2% dos que disputaram a Volta, ganharam 80% das etapas, o que não abona muito a competitividade da prova), Domingos Gonçalves (Rádio Popular/Boavista, a 6ª) e Enrique Senz (Euskadi, a 7ª).


Isto é, apenas um ciclista português ganhou uma etapa!

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