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Apesar de tudo - das nossas queixas, de atropelos vários, dos políticos serem isto e aquilo, etc. - segundo o Relatório da Democracia de 20108, do Projecto Variedades da Democracia (V-Dem), desenvolvido por uma rede global de investigadores e peritos com sede na Universidade de Gotemburgo, Portugal é o décimo país mais democrático do mundo, como noticia o Público.
À nossa frente, num dos rankings que mais conta, ou que mais nos deve importar, só países com lugar cativo na vanguarda da democracia e da decência: Noruega, Suécia (sim, também já a contas com a extrema direita, como se viu nas eleições do fim-de-semana), Suíça, Dinamarca e Finlândia; a Estónia e a surpreendente (pelo menos para mim) Costa Rica; e as longínquas mas saudáveis Austrália e Nova Zelândia.
Curioso, e sem dúvida decepcionante, é que a este 10º lugar na geral - digamos assim -, e mesmo ao 11º na análise sectorial que recorre aos indicadores eleitoral, de liberdades e de igualdades sociais, corresponda um 38º lugar quando se chega a indicadores de participação politica. Não me quero precipitar, mas desconfio que isto quer dizer que a democracia de que desfrutamos, e com a qual somos tão críticos, nos dá as nozes. Nós é que não temos os dentes. Se calhar gastamo-los a dizer mal...
Ainda hoje respondi a um bloguista que interrogava para que quereriam voltar os emigrantes a um Estado que não promove a saúde dos cidadãos... às vezes também usamos os dentes para partir pedra - ou chavões empedernidos.
ResponderEliminarO hábito é uma ameaça às conquistas. Se por um lado é uma conquista ver que se usam as conquistas como direitos que são, por outro verificamos que o oblívio acompanha a história e a geografia - o quintal transformou-se no umbigo, o direito num dever do Estado para o cidadão sem deveres.
A questão, mais do que saber se poderemos fazer reset, é saber o onde... não é questão de ortodôncia. :(
As vozes são mais que as nozes...
EliminarE desafinam p'ra burro, algumas! Outras vão levadas pelo ruído de fundo até chegarem a lado nenhum; outras, histriónicas, perguntam pelas nozes que os próprios esconderam... e Deus, coitado, dá as nozes e apanha a fava! Não queria estar no lugar desse deus... :)
EliminarCom certeza é um embuste.
ResponderEliminarQuem fez o estudo ou o que quer que seja baseou se em dados muito errados...
ou tirou conclusões nada consentanas com as premissas.
É um embuste num país com uma geringonça e onde governa um partido rejeitado nas urnas pelos portugueses! Um país onde dominam certas elites cortando o direito ao exercício da actividade cívica aos cidadãos, para que vejamos sempre os mesmo nomes no parlamento e na actividade partidária. nem sequer a actividade ou o exercício da democracia se expresse por meio dos partidos mas sim no envolvimento das nações em todos os aspectos da sua vida social, assim é impondo apenas a regra de estes terem voz de quatro em quatro anos a chamam a isso de democracia? Nem falam da enorme corrupção que se vive em Portugal. este estudo merece o que merece, servir de papel higiénico, pois deve ter sido bem "encomendado"!
EliminarEm deputados: 122 > 107 (ou 86+19+17 > 89+18).
EliminarEm votos: 2.744.383 > 2.082.511.
Os 89 do PSD são artificiais, pois são conseguidos com menos votos que os 86 do PS, graças ao favorecimento do não-proporcional método de Hondt a partir de certos valores, ou seja, a favor das coligações.
Distribuição de votos e deputados em 2011:
TOTAL PSD+CDS = 2.813.729 votos, e 132 deputados.
PSD = 2.159.742 (76,76% do total), e 108 deputados (81,81% do total).
CDS = 653.987 (23,24% do total), e 24 deputados (18,18% do total).
Apliquemos essa distribuição aos resultados de 2015:
PSD = 1.598.535 votos (76,76% da PàF), muito menos que os 1.747.685 do PS em 2015.
CDS = 483.976 votos (23,24% da PàF).
Fica PROVADO que o PSD teve muito menos votos que o PS em 2015, mas só ficou com mais deputados graças à distorção criada pelo método de Hondt na eleição de deputados!
Seja como for, quem governa é que tem maioria (absoluta ou relativa) do Parlamento. O Presidente Cavaco, muito bem, deu posse à PàF, e esta, como estava em minoria, não conseguiu aprovar o seu governo. De acordo com a Constituição, dá-se depois posse ao 2º, o PS, e este já conseguiu a maioria de apoio para formar governo.
Caso você não saiba, isto chama-se Democracia.
Se há aqui alguma coisa errada, é o método de Hondt (escolhido a dedo por PS e PSD), que destrói a proporcionalidade e favoreceu a PàF, e o PSD dentro desta (no geral favorece quem tenha claramente mais de 1 terço dos votos), dando-lhe deputados que não correpondem ao seu inferior número de votos!
Quanto à corrupção, sim é um problema: Marques Mendes (vistos gold, e fundos das PPP na saúde) continua solto. Paulo Portas, que o tribunal Alemão provou que foi corrompido, em Portugal continua solto. Passos Coelho e Miguel Relvas roubaram 7 milhões de fundos Europeus através da Tecnoforma, não lhes aconteceu nada, e o Estado agora é que teve de pagar esse dinheiro de volta. As ações da SLN, prova da corrupção de Cavaco Silva, não forama ceites como prova e o beneficiário, companheiro dos restantes corruptos da SLN/BPN continua solto. Os conflitos de interesses, e cláusulas que lesam a pátria, nas privatizações entre 2011 e 2015, ainda estão por investigar. A porta giratória, com exemplo máximo no A.Mexia, que foi do governo PSD+CDS, para a EDP, beneficiar dos contratos ruinosos que tinha feito, continua por travar. A branca nos dados das transferências para off-shore sem passar pelo crivo do fisco, da autoria de Paulo Núncio e Maria Luis Albuquerque, também passou com impunidade. A operação "Cavalo Branco", ao ex governante da PàF, acabou com pena suspensa (ou seja, impunidade). Etc.
Com essa lista, percebe-se porque é que alguns andam aí tão interessados em reconduzir a atual Procuradora...
EliminarEntretanto, um cidadão foi preso preventivamente por "risco de fuga", depois de se ter deslocado voluntariamente paraf azer depoimento... esteve mais de 3 anos a ser julgado nas TV e jornais, por sucessivas violações do segredo de justiça (essas não eram toupeiras dignas de serem investigadas...) e só recentemente foi acusado, após violação de todos os prazos legais, uma e outra vez.
Percebe-se assim como a Joana Marques Vidal ganhou a estima de certas pessoas.
A juntar a isso a desonestidade, cobardia, e podridão de carácter, pelo facto dessa senhora ter antes a opinião de que o seu mandato devia ser único, mas agora deixa arrastar a atual polémica e politização do debate, ao recusar-se repetir isso mesmo para acabar com as dúvidas.
Percebe-se assim a utilidade desta "senhora", e todas as razões pelas quais a querem reconduzir. Significa mais 6 anos de show nas capas do Correio da Manha, e mais 6 anos de impunidade, arquivamentos, e penas suspensas, para certos corruptos com certos cartões de militantes na carteira. Éramos a República das Bananas, agora somo os país do "Tutti-Frutti"...
Ó "sátiro", eu já li muitos comentários de um traste como tu. Um traste que apoia Trump, Bolsonaro e a restante escumalha. Não mereces ser apelidado de humano.
EliminarGosto da nossa democracia. É o 44, são as toupeiras, é a fruta. São as abissais diferenças salariais, as subvenções dos políticos que vivem em Lisboa, mas têm residência na China. Os pulhas, as putas, os paneleiros, os binários. E eu, obviamente.
ResponderEliminarO 24 de abril deu-me muito.
ResponderEliminarSobre o 25 de abril já não posso dizer o mesmo.
Se gostas do Salazar só há uma forma de ires ter com ele.
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