segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Furacões

Resultado de imagem para jp morgan lehman brothers e outros furacões


 


No fim-de-semana de todos os  furacões, tornados e tempestades, em que Cristiano Ronaldo marcou (e logo em dose dupla) finalmente com a sua nova maglia, e em que os U2 regressaram a Portugal, oito anos depois e pela sexta vez, agora na digressão “Experience + Innocence Tour” (mais Experiência, a Inocência há muito que foi perdida) e com Bono já com a voz de volta, é capaz de nem se ter dado muito pela passagem do décimo aniversário da falência do Lehman Brothers. O tal "too big to fail" de triple A de rating, que faliu mesmo... tornando-se no maior furacão de todos os tempos, arrastando, arrasando e destruindo tudo, por todo o lado. 


O mundo, hoje, não é mais do que aquilo que se ergueu desses destroços. E, pelo que se vai vendo, são muitos os interesses que não querem mesmo que o mundo seja mais que isso, com o JP Morgan já a fazer novas ameaças para o próximo ano.

5 comentários:

  1. Lembrar, lembraram... a OCDE até disse que realmente não tinham previsto tal (esquisito seria dizerem que tinham...).

    Acho que o problema é vergonha. E ignorância sobre como o prevenir: amanhã pode bem acontecer um Lehman Cousins, as bolhas andam aí à espera de rebentar fora de costas, os circuitos apenas são controlados em alguns troços e há uma grande zona internacional onde o dinheiro flui sem controlo. Infelizmente, essa zona internacional inclui territórios de países europeus, o que apenas confirma a vontade de que o mundo não seja mais do que destroços.

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    1. O problema, Sarin, é que o poder mudou de mãos. E passou para as mãos de quem quer sempre mais. Mais poder, para ter mais dinheiro, e mais dinheiro, para lograr mais poder, numa espiral esquizofrénica.

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    2. Não é anónimo nenhum, sou eu traído pelo Sapo. E pela distracção.

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    3. :) O sapo anda a fazer destas com muita frequência, o 24 de Maio fez-lhe mal...


      O poder não mudou completamente de mãos; simplesmente, alguns dos actores têm podido dispensar lobbies e testas-de-ferro - os intermediários, portanto...

      Somos uma espécie gira, mais gira que os pavões: adoramos feitos de cores vibrantes mas baixo impacto! O ecoponto é às corzinhas e no entanto a reciclagem pouco adianta ao pobre planeta; um bocado no género de inventar bolinhas vermelhas e pretas e verdes e amarelas para as fichas técnicas dos produtos financeiros de risco - e estender passadeiras vermelhas para off shores. Mas nem tudo é mau, vem aí o levantamento do sigilo bancário sem intervenção do poder judicial, e todos serão perseguidos. Ou, pelo menos, sê-lo-ão aqueles que comprarem carros potentes - os dos aviões continuarão a fazer escala pela ilha de Mann.

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