
A escassos minutos das doze badaladas que põem fim a este dia 15 de Outubro, que a Constituição estabelece como data limite para a entrega da Proposta de Orçamento, uma série de belos carros, de alta cilindrada, como se diz, acompanhados de batedores, partiu do Terreiro do Paço em direcção a S. Bento.
Escassos minutos depois, sob o testemunho de dezenas de repórteres, fotógrafos e operadores de câmaras de filmar, aí entrava a equipa das finanças, liderada por Mário Centeno. Outros escasos minutos depois, o ministro das finanças retira uma pen de um envelope, e entrega-a ao Presidente da Asembleia da República que, de seguida, a ergue aos presentes e às câmaras, como se de um troféu se tratasse. E como se o cumprimento do prazo constitucional fosse uma vitória suadíssima, no fim de um jogo emocionante e de resultado incerto.
Podia bastar um simples mail, com um pedido de confirmação de entrega. Podia, mas não era a mesma coisa. A tradição ainda é o que era. E continuará a ser!
Um dos problemas da democracia portuguesa é o excesso de liturgia à volta dela.
ResponderEliminarEste é apenas um exemplo.
Na época da internet 4.0, a comunicação entre as instituições portuguesas ainda está no tempo mIRC.
Não seja assim mauzinho, Makiavel! Duvido que o OE coubesse numa pen de 64MB...
EliminarPen de 64 Mb? Isso ainda existe?
EliminarTanto quanto o mIRC...
Eliminar“No essencial ficou indiciado que a arguida, desde, pelo menos, ao ano de 2015 e até ao dia 07 de novembro de 2017, deteve um número não concretamente apurado de animais na fração autónoma em que habitava, em Lisboa. Em setembro de 2017, a arguida detinha, na referida habitação, trinta canídeos”, refere uma nota publicada na página da internet da PGDL.
ResponderEliminarOra vejam bem onde tem andado o governo.