quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Às vezes, as coisas têm que ficar claras...

Resultado de imagem para morte de Khashoggi


 


Não é só Trump que está a fazer equilibrismo com o assassinato de Khashoggi, o jornalista saudita esquartejado e morto (a ordem parece que é justamente esta, e os restos mortais do jornalista terão já sido encontrados nos jardins da residência do cônsul) no consulado da Arábia Saudita em Istambul. Em França e em Inglaterra não estão a fazer muito melhor, e só Angela Merkel - mais uma vez - parece capaz de uma posição firme e erecta, sem condicionar os princípios aos interesses. Do negócio das armas, que é o que, evidentemente, está em causa.


Mas em nenhum país a coisa ficou tão clara como em Espanha, o único, até ao momento, que levou ao Parlamento o embargo à venda de armas ao regime despótico e medieval de Riade. E aí, na hora da verdade, PP e PSOE, com a abstenção do Ciudadanos, chumbaram a proposta.


Às vezes, as coisas têm que ficar claras...

20 comentários:

  1. Tem razão, às vezes as coisas têm que ficar claras... O problema é quando alguns só vêm o que lhes interessa.

    Recentemente um post seu sobre 'fake news', supostamente para louvar o trabalho do jornalismo português, acabou numa série de criticas ao jornalismo português, que a serem verdade demonstram um comportamento grave, manipulação e censura.

    Neste jornalismo há coisas que não vemos mas outras que vemos e não compreendemos como por exemplo tanta diversão, assim poderá fazer sentido que o que disseram seja verdade.

    Como às vezes as coisas têm que ficar claras, esperava que houvesse uma continuação num outro post dedicado a este assunto extremamente importante. Mas não, o que vejo é uma manobra de diversão!

    Eu podia ficar calado, mas não fico!

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    1. Não fique calado, nunca. Eu também não!
      O meu post a que se refere não era, nem supostamente nem de facto, "para louvar o trabalho do jornalismo português". Era tão só para falar de fake news, tendo recorrido - e referido - ao trabalho que o DN acabara de publicar. Achar que eu deveria ter voltado ao assunto é um direito que lhe assiste, contra o qual não tenho nada. O sr ou a srª acha o que quiser, eu escrevo o que quero, como quero e quando quero. E nunca por manobra de diversão, mesmo que me divirta a escrever.

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    2. Há um grupo de anónimos ou um anónimo armado aos grupos que se entretém a comentar o que os bloguistas e comentadores fazem com o tempo de que dispõem, as notícias a que dão atenção, e até se arrogam o direito de dizer o que devemos ou não achar importante...

      Pergunto-me a causa ou causas de taal ou tais bem-doutrinado(s) censor(es) não criar(em) um blogue e não fazer(em) campanha pelas causas que defende(m): talvez não goste(m) de assumir responsabilidades, talvez apenas consiga(m) falar a reboque de outros, talvez tenha(m) medo de ser(em) criticado(s)... enfim, as possibilidades são muitas, mas o resultado apenas um - apenas nos fazem perder tempo a ler e a ignorar-lhes a verborreia.

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    3. Pois é, disse: "Não fique calado, nunca. Eu também não!" E depois apoia Sarin que é contra as críticas.

      Sarin mostrou a sua ignorância pois muitos outros criticam as notícias a que alguns dão atenção, é o mesmo que criticar uma opinião. Para os mais incultos há algum tempo apareceu esta critica "Há dias de loucura na comunicação social", que se procurarem devem conseguir encontrar. Uma forte critica à atenção dada a um determinado assunto! E podem ter a certeza que desconheço o autor!

      Depois ainda bem que apoia "O Sátiro" que disse:
      (...) a feira de TVs e jornais EUA e europeus à volta de khashoggi teria sido esquecida no lixo dos media ocidentais. .....

      Afinal tudo gira à volta de interesses, há interesse em mostrar mas principalmente há interesse em esconder. Para alguns que andam confusos tudo é igual, tudo tem a mesma importância! Com a verdade me enganas!

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  2. "...os restos mortais do jornalista terão já sido encontrados nos jardins da residência do cônsul…".
    Ora vamos lá às notícias falsas. O consulado de um qualquer país em país estrangeiro é considerado território do país a quem pertence o consulado.
    Os turcos invadiram a Arábia Saudita para descobrirem os restos mortais?
    A Arábia Saudita consentiu?
    Francamente, Sr. Eduardo Louro.
    Obviamente que o crime, a ser verdade, como tudo leva a crer que foi, é hediondo. Mas não é preciso nem é bonito andar a enganar a opinião pública.

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    1. Não se deixe manipular. Ontem mesmo, um canal TV de grande audiência da nossa praça admitiu que do jornalista nada tinha sido encontrado em jardins do consulado. Basta.

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    2. Consulado não é território nacional em solo estrangeiro. Consulado é um escritório diplomático cujos funcionários, nacionais, gozam de protecção diplomática.

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    3. Refere um canal de televisão, que nem sequer identifica, contra QUATRO provas que eu refiro, com mais para apresentar - é só pedir! - e ainda tem a lata de escrever coisas como "Não se deixe manipular" e "Basta". Francamente... Há cada um...

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  3. Hipocrisia ao mais alto nível de todos os países Europeus e não só que vendem armas à arabia saudita. Até agora tava tudo bem, não havia razão para não venderem, mesmo com a chacina no Yemen. Mataram o jornalista, de lamentar e muito, e vêm de mansinho anunciar ponderar não venderem? mas alguém acredita ? até o bambi justin trudeaux , veio dizer que equacionam não cumprir com os contratos de venda de armas.

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    1. Já para não falar que o reino jihadista saudita ameaçou o Canadá com um atentado contra a CN Tower. O povo canadiano deve exigir um embargo total à Arábia Saudita.

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  4. Estúpidos. Se os sauditas querem comprar armas, pois que nenhum pais lhe nega a venda, os países devem é optar pela não compra de produtos sauditas, nunca pela não venda de produtos aos sauditas.

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  5. Claras, para ficarem na mesma: os cidadãos (não confundir com Ciudadanos) raramente reparam nesses pormenores.

    Mas sim, intensifica-se a hipocrisia e na hora da votação são obrigados a mostrar realmente a massa em que se (não) reinventam.

    Sinceramente, não percebo para que votaremos para parlamentos - não seria melhor votarmos para algumas Indústrias, Bancos e Agências de Rating?

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    1. É muito disso que está por trás do estado de ruína a que as democracias ocidentais chegaram, e do fascismo que por aí avança a galope.

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    2. As pessoas querem respostas rápidas para problemas volumosos porque a antiguidade os avolumou - incúria, inépcia ou apenas incapacidade de antevisão por parte de legisladores e executivos. Como em Roma, os tribunos foram saindo das tribunas e foram-se acomodando aos cadeirões do poder, distanciando-se dos cidadãos e governando para dentro.

      As fragilidades são de todos nós, mas há quem insista em confundir soberania com isolacionismo, democracia com partidarismo. Os resultados estão à vista, factuais ou forjados.

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  6. Há dezenas de jornalistas assassinados neste ano de 2018 que nem uma linha mereceram dos seus ""colegas "" ...
    Provavelmente quem escreve nos media e Internet nem sabe o nome..
    Ou se sabe, deitaram para o lixo.
    O caso dos EUA é mais grave porque muitos são torturados e assassinados no México junto à fronteira.
    Mas a objetividade, imparcialidade, qualidade e coerência dos media EUA anda pelas ruas da amargura.
    E mais: as ""informações ""sobre o caso foram sendo dadas pelos turcos do criminoso Erdogan que é só o país do planeta com mais jornalistas presos. ...
    E muitos talvez assassinados como o khashoggi porque estão desaparecidos.
    Sem desculpar os Sauditas neste crime, houve muito hipocrisia execrável e interesses políticos à volta das notícias do crime que vão desde o ódio de séculos entre turcos e árabes (o Império otomano tratou muito mal os árabes durante séculos. ...) à inveja do petróleo árabe e...last but not the least.... querer atingir o cada vez mais poderoso Crown Prince Saudita. ...suposto aliado de.....TRUMP. ..
    Sem este último argumento, a feira de TVs e jornais EUA e europeus à volta de khashoggi teria sido esquecida no lixo dos media ocidentais. .....

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    1. Ora aí está. Tinha que lá chegar...

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    2. O "sátiro" é escumalha que apoia Trump e Bolsonaro. Não tem qualquer moral para falar.

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  7. A política internacional é regida pelo maior cinismo.

    Um ex-espião russo é assassinado em Inglaterra e logo os paladinos dos direitos humanos (alguns direitos, não a sua totalidade) se levantam e exigem corte de relações, sanções, quiça uma invasão napoleónica às estepes.

    Um jornalista saudita é assassinado e (quase) todos os líderes ocidentais se põem a dançar a dança do ventre.

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