
Bolsonaro está à porta do Palácio do Planalto, mas poderá não ser uma formalidade o que falta para que se lhe abra, daqui a três semanas. Chegou até a parecer que teria entrada directa, que tudo ficaria ontem resolvido, logo na primeira volta. Não ficou, e os 46% de votos que atingiu não são, hoje, mais que um copo meio cheio. E a direita portuguesa do "mas", que aqui trouxe há dias, voltou a fazer-se ouvir. Mais hipocritamente, agora que os resultados são conhecidos.
Que Bolsonaro é um fascista - gostam mais de dizer extrema-direita radical - mas... Que a quase eleição à primeira volta de um candidato de extrema-direita radical mostra que o povo brasileiro está disposto a trocar a liberdade pela segurança. Mas ... ou porque, a verdade é que a insegurança no Brasil atingiu o extremo, e os brasileiros acreditam que só Bolsonaro pode resolver isso.
Sobre os gigantescos interesses da indústria da segurança no Brasil é que nem uma palavra. Sobre o lóbi da segurança, dos carros blindados às armas, é que nada. E sobre de que lado está Bolsonaro nesta "guerra" da segurança, menos ainda... E, da tal troca a liberdade pela segurança, não vem qualquer mas para as redes sociais, e a sua manipulação organizada. Nem para as seitas religiosas. Nem para o bispo Edir Macedo e para a IURD...
O mais ridículo é que entre os brasileiros que vivem em Portugal a maioria votou nessa criatura, só para não lhe chamar outra coisa. Isto apesar de terem emigrado para uma democracia cujos valores são a antítese daquilo em que votaram.
ResponderEliminarSe em algum país da Europa 60% dos imigrantes muçulmanos fossem a favor do Daesh, já toda a gente tinha defendido a deportação dos mesmos. Tendo em conta que 60% dos brasileiros residentes em Portugal votaram naquilo, acho que está na altura de deportar os mesmos. Não podemos admitir extremistas no nosso país.
Há ainda a realçar que na França e na Alemanha os imigrantes brasileiros votaram na sua maioria em Ciro e Haddad. Ou seja, nós é que estamos a acolher toda a escumalha fascista enquanto os países mais ricos da Europa acolhem imigrantes trabalhadores e honrados. Acho que está na altura de Portugal rever as suas políticas de imigração...
Quanto à escumalha do "mas...", acho que são mesmo um caso perdido e recuso-me a ler o que essa gente escreve. Entre um candidato de centro-esquerda imperfeito e um fascista, é óbvio que vão optar pelo fascista. Esses não podemos deportar visto que têm nacionalidade portuguesa, mas se gostam tanto da criatura podem fazer o favor de se meterem no primeiro voo da TAP para o Brasil.