
Pelo que se vai vendo, inclusivamente pelo próprio papel da juventude na candidatura de Balsonaro, já nada nos pode surpreender no caminho para o inferno que o Brasil está a escolher. Mas, confesso, nunca me passaria pela cabeça encontrar peregrinos desse caminho num concerto de Roger Waters. Nunca os imaginaria "no público" do fundador dos Pink Floyd!
Já perto do fim do concerto de terça-feira, em S. Paulo, Roger Waters, de quem se não esperaria outra coisa, associou-se à contestação mundial àquilo que Bolsonaro representa, exibindo na tela "Ele Não". Contam os jornais que a reacção foi imediata, e que quase todas as 40 mil pessoas que no Estádio assistiam ao concerto explodiram em insultos e vaias, impedindo mesmo o músico de falar com sobreposição de gritos ensurdecedores...
Ontem, no segundo concerto, Rogers Waters subiu a parada e foi mais acutilante com Bolsonaro e seus inspiradores pelo mundo fora, e a reacção do público não foi diferente.
Inacreditável!
É triste. É alarmante. É desolador.
ResponderEliminarIncrível, infelizmente, não é.
Sarin, eu acho mesmo inacreditável que gente desta possa integrar o público de Roger Waters.
EliminarA última geração a ouvir os músicos foi a do grunge. Depois disso parece ser só melodia ou estatuto, e perdoem-me se sou injusta - não será preconceito mas não encontrar mais por talvez procurar nos lugares errados..
Eliminar.
E é na Europa que se liga a essa coisa de "a música como arma" - veja como por lá invectivam Chico e Gilberto, esses mesmos Chico e Gilberto que arriscaram cantar a Ditadura desafinando-a.
O povo brasileiro não consegue deixar de passar vergonha.
ResponderEliminarEntretanto no Nordeste Roger Waters foi aplaudido. Haja sinais de vida inteligente num país cheio de gente burra.
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