sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Tema da semana*

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Normalmente não se repete numa semana o tema da anterior. Mas não é assim tão raro que uma notícia permaneça na ordem do dia durante mais que uma simples semana, como inevitavelmente teria de acontecer com a acusação que caiu que nem um raio sobre Ronaldo. 


Na semana passada abordei o contexto. Nunca me referi ao que teria acontecido, porque disso não faço a mínima ideia, nem sequer ao que era dito que tinha acontecido, na altura apenas com a versão publicada pelo jornal alemão Der Spiegel.


Referi-me, apenas e só, à forma como o movimento me too exponenciava as dificuldades para Cristiano Ronaldo na situação que acabava de vir a público, e as consequências que potenciava.


Hoje são já conhecidos dados da defesa de Cristiano Ronaldo, bem construída pelo que vai percebendo – nem outra coisa seria de esperar -, e que tem já em vista - e bem - limitar os danos de reputação. Ou seja, começam agora a ser conhecidos dados, informação - que nunca factos, bem entendido - para que se comece a construir opinião com alguma sustentação.


No entanto, o que vimos foi que não foi preciso esses dados, nem outros quaisquer, para que a semana fosse dominada pelo debate à volta de Cristiano Ronaldo, com a opinião pública a dividir-se rapidamente pelas duas partes em confronto.


Digamos que esta contenda se disputou em dois campeonatos. Um, que poderia chamar-se de segunda divisão, dominado pelos preconceitos mais básicos (“ela estava á espera de quê, quando subiu ao quarto?”; “acabou-se o dinheiro, e agora quer mais”, e outras do género), e outro, que poderíamos chamar-lhe de primeira divisão, com preconceitos politicamente correctos.


No campeonato da segunda divisão, Cristiano Ronaldo não ganhou de cabazada, ganhou por falta de comparência. Era o herói nacional, e no herói nacional ninguém toca. Sem competição, não teve grande interesse, como sempre acontece nos campeonatos pouco competitivos.


No da primeira divisão as coisas passaram-se de forma diferente. Foi um campeonato maioritariamente feminino, e não faltou competição, muitas vezes mesmo dentro das próprias equipas. E foi bonito de ver como tantas barricadas foram levantadas e com se puseram em lados opostos pessoas que sempre estiveram do mesmo lado, com evidentes fracturas no campo da causa da condição feminina.


No fim, é isto: a crítica simples, imediata e que não precisa de factos, ou mesmo os despreza, acaba sempre a extremar posições à volta de preconceitos. Acaba sempre num conflito que nunca é de ideias, num confronto que, em vez de opor quem concorda e quem discorda, opõe os que atacam aos que defendem o que quer que seja!


 


* Da minha crónica de hoje na Cister FM


 

14 comentários:

  1. Tem sido aflitivo ver o preconceito julgar... insensível, não vê as vítimas que faz pelo caminho.


    Nisto, todos os doutos julgadores da praça embarcam - e nem um teve a ideia de invocar ou de questionar o estatuto de vítima. "O quê?"

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  2. Convido-o a ler uma abordagem distinta, lá pelo burgo: CR7 e Mayorga

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    Respostas
    1. A "nossa" Maiorga nem faz ideia do que seja uma suíte em Las Vegas. É mais dada à fruta e à hortaliça que aos casinos... E não se mete com ninguém, mesmo que um ou outro se meta com ela...

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    2. É uma Maiorga com dignidade no Cós.

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    3. Mesmo que sempre muito perto da Fervença.

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    4. A temperança é uma virtude, mas há situações que revelam ter Montes de nuances e torna-se difícil evitar ferver em pouca água, mesmo que das Termas... Piedade, há que aceitar.

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    5. Boa Sarin. Já é muita areia... É todo um Casal de Areia!

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    6. Não desista, Eduardo... se o cavalo coxeia com tanta carga, faça como D. Leonor e diga "À Pata, aias!"

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    7. Pela Castanheira ou por Alpedriz
      Com Boavista e sempre em bom Chão(s)
      Como percebi que quis
      A pé ou a pedal
      Num hino à nossa região
      Chegamos ao Juncal

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    8. Foi o mote que assim quis... e que bem saiu :)
      Mas ficamos sem saber quem vai pela Cela... enfim, não foi Mole, anos passaram... mais padaria menos padaria, um pastelinho de Aljubarrota e uma ginja de Alcobaça com o Lena a beijar-nos os pés que Porto de Mós também merece :)

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    9. Com léguas em cruz palmilhadas
      Olhando para a Tremoceira
      Danados para a brincadeira
      Brincámos às desgarradas

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    10. Por muito que o sono ria
      é-me difícil dar trégua
      Meto pela Calvaria
      embico p'la Cruz da Légua

      Perdida, volto a São Jorge
      Chão que foi da tal Batalha
      Mas sem inspiração no alforge
      Nesta quadra, uma mortalha

      Para outro dia deixo
      Uma visita ao Jardim
      Onde, com versos d'Aleixo
      A Pedro Inês disse sim.

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    11. Bom fim-de-semana e obrigada pelo "tour" :)

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    12. O Leslie não a deixou dormir... Mas eu já tinha ligado o off.

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