No Parlamento lá se continua a votar o orçamento na especialidade, às voltas com as milhentas propostas de alteração especiais. Depois dos professores, no primeiro dia, ontem a estrela foi a tourada do IVA a promover uma nova maioria, juntando agora muito juntinhos PSD, CDS e PCP.
No PS, com a tão discutida liberdade de voto, afinal não se passou nada. Passou-se que ficou sozinho, mas inteiro.
Tourada vai ser se, depois, os preços dos espectáculos ficam na mesma.
O que se pode dizer é que, depois da aprovação do Orçamento na generalidade - onde a guerrilha interna no PSD voltou a dar sinal de vida, fazendo saber que o Feliciano Barreiras Duarte (aí está ele outra vez) votou (contra, naturalmente) sem lá estar - só se voltou a dar pela geringonça nos impostos sobre os combustíveis, que a oposição pretendia baixar.
No resto, tudo deu para fazer maiorias. E com tudo se fizeram maiorias. Dois exemplos apenas: PS e PSD fizeram maioria para impedir que os escalões de IRS fossem actualizados de acordo com a taxa de inflação. E PSD, CDS Bloco e PCP voltaram a fazer maioria para impedir - vejam bem - o aumento da tributação dos carros das empresas, os chamados carros de função.
Então? Mas não é isto é muito mais especial sem maiorias absolutas? E não tem muito mais graça?
Não pago impostos para que se mantenham em estado de graça e menos ainda para que sejam engraçados.
ResponderEliminarPois, com impostos nem ninguém cai em graça, nem ninguém fica engraçado.
ResponderEliminarSe os vir ser devidamente usados, não me pesarão; o problema é que não.
ResponderEliminarPCP, PSD e CDS, tudo a mesma merda.
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