sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Hoje, em Berlim...

Resultado de imagem para noite de cristal


 


Celebram-se hoje os 29 anos da queda do muro de Berlim, o melhor motivo para festejarmos a liberdade.


Mas passam, também hoje, 80 anos sobre a fatídica noite de cristal. Na mesma Berlim!


Em 9 de Novembro de 1938 as tropas de choque do regime nazi espalharam o terror pela capital, iluminada pelo fogo de tudo o que incendiaram depois de espancar, atacar e destruir, de sinagogas a livrarias, tudo o que pudesse "cheirar"a judeu. 


Hoje, 9 de Novembro de 2018, um tribunal de Berlim revogou a decisão do vereador da segurança, que proibira uma manifestação convocada pelos neonazis da Wir für Deutschland ("Nós pela Alemanha") para evocarem o acontecimento. Hoje, um tribunal de Berlim autorizou a comemoração da Kristallnacht, a noite em que Hitler deu o pontapé de saída para o extermínio de 6 milhões de judeus!


A História tem destas coisas

10 comentários:

  1. Mas quem são estes tribunais? Quem são estes juízes? Será que se formaram na mesma universidade que os juízes que absolvem violadores?
    Está visto que é preciso fazer justiça pelas próprias mãos e é preciso que uns quantos violadores e neonazis tenham que dar entrada nas urgências de um hospital...
    E os juízes que absolvem esse tipo de escumalha deviam ir pelo mesmo caminho.

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  2. O extremismo é tão nefasto de um lado como de outro.

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  3. O que nos permite a Liberdade de Expressão é exactamente o não haver censura. Com os seus benefícios e as suas dores.

    Nenhum tribunal poderia negar uma manifestação com base no preconceito de que será uma festa - os argumentos necessariamente foram apurados ao longo dos muitos anos de repressão de tais manifestações, e se apresentam a coisa como evocação e homenagem às vítimas.... a presunção de inocência tem destas coisas.

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  4. Não conheço nem a forma nem o conteúdo do que terá chegado ao Tribunal e provocado a decisão. Posso por isso estar errado, mas não consigo deixar de admitir que, dentro da legalidade, o Tribunal não tivesse por onde confirmar a decisão da autarquia. Os neonazis não enganaram ninguém, não disseram que pretendiam festejar a queda do muro de Berlim!

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  5. Pois eu consigo - como disse, os muitos anos de repressão afinaram-lhes o discurso, e aprenderam a omitir e a dissimular à prova de ataque; os tribunais, maioritariamente, ainda estão vinculados à presunção de inocência e à necessidade de prova.
    Não conheço os requerimentos. Mas sei que onde há liberdade de expressão há sempre possibilidade de ofender susceptibilidades, culturas, religiões. A forma como lidamos com a ofensa é o que, em suma, define os indivíduos e as sociedades, não?

    Não remeter estes temas para guetos ideológicos teria permitido, acredito, anular muitos argumentos e muitas consequências. Neste momento, já há fidelização e culto, portanto o debate aberto servirá para esclarecer os duvidosos, os incertos, os curiosos mas não para demover os crentes. Defendo a visibilidade e o debate aberto, em detrimento da nebulosidade e do monólogo acusatório. Ainda vamos a tempo.

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  6. Já percebi que a Sarin é uma "centrista radical". Se compara desejar a morte da escumalha neonazi com defender um genocídio (o que essa mesma escumalha faz) é porque não é lá muito inteligente.
    https://i.redd.it/xjr2x3q7yvyz.png

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  7. A única liberdade de expressão que a escumalha neonazi merece é as "last words" antes de encarar um pelotão de fuzilamento.
    Os nazis não foram combatidos com debates mas sim com tanques. Basta ler um livro de história.

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  8. O anónimo não percebeu nada, nem sequer as regras básicas do diálogo.

    Uma vez que considera a minha inteligência tão distinta da sua (pelo comentário sou fortemente tentada a dar-lhe razão), e porque os meus argumentos estão ao nível da inteligência lógica e da inteligência emocional que me são características, não valerá a pena tentar o diálogo pois este tem duas vias e a sua está claramente obstruída.

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  9. Ler um livro de história é o problema de todos os extremistas. Precisam de ler vários. E precisam de pensar nas várias versões de cada um desses livros. E precisam de aprender a pensar nas causas tanto quanto pensam nas consequências.

    Porque o extremismo é isso mesmo: achar que a verdade está em um livro.

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  10. Pronto, então leia muitos livros de História. Todos eles vão confirmar que a receita ideal contra nazis é meter essa corja a fazer tijolo.
    Como já não há pena de morte na Europa isso não é possível por isso a solução passa por meter essa escumalha na prisão por tempo indeterminado. Até pode ser que levem uma coça dos outros prisioneiros.

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