quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Macron e os "gilets jaunes"

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Os movimentos populares de protesto, caracterizadamente inorgânicos, estão a espalhar-se por todo mundo, em resultado da progressiva falência dos mecanismos políticos de representação e da crescente influência das redes sociais no papel da comunicação.


A França tem, no entanto, bastante tradição em movimentos sociais inorgânicos. Do nada, surgem frequentemente grandes fenómenos de contestação, movimentos de massas espontâneos à margem de mecanismos de organização, que acabam normalmente em grandes expressões de violência.


Os chamados "gilets jaunes" que, ao que parece, acabam de obter ganhos de causa perante Macron, não são por isso grande novidade. Mas não deixa de ser surpreendente que um movimento desta natureza e dimensão tenha surgido tão cedo no mandato de Macron, cuja eleição não é, ela própria, alheia ao último suspiro dos mais convencionais mecanismos de representação da sociedade e da democracia francesas.


Recorde-se que Macron foi eleito há apenas ano e meio, depois de um terramoto político que reduziu a pó os partidos políticos convencionais, e de poder. Que veio de fora do sistema, e que é, também ele, uma emanação do esgotamento dos velhos instrumentos de representação, que entregou o eleitorado a Marine Le Pen. Que, em última instância, acabou em factor crítico de sucesso da sua eleição.


O que me parece que isto quer dizer é que desengane-se quem achar que o sistema é reconvertível através de uma nova geração de políticos mais ou menos assépticos, pragmáticos e ideologicamente virgens. 

28 comentários:

  1. Não considero que Macron tenha vindo de fora do sistema. Veio do sistema, ponto. Simplesmente, tinha pontos a seu favor. Não era feioso como é o Santana Lopes; e estava arrumadinho com aquela engelhada de 60 anos, que podia ser mãe dele, mas a que os franceses, que são todos uns mijinhas, prestam toda a adoração. Mas é notório que não tem arcaboiço para governar a França. E logo a França. Franciús é o que eles são, uns rotitos.

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  2. Não gostão do meu pais e dos franceses? Não vão lá, aqueles que já estão, voltam para a vossa terra, não têm nada a fazer lá. O vosso pais tem melhor salarios, há trabalho para todos. Não é? Estou farto, mesmo farto de ouvir criticar minha patria
    Devem ter complexo de inferioridade para criticar desta maneira.
    On vous EMMERDE PORTUGAIS!!!!!

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  3. Vai-te encher de moscas.

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  4. Ò português anonimo, não consegues fazer melhor? Estas limitado, tens o cerebro nos pés como os da tua laia, crétino!

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  5. Os mijinhas são os tugas, nunca vão ser capazes de fazer o que nós fazemos,demasiadamente medricas que vocês são, carneiros!!, vão jogar a bola, não chateião os adultos, idiotas!!!

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  6. Patrício...quando os tugas e outros sairem de França e ficarem lá os teus amigos "árabes" etc então voces estarão tão fod#!s....

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  7. Honra aos franceses que procuram ser individuos informados e questionam o seu sistema político.Não é como nós, que nos dias 10-11 terá lugar um acontecimento gravíssimo para a soberania nacional, a assinatura do Pacto dos Migrantes em Marraquexe, SEM QUE UMA LINHA SEJA ESCRITA SOBRE O QUE ISTO REALMENTE SIGNIFICA EM NENHUM MEIO DE COMUNICAÇÂO SOCIAL. Peço desculpa pelas maiúsculas, mas é mesmo muito muito grave. Sabem por exemplo que prevê a criminalização de tudo o que possa ser considerado uma crítica à condução do processo migratório ? Ou que pelo mesmo motivo, prevê o fecho de instituições de imprensa, sociais, ou até políticas ? Impedimento de partidos concorrerem a eleições ? TODOS os migrantes mesmo ilegais que venham a Portugal passam a ter mais direitos que os próprios nacionais ? E justiça paga contra os mesmos nacionais ? São alguns dos "mimos" do que vamos assinar, tudo na sorrelfa debaixo do tapete. Que tristeza. ACORDEM.
    Entre muitos outros, os países de Leste, bem conhecedores do que foi o regime soviético, já se retiraram de assinar este pacto. Perguntem-se porque será. Cá no burgo, nem ninguém sabe disto, mas já começou a propaganda preparatória.

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  8. Patrice, és um m***erdas...
    Se não gostas dos comentários dos portugueses, não os leias.. e não os comentes.
    Provavelmente és filho de imigrantes e não sabes qual é o teu lugar, se cá se lá... decide-te!!!
    Mas cá não fases falta nenhuma.. vai para lá!!!!

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  9. Isto não é informação é desinformação ao modo das fake news...
    Se estiverem interessados podem ler aqui:Saiba tudo sobre o Pacto Global para Migração "ONU News" https://news.un.org/pt/story/2018/12/1650601
    Você é mesmo de Olhão, mas só vê com um olho... do c....

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  10. Acredite no que quiser, não sou eu a dizê-lo, ainda há dias houve uma conferência de imprensa dum grupo parlamentar em Bruxelas neste assunto, claro que cá nada passou, e não será por acaso que tantos países se estão a retirar ? Melhor que qualquer outra coisa, nada substitui a leitura ATENTA do texto real do acordo no que é deixado ao subjectivo, e não dos panfletos de férias. Aí tudo é paz e amor. Para quê considerar os pormenores ? No seu caso quando tiver de pagar impostos para sustentar esta tourada, e os seus filhos não entrarem na Universidade porque terão que dar vagas aos migrantes que chegam, assenta-lhe bem, merece. E nada de protestar, porque isso será "hate speech" e pode ser levado a tribunal. Um grande bem haja. Dê como der, eu fico bem. Você fica ?

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  11. Patrice, trepa por eles acima e ca ga por eles abaixo. Se não fosse a França, Portugal ainda hoje estava no sistema feudal. Fátima, Fado e a pu ta que os pariu.

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  12. Já que enviou um link, aqui vai a conferencia de imprensa deve ter dado bastante trabalho construir um novo parlamento europeu só para fazer isto para fazer fake news
    "UN's Global Compact for Migration Expands on Hate Speech to Criminalise Criticism of Migration"
    https://www.youtube.com/watch?v=FFTxZ7Xfbvo

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  13. Pois, já percebi que o seu discurso é anti-imigrantes, pois bem vai ter que reclamar contra todos os portugueses que imigraram nos anos 60 e 70 para poderem ter uma vida melhor.
    Para esses discursos de ódio/anti não conte comigo.
    Boa sorte para si...

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  14. Eu, filho de imigrantes? Sou 100% francês e orgulhoso de o ser. O meu país acolheu tantos dos vossos quando estavam na merrda e ainda acolhe, deveriam ter mais respeito, vão lá mamar o estado francês, filhos da p... E depois voltam para a vossa terra os bolsos cheios, ladrões!
    Portugueses fora de FRANÇA, sangesugas!

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  15. Caro amigo não podia estar estar mais enganado eu até acho que a Europa precisa desesperadamente de emigrantes, só desconfio e não gosto de técnicas e leis ao estilo soviético. E sim, por acaso, eu ainda conheci a União Soviética.

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  16. https://www.lemonde.fr/les-decodeurs/article/2018/12/06/vendre-la-france-a-l-onu-de-donald-trump-aux-gilets-jaunes-l-itineraire-mondial-d-une-intox_5393268_4355770.html#xtor=AL-32280270

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  17. Pois o problema està exatamente aí.
    Esta história da subida das tarifas do combustível gaz e electricidade vêm exatamente nessa altura do tratado de Marrakech.
    E o movimento está a alastrar.se pela europa.
    O povo françes pede ao Macron que fale á nação para apaziguar os animos e ele envia o primeiro ministro,
    Demonstrado uma posição de desrespeito e arrogância.
    Chama.lh a Nova Ordem Mundial. E enquanto andamos revoltados com o poder de compra(e concordo)
    Vão assinar um pacto onde se prevê que 250milhoes de emigrantes circulem livremente pelo mundo
    Assim "enfeitiçando" o povo com problemas sobre impostos onde a revolta é legitima.
    O povo nem presta atençao ao q se está a passar
    New world order

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  18. Porque é tão difícil encontrar uma caixa de comentários que não esteja poluída por escumalha xenófoba?

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  19. Já por cá há gente sem argumento a comentar, não se dê ao trabalho...

    Porque gosto de ler um suposto francês a repetir a portugueses o que alguns destes dizem a angolanos e brasileiros, é sempre bom ver a prática daquilo que se alerta.

    Mas enganou-se no blogue e, pior, enganou-se no tom. Não o mando à merda porque não mando nos seus passos; mas convido-o a ir à merda, não por ser francês mas sim por ter generalizado aos portugueses as ideias que alguns idiotas portugueses partilham com alguns idiotas franceses. Se for um destes, considere-se duas vezes convidado.

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  20. Cá no burgo ninguém sabe disto porque falso.

    Seja útil e apresente fontes.

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  21. Recorda-se de lhe ter dito que tinha um desafio para lhe lançar?
    Bloguismo puro, com objectivo específico: alargar realmente o debate sobre o sistema político, depurado de partidarismos. Vá ponderando ;)

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  22. Invejo-lhe a dedicação e o saber, mas invejo-lhe ainda mais a paciência, Sarin...

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  23. É, e não presumo chegar longe, apenas ao vizinho do lado. No Verão lançaram-me um desafio, para o qual o empurrei e ao qual pacientemente aderiu, eu, uma neófita na blogosfera, ousada e petulantemente a empurrar bloguistas tarimbados para as correntes que abominei nos e-mail e nas redes. Mas fi-lo porque vi uma forma de estabelecer pontes, conhecer blogues, ligar blogues e bloguistas que entendi similares na mensagem embora distintos na forma e até nas perspectivas. Recentemente percebi que, se nos articularmos na discussão (que não nos argumentos, disso nos livremos!), talvez consigamos mobilizar mais uns quantos e mobilizar quem nos lê na reflexão conjunta. Sementes, apenas, e esparsamente lançadas em terreno atípico, talvez; mas entre isso e continuar a ouvir-nos descompassados e a capella trauteando as mesmas árias... entre vários acredito que se consiga um grupo de reflexão que possa ser uma pedrinha no charco estagnado que é o nosso sistema. Discutir o método de governo, não os governantes.


    Não para holofotes, que Luz só uma e o Sol; mesmo que os quisesse a fila é longa e tenho pele sensível; e, além disso, eu, multidões, só em concertos. Dos outros, mas não tenho medo de tentar ensaiar neste se em grupo.

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  24. O meu último postal é um sopro da ideia...

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  25. É pá... A fasquia está alta, Sarin. Não peço que a baixe, mas que a fixe melhor, para que não caia ao primeiro raspão.

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