quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Mais uns embustes


 


Aí está o "Portela+1", agora anunciado como "novo aeroporto". Este será provavelmente o primeiro de, pelo menos, quatro embustes espalhados pelo anúncio do acordo assinado entre o Estado e a ANA, presidida pelo conhecido José Luís Arnaut, bem sorridente na foto.


O segundo é, obviamente, o estudo de impacto ambiental que, na boa tradição portuguesa, está para os negócios como na gíria popular o carro está para os bois. O embuste da mera formalidade de colocar um carimbo no carro que vai à frente dos bois.


O terceiro é o da decisão: "custos de não decisão" ou "decisão com 50 anos de atraso", é o embuste de "o que tem que ser tem muita força". Que nem se pode esperar mais, nem já há alternativa. Não, a verdade é que esta é a única alternativa aceite pelos franceses da Vinci, a quem Passos Coelho, entregando a ANA, entregou sem restrições o monopólio dos aeroportos em Portugal.


O quarto é o de que não nos custa nada. Que os 520 milhões de investimento no Montijo, mais os 650 milhões na Portela e mais os 160 milhões de compensação à Força Aérea, são exclusivamente financiados pela ANA. Custa, e até já custou, nas taxas aeroportuárias cobradas por um monopólio sem regulador.


É bem possível que haja um quinto: o embuste eleitoral. Mas antes fosse só esse... 


 


 

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