quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Sabemos e não podemos ignorar

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Surpreendentemente, o Relatório da auditoria da Ernst & Young à gestão da CGD nos primeiros 15 anos deste século acabou nos jornais. Por obra e graça da Joana Amaral Dias, que começou por divulgá-lo no domingo à noite na televisão que lhe paga, antes de o entregar aos jornais.


Apesar de todas as enormidades reveladas, da dimensão pornográfica do buraco, e da chocante revelação que mais de mil milhões de euros foram derretidos em crédito concedido contra a opinião das comissões de avaliação de risco do crédito, nada disto é grande novidade. Já toda a gente sabia que tinha sido assim, e nem os nomes na lista dos maiores "caloteiros" são novidade. Toda a gente já tinha falado deles!


A única coisa nova é a própria divulgação pública deste Relatório. Se não tivesse sido divulgado tudo ficaria na mesma, como sempre ficou no passado. É que, com esta divulgação pública, sabemos, e  não podemos ignorar!


Sabemos, e não podemos ignorar, quem foi quem. Quem foi que roubou ao país milhares de milhões de euros em proveito próprio. Quem foi que se locupletou com prémios de gestão por resultados falsificados por crédito irrecuperável. Quem foi que durante mais de 10 anos deixou passar isto na auditoria às contas. Sabemos, e não podemos ignorar, que eles andam aí... E eles sabem, e não podem ignorar, que nós sabemos!

8 comentários:

  1. Notícia:
    "Gare do Oriente. Um dos agentes colhidos por comboio em perseguição policial já teve alta."
    Comentário:
    O comboio em perseguição policial colheu um dos agentes, mas este já teve alta.
    Conclusão: este jornalismo é do melhor.

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  2. Com efeito, dever-se-ia escrever: Gare do Oriente. Um dos agentes que, em perseguição policial, foi colhido por comboio, já teve alta.

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  3. Só nunca percebo é porque é que os nomes dos criminosos não aparecem em paraça pública, um por um, para que no mínimo, tenham vergonha de sair das suas mansões.

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  4. Se vivêssemos num país minimamente sério, não só os gestores mas também todos os políticos responsáveis pelas nomeações dos mesmos, seriam chamados á pedra e devidamente punidos. Mas como o cancro atravessa todos os partidos do chamado "arco da governação" o assunto vai ter o mesmo tratamento que teve o BPN (o tal que muito contribuiu para o afundar da CGD e hoje é quase tabu falar sobre ele), ou seja, zero! Já o povo (aquele que tantas vezes foi acusado de viver acima das possibilidades) vai continuar a pagar como sempre pagou e o resto é folclore desportivo. Haja futebol e tudo isto passa ao lado, tal como no tempo da outra senhora.
    Aceitam-se apostas de 1000 para 1 em como o caso BES vai ser exactamente igual, isto se chegar a haver sequer acusação.

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  5. Mesmo com o relatório, não há nada de mais nele... Os relatórios de risco são vinculativos, mesmo sendo contrários, não se sabe a razão. Se já pediu empréstimo para a casa, deve ter notado que lhe recusaram o primeiro, porque faltava a cópia, legível, do recibo de ordenado ou porque assinou na linha de baixo, quando era na de cima.
    Depois das decisões de 2014, do BES ninguém vai parar à prisão. A "nacionalização" tratou de proteger quem era preciso proteger. Até suspeito que ainda vamos ter de pagar, mais de 400 milhões de euros aos ex-dirigentes do BES, devido aos erros do secretário de estado das finanças, durante aqueles 3 meses.

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  6. Quem são os nomes? Onde está esse relatório? Existe algum link? Eu ainda não o vi.

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