quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

A fasquia estava alta


 


A grande expectativa para este primeiro jogo, na Luz, das meias-finais da Taça, não era tanto se o Benfica repetiria a grande exibição do passado domingo, em Alvalade. Era mesmo se o apelo de Jorge Andrade encontrava eco nos jogadores do Sporting.


Não foi preciso esperar muito. Logo que o árbitro Luís Godinho (mais, do mesmo) apitou para dar início ao jogo tivemos a resposta. As respostas, foram duas, de imediato. Primeiro, Gudelj e, logo a seguir, o regressado e talhado Ilori. À segunda o árbitro puxou do amarelo, parecendo avisado para o que poderia vir a passar-se. 


Pura ilusão. A partir daí, portanto durante todo o jogo, fizeram impunemente as faltas que quiseram sobre o miúdo. E a mão ficou leve para amarelos aos jogadores do Benfica... O ridículo bateu no teto com o amarelo ao João Félix ... por bater com a mão na bola. 


Quanto ao jogo ... Bom... o Benfica tinha deixado a fasquia muito alta. Seria difícil chegar lá perto, e o jogo foi francamente mais repartido. Especialmente na primeira parte. Mais dividido, porque, qualidade, só se viu no jogo do Benfica. Num jogo de qualidade bem inferior ao último, só o Benfica, a espaços, jogou futebol de qualidade. 


Na segunda parte o Benfica jogou muito mais. Chegou cedo ao 2-0, e sobraram oportunidades claríssimas para o terceiro. Esteve pelo menos por três vezes perto do 3-0.


Mas não marcou, e como não marcou, o treinador do Sporting resolveu apostar nos últimos 10 minutos à procura de alguma coisa que lhe abrisse perspectiva de um resultado que lhe deixasse viva a eliminatória. O jogo estava numa fase em que qualquer jogador do Sporting sabia que seria falta sempre que se mandasse para o chão. 


Numa dessas vezes, faltavam 8 minutos para o fim, o Bruno Fernandes protagonizou o único momento de verdadeira qualidade do Sporting em todo o jogo, e fez o golo. Foi uma grande execução, sem dúvida, mas o Svilar foi muito mal batido. Em vez de utilizar a barreira para esconder a baliza, utilizou-a para se esconder. Escondido atrás da barreira, não só deixou todo o lado direito da sua baliza escancarado, como nem viu a bola partir!  


O 2-1 volta a ser um resultado mentiroso. E, tendo em conta que se mantém a disparatada regra de os golos fora valerem a dobrar para efeitos de desempate, não é um grande resultado. Mesmo que já ninguém se lembre dele quando se jogar a segunda mão desta meia-final, será o que vai contar nessa altura.


Ah... E mais uma estreia. Bem vindo Ferro!


 


 

2 comentários:

  1. svilar ..deve ser vendido,penso que os benfiquistas nao tem confianca nele..
    volta..odisseias + zoblin.. carrega nos dragatos BENFICA...THE BEST

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  2. Estava. Não caiu.

    E agora está mais. Estamos com praticamente os mesmos jogos, numa semana vencemos duas vezes o arqui-rival e vizinho que vinha motivado com uma taça à qual nunca deu grande importância mas que lhe soube a ginja, o Porto empatou duas vezes nesta mesma semana e vem de uma derrota na tal taça que "ninguém quer". Dependemos de nós. Pela oitava vez consecutiva.

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