sexta-feira, 15 de março de 2019

Hoje é dia de luta e do mais justo e urgente de todos os protestos

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Hoje é dia de protesto dos jovens. Hoje é dia de greve às aulas... pelo clima. Não é contra os professores, nem contra o ministro. É contra todos nós. É um protesto pelo estado em que lhes estamos a entregar o planeta. Pela indiferença com que temos encarado e continuamos a encarar as alterações climáticas que  dramaticamente lhes acabam com o futuro. Que é deles, mas cada vez menos lhes pertence.


Tudo começou há pouco mais de seis meses, com uma miúda sueca de 16 anos, Greta Thunberg e com a mais inquietante das suas interrogações: “porque hei de preparar-me para um futuro que pode não existir?”


A partir daí não parou de inquietar o mundo, e é hoje uma das mais fortes candidatas ao Prémio Nobel da Paz (sim, Mr Donald Trump). Que o seu exemplo seja hoje replicado. Em Portugal e por todo o mundo!

3 comentários:

  1. Compreendo o protesto e sou solidária com tal luta.

    A auto-suspensão das aulas, porque é disso que se trata, importa pela mensagem, poderosíssima, e importa pelas acções que a acompanham.
    Chamarem-lhe greve às aulas apenas diminui a força e desvia o foco da atenção. Afinal, uma greve só tem importância pela capacidade de afectar a entidade patronal... Esta "greve" apenas afecta os "grevistas" - muitos dos quais, acredito por experiências antigas e oxalá me engane, aproveitarão para passar o dia refastelados em atitudes contraditórias do princípio que a convoca. Leia-se "a brincar com os telemóveis", cujo aparelho e mecanismos que permitem a comunicação estão carregados de minerais cuja extracção é causa de gravíssimos crimes ambientais e sociais.

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  2. Greve não é de facto a expressão apropriada, mas é a mais fácil de usar nesta concreta situação desta falta colectiva e organizada às aulas. Mas não me parece que seja a discussão da expressão mais apropriada às circusntâncias o que mais importa para a importância do que está em causa.

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  3. A discussão da expressão é em mim antiga, e contesto-a desde os tempos em que também eu propus auto-suspensões ou fui chamada a fazer greve às aulas.
    É importante para a discussão do tema: a desvalorização desta tão meritória e sentida luta destes jovens começa exactamente por aí... e pára aí, também, não avançando para a discussão do que realmente interessa, o Futuro dos Jovens com o Ambiente que lhes deixamos.

    E sê-lo-à importante também para as greves em si, repara como a banalização dos termos os esvazia... a menos que se faça greve de fome de barriga cheia.

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