
Os jornais dão hoje conta de um pacote, pronto a aprovar no Parlamento que, não só agrava as sanções, como alarga os titulares de cargos públicos que não declarem todo o seu património e rendimentos. Já não são apenas os "políticos" (ministros, deputados, autarcas, candidatos à presidência da República, chefes de gabinete, executivos das direcções dos partidos, etc.) abrangidos por estas obrigações declarativas. São também os magistrados, Judiciais e do Ministério Público, ou quaisquer consultores que sejam mandatados pelo governo para negociar quaisquer activos públicos.
Mais que uma mão na decência do tratamento da coisa pública, é bem capaz de ser uma mãozinha no negócio dos notários e conservatórias. E ... tantas escrituras que aí vêm...
Não percebi muito bem... talvez porque ainda fora de contexto. Desculpa, o que faz o quê a quem?
ResponderEliminarPura má língua... Se até aqui, na véspera de entrar para o governo havia pessoas a constituir umas sociedades para lá enfiar património, ou a alterá-las por cedência de quotas, imagina o que não será agora.
ResponderEliminarEsclarecimento: não tinha mesmo a certeza de ter percebido o teor do tal alargamento.
ResponderEliminarDepois deste comentário percebi que tinha percebido :)
Mas é esse um problema que facilmente se solucionaria - houvesse aquela coisa tão pouco politiqueira que se chama vontade política na transparência e no combate à corrupção...