terça-feira, 28 de maio de 2019

Deitar foguetes ... e apanhar as canas!

Resultado de imagem para vitória do pan nas eleições europeias 2019


 


Não foi preciso passar muito tempo para perceber aquela que, para muita gente, é a mais relevante consequência para a política interna das europeias de domingo. Quando andávamos todos preocupados com a abstenção, rapidamente nos convencemos que... nada... Quando, em menos de 24 horas começamos a perceber que a projecção destes resultados para as legislativas dava para emitir a certidão de óbito da geringonça. Bastará ao PS acenar ao PAN para, sem mais incómodos, assegurar a sua solução governativa.


E a euforia foi geral. A começar naturalmente pelo PAN que, pouco incomodado com as classificações de Miguel Sousa Tavares ("urbano-depressivos que comem alfaces"), já faz lembrar a fábula do sapo e do boi. A passar por António Costa, que já se vê a resolver, sem grandes problemas, todos os seus problemas. Nem sequer terá de acabar com as touradas, e de se preocupar com Manuel Alegre, basta-lhe aquela solução da capa de velcro para as bandarilhas serem coladas, em vez de espetadas no lombo do animal... E, com os partidos da direita em modo de touro no fim da lide, sem tempo para mais nada que as próprias feridas, a acabar na imprensa entusiasmadíssima a deitar foguetes. E a apanhar as canas...


 


 

26 comentários:

  1. Até Outubro muita água correrá. Mas, se é para que as mudanças não sejam tão profundas e estruturais como poderiam ter sido, se é para assistirmos a atropelos entre ministérios, o mais recente as contradições entre os do Ambiente e da Educação, então que não haja geringonça - haverá, pelo menos, oposição séria.

    Porque, sendo a melhor opção, esta ficou muito aquém, estruturalmente falando.

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  2. Bastará ao PS acenar ao PAN para, sem mais incómodos, assegurar a sua solução governativa.

    Isto não é verdade. O PS teve 34% dos votos e o PAN 6%. Juntos fazem 40%, o que, mesmo que fosse numa votação num só partido, não chegava para maioria absoluta. Muito menos chega se esses 40% se dividirem entre dois partidos.

    Portanto, só PS com PAN não será suficiente, PCP e/ou BE continuarão a ser necessários.

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  3. "PAN numa futura geringonça? André Silva disponível para negociar com quem vencer legislativas"
    Gostei deste saudável recado ao muleteiro Costa que já estava no afiamento as garras.

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  4. O PCP já não será necessário para a formação da geringonça o que significa que não poderá sabotar a esquerda em temas como a eutanásia.

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  5. A verdade é que a direitalha foi derrotada e bem derrotada.

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  6. Parabéns ao PAN!
    Os aziados como Miguel Sousa Tavares têm bom remédio.

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  7. Ninguém sabota nenhuma geringonça com a eutanásia. A eutanásia não é uma questão de governo, é uma lei da Assembleia da República que em nada diz respeito ao governo. Esteja o PCP no governo ou não esteja, ele é sempre livre de votar sobre a eutanásia da forma que entender.

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  8. Estas coisas não se reduzem a percentagens e a transposição directa destes votos, nestas condições (o que inclui a abstenção), para um cenário de legislativas, ao PS faltariam 9 deputados para a maioria, e o PAN elegeria 6, o que não é nesta altura um cenário desconfortável para António Costa. Não será muito fácil é que se repitam exactamente aquelas condições nas legislativas.
    Mas também não era esse "o meu ponto". É mais a festa que para aí vai, e não tanto o rigor matemático em que se senta!

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  9. Esta geringonça foi uma porta que se abriu ao regime. Seria sempre e só o início de qualquer coisa, uma experiência, com muita desconfiança pelo meio. Começa a ficar claro que não avançou muito, e que a porta voltará provavelmente a fechar-se.

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  10. Sim, o PCP é livre de votar contra a eutanásia. Assim como é livre de perder votos para a verdadeira esquerda por causa disso.

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  11. Mas ficou claro há dois anos que seria um começo muito aquém do potencial, mesmo experimental.

    Os dois últimos anos foram empurrando a porta devagarinho, e neste momento duvido que o PS tenha crédito junto das esquerdas, até porque as direitas estão de espinha quebrada e não se adivinha grande crescimento.

    Mas se o futuro fosse certo, eu era milionária :)

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  12. Em nome da tão reclamada transparência é necessário que alguém determine e mande publicar:
    As coligações eleitorais são legitimas quando estabelecidas antecipadamente apresentando-se como tal no momento do ato de votar.
    Se a constituição estabelece que a força politica chamada a governar deriva dos resultados apurados, ( não de habilidades manhosas posteriores) então é absolutamente indigno e contrário à letra e espirito do diploma base que se permitam arranjinhos após apuramento sem que de algum modo tenha sido anunciada ou no mínimo admitida em tempo útil essa possibilidade pelos pescados participantes.
    De lamentar e repudiar que exista algum partido a dispor de grupo parlamentar sem que alguma vez tenha ido a votos de cara descoberta.
    Atenção Sr. Presidente Marcelo, não durma na forma porque como garante do normal funcionamento da democracia isto é essencialmente consigo.
    Em outubro não alinharei em engodos se o atual desenho de manchas e borrões se mantiver

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  13. Você quer que não se forme governo a não ser que haja uma maioria absoluta, é?

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  14. Ui ! Que os direitolas já mandam recados ao Tio Célito!
    Não durma na forma dizem... Ui.

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  15. Não é. Quero que seja chamado a formar governo quem ganha as eleições.

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  16. As eleições legislativas não se ganham, uma vez que não se elege o governo mas sim deputados. Mas quanto a ser chamado a formar governo o partido (ou coligação) mais votado, foi precisamente o que aconteceu. A coligação PSD/CDS foi a mais votada (graças à burrice de muitos portugueses que passaram quatro anos a dizerem mal do governo para no dia das eleições terem um AVC). Só que o resto do povo foi claro: não queriam essa escumalha de volta ao poder e como a coligação PSD/CDS não tinha maioria no parlamento, os restantes partidos chumbaram e bem esse governo. De seguida foi chamado a formar governo o segundo partido mais votado, o PS, partido esse que já conseguiu formar governo pois procurou formar acordos com outros partidos políticos de forma a viabilizar o seu governo.
    Portugal não é o único país em que o partido mais votado (apenas até Outubro, pelo que se vê) não governa. Isso é o prato do dia em muitos países da Europa. Na Bélgica já chegou a ser primeiro-ministro o líder do 5º partido mais votado.
    Quatro anos depois o ressabiamento da direitalha não desaparece e continuam com as mesmas falácias de 2015 mas a verdade é que o povo não vos quer.

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  17. "graças à burrice de muitos portugueses" e "Só que o resto do povo foi claro".
    Mais palavras para quê?
    É um artista português e usa burrice e povo receitado em vagões de carvão a tomar às colheres calibradas em banheira de misturas poluentes.

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  18. E argumentos, tem, senhor "Rão Arques"? O que importa aqui é que não consegue refutar os meus argumentos e por isso prefere focar-se nos termos utilizados.

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  19. Essencialmente ando aqui para expor os meus argumentos e não para refutar os seus.
    O Senhor Anónimo não deixa essa prática por mãos alheias.

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  20. Só que o senhor "Rão Arques" não expôs argumentos absolutamente nenhuns.

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  21. A antiga 4ª classe ensinava a ler escrever e contar.

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  22. Belo "ensino" esse, à base da reguada. Se o senhor "Rão Arques" gosta do Salazar, só há uma forma de ir ter com ele.

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  23. E o comentário de "Rão Arques" mostra o tipo de escumalha que "Rão Arques" é. Não merece ser apelidado de humano.

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  24. REDASSÃO
    Tema: O MANO
    Quando eu tiver um mano,
    vat-se chamar Herrar, porque
    Herrar é o mano.

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