
Este fim de semana constitui um manual teórico-prático da forma de fazer política em Portugal.
António Costa percebeu depressa que a atitude suicidária do PSD e do CDS, na aprovação do projecto de contagem do tempo total dos professores, lhe abria uma oportunidade única de inverter toda uma situação adversa, onde tanta coisa estava a correr tão mal. Ainda na sexta-feira, como era de esperar, carregou nas cores do dramatismo, foi de urgência a Belém e, cavalgando a irresponsabilidade da oposição à direita, ameaçou com a demissão.
PSD e CDS saltaram a acusar António Costa de chantagem, gritando aos sete ventos que não havia impacto orçamental. Que nem um cêntimo a mais representava. Só no sábado os dois partidos cairam em si, e perceberam o impacto do seu tiro no pé. E no domingo apareceram a roer a corda: Cristas, primeiro, e Rui Rio, depois, e depois 48 horas "desaparecido em combate". Ambos com o mesmo e fantástico argumento. Ambos dizendo agora que não aprovarão a lei na generalidade se nela não constarem condições de sustentabilidade e de salvaguarda do equilíbrio financeiro, que impeçam qualquer impacto orçamental.
Que não existem no documento que aprovaram. Mas, pior, que ainda no dia anterior davam por absolutamente desnecessário. Se o que aprovaram não acrescentava um cêntimo à despesa, para quê condições de salvaguarda do equilíbrio financeiro? Não se restringe o que não existe!
Está aqui tudo o que é a política portuguesa: oportunismo, mentira, demagogia, farsa e falta de vergonha!
Rui Rio desmontou a farsa do primeiro ao ultimo ato.
ResponderEliminarOs farsantes e respetiva plateia amiga com bilhete pago e farnel aviado agora não param de se atropelar em frenética agitação que já não os deixa equilibrar a mochila.
Espera-se o aparecimento de alguém que corajosamente seja capaz de nos dizer em que é que Rui Rio faltou à verdade.
Desde já muitos parabéns aos que não conseguem descobrir um minimo de sinais de golpe e aldrabices em António Costa.
Por ser de um descaramento desmedido e ser verdade deve ser dito que Costa conseguiu passar todos os limites da seriedade quando manifestou espanto por os partidos que se lhe opuseram aparecerem de surpresa sem que fosse conhecida essa intenção.
Falida memória de quem parece esquecido que a geringonça apareceu de repente saída das caves sombrias sem que tivesse sido anunciada em tempo próprio e decente.
Será que essa manobra está assim tão esquecida até porque defendiam que o parlamento era sempre soberano.
Era.
Nesta questão do contorcionismo de Rui Rio e Assunção Cristas com a contagem do tempo de serviço dos professores, uma medida que não ia custar um cêntimo de euro ao contribuinte, ou que até podia custar mas não tinha implicações orçamentais já este ano, era só para o ano, ou lá mais para a frente e o Governo que viesse que se desenmerdasse, como sói dizer-se, é o líder do PSD e a líder do CDS só tarde e más horas terem percebido que dez anos de crise e quatro de troika e resgate financeiro e de sacrifícios, sofrimento e vidas desfeitas, ensinaram à grande maioria dos portugueses o valor do dinheiro, a importância de contas certas, e que o tempo não anda para trás.
ResponderEliminarComentário roubado ao Der Terrorrist.
MESTRE CONTORCIONISTA
ResponderEliminar“Se o PSD e o CDS votaram sem saber o que estavam a votar, emendem o erro”, diz António Costa.
Um erro que não teve emenda aconteceu quando Costa perdendo as eleições se chegou à frente quando os portugueses não sabiam o que estavam a votar.
Só esta devia chegar para o desmascarar de uma vez por todas sem contemplações.
Quando não se sabe que:
ResponderEliminar1+1=2 e 1+1+1=3, não se sabe nada de nada.
Inês Pereira ficaria orgulhosa.
ResponderEliminarNão lhe ficam atrás na farsa, não. Na astúcia é que são bem piores...
ResponderEliminarTêm nichos, têm nichos onde os aplaudem...
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