sexta-feira, 24 de maio de 2019

Vá lá... Vamos lá votar!*

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Estamos a dois dias das eleições europeias do próximo domingo. Hoje é o último dia de campanha, à meia-noite acaba esta lufa-lufa das últimas semanas, que trouxe os partidos e as suas caras mais conhecidas para a rua, para fazerem o mesmo de sempre, da maneira que sempre fizeram. Como se o tempo, que corre vertiginosamente, estivesse afinal há décadas parado. 


Amanhã é dia de reflexão. Como se do que para trás ficou sobrasse alguma coisa que mereça reflexão, em mais um sinal da forma como o tempo parou em todo o nosso sistema político. Não só nada ficou para reflectir, como nada nos tempos de hoje impede a difusão do que quer que seja. Os jornais antecipam as suas edições para tratar do tema eleitoral como entendem. Os semanários que saem ao sábado, saem hoje. E não consta que à meia-noite sejamos obrigados a destrui-los. Nem que as páginas da internet se apaguem. Nem que das redes sociais desapareça tudo o que lá foi deixado… Para não falar dos cartazes, que se perpetuam.


No domingo, depois de tudo reflectido, vamos votar. Alguns de nós. Poucos, como se sabe. E se lamenta. Mas só isso, apenas se lamenta. Porque, pelo que atrás acabou de ser dito, parece que não se faz muito para que seja de outra maneira. Posso estar enganado, mas não me parece que o combate à abstenção se faça continuando a fazer tudo na mesma, como se tudo estivesse exactamente na mesma.


Com todo este imobilismo é difícil contrariar esta tendência galopante de abstenção.


Só que – e é esse verdadeiramente o drama – não é abstendo-nos da nossa participação cívica e democrática que mudamos nada disso. Quantos mais nos abstivermos menos são os que podem inverter a degradação do sistema de representação democrática. E, não tenhamos dúvidas, quando este sistema se esgotar, não restam boas alternativas. Tudo o que há disponível é muito pior!


E na Europa, que é o que desta vez está em causa, e onde esta é a única oportunidade de eleitoralmente nos expressarmos, esse pior é ainda pior.


Por isso, importa mesmo votar. Primeiro votemos, e depois exijamos. Como referiu Bruno Lage com aquela autêntica pedrada no charco em plena festa do título do Benfica no passado fim-de-semana. Depois sejamos exigentes. Com tudo e sempre!


 


* A minha crónica de hoje na Cister FM

12 comentários:

  1. QUAL ABSTENÇÃO?
    “E antes de mais lutar contra a abstenção. Não ir votar é ceder, condescender, não cumprir um dever”. Ir votar também pode ser compactuar com um sistema eleitoral distorcido na arquitectura, e viciado até na contabilidade de votos negados no acto. Os contornos do que parece ser uma misteriosa dualidade de critérios e que um vulgar cidadão eleitor exterioriza merece ser esclarecida. Questiono por minha conta: Continuam a misturar abstenção com insondáveis razões de ausência em corrente avulsa. Quem tem medo de um campo (X) para esse efeito em cada boletim de voto? Esta intransmissível , pessoal e inconfundível opção merece e deve exigir a dignidade de voto validamente expresso. Posso lavrar o meu protesto não indo votar, por me estar vedada a possibilidade de presencialmente me abster querendo. Uma civilizada, consciente e ponderada escolha obrigada a ficar na rua em vala comum de incertos? Quero ser crescido como os nossos deputados, que na Assembleia da República, apesar da aviltante disciplina partidária a que se submetem, para se abster tem que marcar presença. Utilizo uma respeitável forma de anular o voto desenhando no boletim um campo próprio escrevendo abstenção seguido da competente cruzinha (x).

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  2. Questão de lana caprina.
    Se não se quer confundir com os que não vão por desinteresse ou impossibilidade, sempre pode votar em branco. Ou é um abstencionista activo e militante e não se quer confundir com os votantes em branco, esses revisionistas...

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  3. Voto sempre. Quanto mais não seja por respeito para com as sufragistas. E, de todos os males de que o sistema democrático enferma, conhecem algum melhor?

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  4. Mas o que tem o Bruno lampião a vêr com isto?
    Topem esta: "A Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, em Lisboa, anunciou hoje que vai começar, a partir de 1 de junho, a multar e a recolher equipamentos como trotinetas e bicicletas que ocupam ilegalmente o espaço público."
    Aqui vai um aviso para a Junta: multem também a merda de cão que fica por todo o lado. Verão que é uma grande fonte de receita!!!

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  5. Se o seu argumento é classificar-me em função das opiniões que emito fique a saber que nem me dou ao trabalho de lhe chamar nomes ou adivinhar os interesses que lhe movem os brancos para colheita de rebusco.

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  6. Estamos perante uma clara hipertrofia (benigna?) do seu umbigo.

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  7. "Estamos perante uma clara hipertrofia (benigna?) do seu umbigo."

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  8. A verdade a que temos direito, declaração de voto
    Um país caótico (da saúde à educação, dos transportes às taxas e impostos, dos serviços à justiça) nas barbas da erguida e celebrada dupla Costa/Marcelo.
    Em dia de carregar cruzes (x) mais um embalo de adormecer encomendado para miserável e consentida proeza.
    Será possível dar-lhes guia provisória que renove carta branca para continuar?

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  9. O SISTEMA
    A verdade é que não elegemos coisa nenhuma.
    Bastante mais de metade nem põe lá os pés para não dar confiança.
    A percentagem de votos é demasiado ridícula no conjunto, como nos contados em cada partido concorrente.
    Eles foram previamente escolhidos para mais um cargo de pura fidelidade canina a quem os plantou nas listas.

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  10. Pena se a chamada abstenção não atingir uma marca a rondar os 75%.
    Queria ver se a guarda avançada cá da bandalheira fraudulenta se mantinha muda e queda.
    Será que nem assim Marcelo avançaria para promover a purificação do sistema?
    Adianto ainda que no boletim de voto, em campo destacado na parte inferior depois das formações concorrentes deviam ser consideradas três alternativas como voto validamente expresso:
    1-voto branco (a levar X)
    2-voto nulo (a levar X)
    3-abstenção (a levar X)
    Quem se atreve?

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  11. Para meu espanto porque se calhar sou burro, acabo de ver um nosso canal de televisão a dar tendências com estimativas e mesmo resultados de outros países da Europa na corrida para o parlamento europeu.
    Deixo uma pergunta para quem esteja habilitado a responder, se esse conhecimento transmitido quando ainda decorre a nossa votação não pode influenciar eleitores portugueses induzindo-os a votar em partidos caseiros indo atrás de famílias politicas seguindo outros da mesma espécie que querem pular para o mesmo galho?

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