Foto: Cristobal Herrera/EPA
Em Orlando, na Florida, Donald Trump acabou de arrancar com a campanha da recandidatura. A tentar convencer que voltou a fazer grande a América ("make America great again"), como se a América alguma vez tivesse deixado de ser grande, a proposta de Trump é, agora, a de a manter grande. E o lema "keep America great".
Estranha noção de grandeza é a de Trump. Bastou que ontem, em Sintra, Mario Draghi, o presidente do Banco Central Europeu, tenha dito que poderia regressar ao programa de compra de dívida (e com isso ter animado os mercados financeiros), para Trump vir a correr para o Twitter mostrar a pequenez da sua grandeza. Escreveu o presidente americano que garante ter tornado a América grande, e que promete continuar a mantê-la grande: “Mario Draghi acaba de anunciar mais estímulos, o que imediatamente desvalorizou o euro em relação ao dólar, tornando injustamente mais fácil para eles concorrerem contra os EUA. Fazem-no de forma impune há anos, juntamente com a China e outros."
É tão "great" que há milhões de americanos sem acesso a cuidados de saúde. Muitas cidades americanas têm taxas de homicídio típicas de países de terceiro mundo. O país com mais presos no mundo, mais que em ditaduras como a China.
ResponderEliminar"Great" mesmo só se for em quantidade de merda. Às vezes é pena mesmo que a estupidez não mate pois os americanos já se teriam livrado desse palhaço.
Para a economia norte-americana Trump foi bom. Internamente, que é isso que vê o eleitor comum. Até porque este é o que tem médico quando lhe dói a barriga e se tiver fome tem uma arma para caçar (não entremos em pormenores ;)).
ResponderEliminarQuem se apercebe das políticas internacionais e e quem lida com o estrangeiro é que terá o trabalho de provar o logro do "make" e do "keep". Para o pessoal das montanhas e do campo a coisa está porreira - e estes metem muitos delegados.
Mas a economia americana melhorou durante os 8 anos em que Obama foi presidente. Trump não fez absolutamente nada. Mais uma vez temos um branco a querer aproveitar-se do trabalho de um preto. Literalmente.
ResponderEliminarO eleitor comum americano acha Trump um autêntico palhaço, daí ele nunca ter conseguido índices de popularidade acima de 50% (nem mesmo no início, o que relembra que Trump não foi o candidato mais votado) e daí ele estar atrás de qualquer um dos potenciais candidatos democratas nas sondagens. Do favorito Bernie Sanders nem vale a pena falar pois se for o candidato democrata, Trump irá aprender o verdadeiro significado da palavra "landslide".
As sondagens davam a vitória a Hillary C., devo relembrar. E no fim foi nos delegados dos estados montanhosos que Trump conseguiu o maior apoio.
ResponderEliminarA economia interna não piorou - e o crente vê o que quer ver.
Por isso dizer que a contestação terá de vir dos que vêem mais do que a soleira da porta, os estados do litoral - os outros estão bem, estavam bem, ficarão bem enquanto puderem rezar e dar uns tiros. Sei que é um estereótipo, mas é também uma caricatura do eleitor médio que votou Trump.
As sondagens davam a vitória a Hillary Clinton. Hillary Clinton, por muitos defeitos que tenha, foi claramente a candidata mais votada.
ResponderEliminarMas quem decide são os delegados. No caso, os das regiões montanhosas.
ResponderEliminarAs montanhas a parir ratinhos y ratinhas.
ResponderEliminarSancho, meu fiel companheiro de venturas, diz-me: porque é que aqueles grandes gigantes à nossa frente têm tantos braços?
Meu senhor e vossa senhoria, não haverá força alguma conhecida capaz de impedir a nossa marcha.
Vamos em frente que a vitória é o nosso destino, e para trás ....
Muitas cidades americanas têm taxas de homicídio típicas de países de terceiro mundo.
ResponderEliminarIsso era verdade na década de 1990. Hoje em dia já não. A taxa de homicídios nos EUA caiu substancialmente.
É verdade que a taxa de homicídios caiu substancialmente em cidades como Nova Iorque mas vá ver o que se passa em cidades como St. Louis, Baltimore, New Orleans, Detroit ou Chicago.
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