Não é por Marques Mendes, na sua homilia dominical da SIC, ter declarado desastrosa a sua actuação que a semana do ministro da Administração Interna foi um desastre. Para ele, para o primeiro-ministro António Costa e, pior que isso, para o país.
O desastre é que na política portuguesa, em vez de se escolherem para ministros pessoas profissionalmente competentes, eticamente inatacáveis, e capazes de assumir as suas responsabilidades, se escolham pessoas pelo dito peso político. Mais a mais quando esse é um peso avaliado numa balança que, em vez de pesar, mede fidelidades.
Em vez de peso pesado da política, Eduardo Cabrita revelou-se apenas um rapazinho de 10 quilos a "brincar com o fogo". Que sempre se disse aos miúdos que dava mau resultado!
Tem razão. Mas por vezes vejo a coisa do outro lado. Hoje um Ministro tem pouco poder e tem de ter muito cuidado com o que diz e com o que faz. Basta uma palavrinha menos feliz e todos lhe caem em cima. Qual o Ministro que se atreve a enfrentar os vários poderes? Por exemplo a Ordem dos Médicos? Basta uma palavra desafinada e cai o carmo e a trindade. É numeroso o grupo de cidadãos que estão constantemente contra os políticos. Por definição, os políticos são sempre incompetentes e, pior, corruptos e estão lá para se encherem. Eu se fosse político, procuraria nunca falar em público, podia sair-me alguma palavra a mais. Hoje ser-se politico é como ser-se sacerdote: vida completamente livre de pecado. Quem nunca utilizou os serviços de um canalizador que não passa factura e, portanto, ficou sem pagar o IVA? Quem nunca disse uma frase onde não se encontrassem vestígios de sexismo ou xenofobia?
ResponderEliminarÉ útil que os políticos sejam tão frágeis?
Não comento para não me repetir ;)
ResponderEliminarhttps://sarin-nemlixivianemlimonada.blogs.sapo.pt/inqualificavel-desclassificavel-97939
Estou uma bocado cansado de ler que os Ministros são sempre, bem como os políticos em geral, incompetentes, corruptos e etc. O povo é que é bom, mas eles ... é melhor nem falar. Estou cansado de ler "isto só neste país" com o se nos outros houvesse gente de outra qualidade.
ResponderEliminarE afinal, segundo Xavier Viegas as golas não eram assim tão inflamáveis. Parece que os anti-políticos se entusiasmaram depressa de mais.,
Não enfio essa carapuça, André. E os factos subsequentes mostram bem a alhada em que este ministro se meteu. E que essa última novidade (!!) das golas, saída agora em última hora de um Relatório à posteriori, ainda reforça.
ResponderEliminarÉ isso. Nem mais nem menos!
ResponderEliminarClaro que não "é útil que os políticos sejam tão frágeis". É por isso que refiro que é "o desastre na política portuguesa".
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